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© Rosinei Coutinho/STF

Ministro Alexandre de Moraes Relatará Ação por Acesso a Registros do Senado com Citações a Figuras Políticas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como relator de um mandado de segurança que busca acesso irrestrito aos registros de entrada e saída do Senado Federal, abrangendo o período de 1º de fevereiro de 2019 até a presente data. O processo ganha relevância não apenas pela questão da transparência pública, mas também pela lista de pessoas cujos dados são requeridos, que inclui a advogada Viviane Barci, esposa do próprio ministro Moraes, além de familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras figuras notáveis.

A Origem da Demanda por Transparência

A ação chegou ao STF após um pedido inicial do vereador Guilherme Kilter (Novo), de Curitiba, ser negado pelo Senado em fevereiro. O vereador buscava transparência nos registros de acesso ao prédio público, mas o presidente da casa legislativa, Davi Alcolumbre, justificou a recusa citando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), alegando que se tratavam de informações de caráter pessoal. Kilter, contudo, argumenta que o acesso a esses dados, em se tratando de um espaço público, é de interesse coletivo e essencial para a fiscalização da atividade parlamentar, não podendo ser submetido a sigilo.

Figuras Proeminentes na Solicitação de Dados

A lista de indivíduos cujos registros de acesso ao Senado são objeto da solicitação inclui uma gama diversificada de personalidades. Além da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, a demanda abrange nomes como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS'. O processo também cita parentes do presidente Lula: seu irmão, o sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva. Complementam a lista Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Américo Monte Júnior, todos com ligações à Amar Clube de Benefícios.

Trâmites Processuais e Próximos Passos no STF

Inicialmente, a demanda tramitou na Justiça do Paraná, mas foi remetida ao Supremo Tribunal Federal em função do envolvimento direto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na decisão de negar o acesso às informações. Agora, com Alexandre de Moraes como relator por sorteio, o processo aguarda as primeiras manifestações do ministro. É importante notar que, embora designado relator, Moraes ainda possui a prerrogativa de se declarar impedido ou suspeito, caso entenda que há qualquer circunstância que comprometa sua imparcialidade para julgar a causa, especialmente considerando que sua própria esposa é uma das pessoas citadas na requisição de dados.

A decisão final do STF neste mandado de segurança poderá estabelecer um importante precedente sobre o equilíbrio entre a Lei Geral de Proteção de Dados e o princípio da publicidade e transparência em relação ao acesso a registros de prédios públicos. O desenrolar do caso é acompanhado de perto, dadas as implicações para a fiscalização de autoridades e a participação de figuras políticas e seus familiares, que adicionam uma camada de complexidade ao debate jurídico.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br