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Idosa perde R$ 100 mil em golpe do bilhete premiado no litoral

Uma idosa de 85 anos foi vítima do conhecido golpe do bilhete premiado em Mongaguá, litoral de São Paulo, resultando na perda de R$ 100 mil. A promessa de um prêmio milionário, supostamente inatingível para as golpistas, convenceu a senhora a realizar uma transferência bancária em uma agência local. As investigações da Polícia Civil, por meio da Operação Prêmio Fantasma, já levaram à prisão de dois homens apontados como parte da quadrilha: Leandro Rodrigues Maciel, de 47 anos, e Marcos Felipe Quadros, de 31, detidos nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná. A polícia continua a apurar o caso para identificar e prender as duas mulheres que abordaram diretamente a vítima e orquestraram a fraude. O incidente ressalta a importância da vigilância contra esquemas fraudulentos, especialmente aqueles que visam idosos.

O enredo do golpe e a perda da idosa

A abordagem e a falsa promessa

O crime ocorreu em novembro passado, quando a idosa foi abordada por uma mulher no centro de Mongaguá. A golpista apresentou um suposto bilhete de loteria com um prêmio no valor de R$ 3 milhões. Para convencer a vítima, a mulher alegou não poder receber o montante por motivos religiosos, afirmando ser Testemunha de Jeová. Em seguida, declarou precisar de R$ 250 mil para quitar dívidas urgentes, insinuando que, com a ajuda da idosa para “resolver a situação do bilhete”, a recompensa seria partilhada.

No desenrolar da farsa, uma segunda mulher se aproximou, apresentando-se como advogada. Ela demonstrou grande interesse no suposto prêmio e, de forma convincente, propôs à vítima que dividissem o valor do bilhete, como parte de uma elaborada encenação. Essa tática visava estabelecer confiança e criar a ilusão de uma oportunidade financeira legítima e vantajosa para a idosa. A “advogada” simulava ser uma intermediária idônea, endossando a história da primeira golpista e solidificando o plano para extrair dinheiro da vítima.

A farsa da transferência bancária e a descoberta

As duas mulheres, com a idosa, dirigiram-se a uma agência bancária. Lá, a falsa advogada simulou uma transferência de R$ 150 mil, enquanto a vítima, sob coação e indução ao erro, realizou um depósito de R$ 100 mil. Após a transação, as três seguiram para a Rodoviária de Mongaguá. As suspeitas permaneceram no local, enquanto a idosa retornou sozinha para casa, mantendo contato telefônico com a dupla.

A percepção de ter sido enganada surgiu no dia seguinte, quando a idosa assistiu a uma reportagem sobre um golpe semelhante. Desconfiada, ela ligou para uma das suspeitas, que tentou tranquilizá-la, prometendo que o dinheiro seria devolvido nos dias seguintes. A promessa, como era de se esperar, nunca foi cumprida, confirmando o golpe. A vítima, então, buscou as autoridades para denunciar a fraude.

A investigação e as prisões

Identificação dos suspeitos e a operação

A Polícia Civil de Mongaguá prontamente iniciou a investigação, que rapidamente identificou Leandro Rodrigues Maciel e Marcos Felipe Quadros como suspeitos envolvidos na movimentação financeira e no suporte logístico do esquema. A apuração revelou que a quadrilha contava com o auxílio de pelo menos outros três investigados, e que seus integrantes estavam espalhados por diferentes estados, com forte presença no Rio Grande do Sul (RS) e no Paraná (PR).

Diante da complexidade e da atuação interestadual dos criminosos, a Delegacia de Mongaguá deflagrou a Operação Prêmio Fantasma. A ação, realizada em uma sexta-feira (27), visou cumprir mandados de prisão e busca e apreensão expedidos pela Justiça. A coordenação entre as forças policiais de diferentes estados foi crucial para o sucesso da operação, demonstrando a capacidade da Polícia Civil de atuar além das fronteiras estaduais na luta contra o crime organizado.

Prisões interestaduais e apreensões

Durante a Operação Prêmio Fantasma, Leandro Rodrigues Maciel foi preso na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, enquanto Marcos Felipe Quadros foi detido em Curitiba, no Paraná. As prisões representam um avanço significativo nas investigações, desarticulando parte da rede de apoio logístico e financeiro do golpe. A ação simultânea em diferentes estados foi fundamental para surpreender os criminosos e evitar a fuga.

Além das prisões, a operação resultou na apreensão de diversos materiais que serão importantes para o avanço das investigações. Foram encontrados cheques, aparelhos celulares e máquinas de cartão. Todos esses itens serão submetidos à perícia técnica para extração de dados e evidências que possam levar à identificação de outros envolvidos no esquema, bem como auxiliar na compreensão de como o dinheiro da vítima era movimentado e onde as transações ocorriam.

Próximos passos da polícia

A Polícia Civil de Mongaguá reiterou que as investigações continuam ativas e em fase de aprofundamento. O objetivo principal é identificar e localizar todos os envolvidos no esquema criminoso, incluindo as duas mulheres que abordaram diretamente a idosa e aplicaram o golpe em Mongaguá. As autoridades estão trabalhando para mapear toda a cadeia de comando e execução da quadrilha, visando desmantelar completamente o grupo.

A colaboração da população é vista como crucial para o sucesso das investigações. Quaisquer informações que possam auxiliar a polícia na identificação dos criminosos ou na recuperação dos valores são de extrema importância. A Polícia Civil mantém canais de denúncia anônima para que a comunidade possa contribuir com segurança, reforçando o compromisso com a justiça e a proteção dos cidadãos contra fraudes.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que é o golpe do bilhete premiado?
É um golpe em que criminosos abordam vítimas, geralmente idosas, apresentando um suposto bilhete de loteria premiado. Alegam não poder resgatar o prêmio por algum motivo (religioso, falta de documento, etc.) e pedem ajuda financeira à vítima em troca de uma falsa promessa de divisão do prêmio milionário.

2. Como posso me proteger de golpes como este?
Desconfie sempre de ofertas de dinheiro fácil ou prêmios inesperados. Nunca faça depósitos, transferências ou pagamentos para pessoas desconhecidas que prometem grandes retornos. Verifique a autenticidade de qualquer oferta em canais oficiais e nunca compartilhe dados pessoais ou bancários.

3. O que devo fazer se for vítima ou testemunha de um golpe financeiro?
Se você ou alguém que conhece foi vítima de um golpe, registre um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil o mais rápido possível. Forneça todos os detalhes, como nomes, descrições, locais, datas e valores envolvidos. Se tiver provas (mensagens, comprovantes), anexe-as ao registro.

Se você possui informações sobre este ou outros golpes semelhantes, por favor, entre em contato com a Polícia Civil. Sua colaboração é fundamental para a segurança de todos.

Fonte: https://g1.globo.com

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