© Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro se prepara para pico de 39°C neste domingo

ALESP

O Rio de Janeiro se prepara para enfrentar temperaturas extremas neste fim de semana, com previsões indicando que os termômetros podem alcançar a marca de 39°C no domingo (11). A iminência de uma onda de calor intenso levou as autoridades estaduais a emitirem alertas e a ativarem protocolos de emergência para proteger a população. Desde a manhã de sexta-feira (9), a capital fluminense já havia atingido o segundo nível do Protocolo de Calor (CALOR 2), um indicativo de condições climáticas que demandam atenção redobrada. Este cenário de calor intenso não se restringe apenas à capital, estendendo-se a diversos municípios da Região Metropolitana e do interior do estado, que já operam sob um nível de alerta severo. A preocupação central das autoridades de saúde e meteorológicas é mitigar os riscos associados à exposição prolongada a altas temperaturas, incentivando a população a adotar medidas preventivas essenciais para a saúde e o bem-estar durante este período crítico.

Ondas de calor e o protocolo de alerta

O estado do Rio de Janeiro está sob a influência de uma massa de ar quente e seco que tem provocado elevações significativas nas temperaturas. Este fenômeno meteorológico é o principal responsável pela onda de calor que se intensificará no final de semana. A previsão de 39°C para o domingo na cidade do Rio de Janeiro reflete essa condição, que já havia levado à ativação do Protocolo de Calor na sexta-feira. Este protocolo é uma ferramenta crucial desenvolvida pelos órgãos de saúde para monitorar e responder a períodos de calor extremo, visando proteger a saúde pública.

O que significa o protocolo CALOR 2

O Protocolo de Calor é um sistema de alerta composto por cinco níveis, cada um acionado com base em critérios específicos de temperatura e duração. O nível CALOR 2, ativado na capital fluminense às 9h45 da sexta-feira (9), caracteriza-se por temperaturas que permanecem acima de 36°C por um ou dois dias consecutivos, por um período de quatro horas ou mais. A ativação deste nível sinaliza a necessidade de reforçar as orientações de prevenção e monitoramento, alertando a população sobre os riscos de desidratação, insolação e outras condições adversas relacionadas ao calor. À medida que as temperaturas se aproximam dos picos previstos, a possibilidade de elevação para níveis mais severos do protocolo é real, exigindo uma vigilância constante e a implementação de ações mais robustas por parte das autoridades e da comunidade. O objetivo principal é prevenir casos de emergência e garantir que a população esteja bem informada sobre como se proteger.

Regiões sob aviso severo e perspectivas futuras

O impacto da onda de calor não se restringe à capital. Diversas cidades do estado do Rio de Janeiro já sentem os efeitos das altas temperaturas e foram categorizadas em níveis de alerta severo, indicando uma preocupação generalizada com a saúde pública e a infraestrutura local.

Municípios em estado de alerta máximo

Dez municípios fluminenses já entraram em nível de alerta severo devido às condições climáticas adversas. A lista inclui Belford Roxo, Japeri, Maricá, Piraí, Queimados, São Gonçalo, Seropédica, Nova Iguaçu, Guapimirim e Itaguaí. A inclusão dessas cidades no alerta severo reflete não apenas as altas temperaturas esperadas, mas também fatores como densidade populacional, vulnerabilidade socioeconômica e infraestrutura de saúde, que podem amplificar os riscos para os moradores. A previsão é que a própria capital, o Rio de Janeiro, se junte a essa lista a partir de segunda-feira (12), reforçando a extensão e a gravidade do fenômeno meteorológico. A decisão de classificar esses municípios com antecedência permite que as autoridades locais intensifiquem as campanhas de conscientização e preparem suas estruturas para eventuais emergências médicas relacionadas ao calor.

Impacto regional: contraste com São Paulo

Enquanto o Rio de Janeiro se prepara para um fim de semana de calor escaldante, o estado vizinho de São Paulo deve experimentar um cenário meteorológico contrastante. Previsões indicam a chegada de uma frente fria acompanhada de chuvas para o fim de semana em São Paulo, o que trará alívio das temperaturas elevadas registradas nos dias anteriores. Essa dicotomia climática é resultado da atuação simultânea de diferentes sistemas atmosféricos: uma massa de ar seco e quente persistente sobre grande parte do Sudeste, concentrando o calor no Rio, e a aproximação de uma frente fria pelo Sul do país, que avança em direção a São Paulo. Essa dinâmica ressalta a complexidade dos padrões climáticos na região e a importância de se manter atualizado com as previsões locais, dada a variabilidade do tempo. Tais eventos extremos, tanto as ondas de calor quanto as frentes frias abruptas, têm sido observados com maior frequência, sublinhando a necessidade de adaptação e resiliência das cidades e de seus habitantes frente às mudanças climáticas globais.

Recomendações essenciais para enfrentar o calor

Diante das altas temperaturas previstas para o Rio de Janeiro, é fundamental que a população adote uma série de medidas preventivas para proteger a saúde e evitar complicações relacionadas ao calor extremo. As autoridades de saúde têm enfatizado a importância da hidratação e da proteção contra a exposição solar.

Medidas preventivas para a saúde

A Secretaria de Estado de Saúde e outros órgãos competentes recomendam fortemente que a população mantenha uma boa hidratação ao longo do dia, ingerindo bastante água, sucos naturais e água de coco. É crucial evitar bebidas açucaradas, cafeinadas ou alcoólicas, que podem contribuir para a desidratação. O uso de roupas claras, leves e soltas é outra medida importante, pois auxiliam na regulação da temperatura corporal e na transpiração. A exposição direta ao sol deve ser evitada, especialmente nos horários de maior incidência solar, que geralmente ocorrem entre 10h e 16h. Caso seja inevitável sair durante esse período, é imprescindível utilizar proteção solar, como protetor solar, bonés, chapéus de abas largas e óculos escuros, que ajudam a proteger a pele e os olhos dos raios UV. Além disso, procurar ambientes frescos e ventilados, tomar duchas frias e manter as janelas abertas durante a noite, quando as temperaturas são mais amenas, são práticas que podem oferecer alívio.

Alerta para grupos vulneráveis

Certos grupos populacionais são mais suscetíveis aos efeitos nocivos do calor extremo e exigem atenção especial. Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas (como problemas cardíacos, respiratórios ou diabetes) possuem maior dificuldade em regular a temperatura corporal e, por isso, estão em maior risco de desidratação, insolação e agravamento de suas condições de saúde. É crucial que familiares e cuidadores desses grupos redobrem os cuidados, garantindo que estejam adequadamente hidratados, em ambientes frescos e protegidos do sol. Observar sinais de desconforto, tontura, dor de cabeça ou cansaço excessivo é fundamental, buscando ajuda médica se necessário. A atenção comunitária também desempenha um papel vital, com vizinhos e amigos verificando o bem-estar de pessoas vulneráveis em sua rede de contato.

Conclusão

O Rio de Janeiro se prepara para enfrentar um dos períodos mais quentes do verão, com a expectativa de que as temperaturas atinjam picos significativos neste domingo. A ativação do Protocolo de Calor e os alertas emitidos para diversos municípios reforçam a seriedade da situação e a necessidade de uma resposta proativa da população. Enquanto o calor intenso domina o cenário fluminense, o contraste climático com a chegada de uma frente fria em São Paulo ilustra a complexidade dos eventos meteorológicos atuais. É imperativo que cada cidadão adote as medidas preventivas recomendadas pelas autoridades de saúde, priorizando a hidratação adequada, a proteção solar e o cuidado com os grupos mais vulneráveis, a fim de minimizar os riscos e garantir a segurança e o bem-estar coletivo diante deste desafio climático.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual é a principal causa das altas temperaturas no Rio de Janeiro neste período?
As altas temperaturas são causadas principalmente pela atuação de uma massa de ar seco e quente que se instalou sobre a região Sudeste do Brasil, dificultando a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas, o que potencializa o aquecimento da superfície.

2. O que significa o Protocolo de Calor CALOR 2 e quais são seus critérios?
O CALOR 2 é o segundo de cinco níveis do Protocolo de Calor e é acionado quando a temperatura atinge ou supera 36°C por um ou dois dias consecutivos, mantendo-se nessa faixa por pelo menos quatro horas. Ele indica a necessidade de atenção redobrada e o reforço das medidas preventivas pela população.

3. Quais são os sintomas de alerta para problemas relacionados ao calor e o que devo fazer?
Sintomas de alerta incluem tontura, dor de cabeça, náuseas, fadiga excessiva, pele quente e seca, pulso acelerado e confusão mental. Se você ou alguém próximo apresentar esses sinais, procure um local fresco e sombrio imediatamente, beba água e, se os sintomas persistirem ou piorarem, busque atendimento médico urgente.

4. Por que alguns municípios entram em alerta severo antes da capital?
A entrada de municípios em alerta severo antes da capital pode ser influenciada por fatores geográficos específicos, como relevo e urbanização, que podem criar “ilhas de calor” localizadas, ou por critérios de monitoramento que consideram não apenas a temperatura, mas também a vulnerabilidade da população local e a capacidade de resposta dos serviços de saúde de cada região.

Mantenha-se informado sobre as atualizações climáticas e as recomendações das autoridades de saúde para garantir sua segurança e bem-estar. Compartilhe estas dicas essenciais com amigos e familiares para que todos possam enfrentar o calor com responsabilidade.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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