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Parque Ecológico de Mongaguá obtém licença de zoológico após 18 anos

ANUNCIO COTIA/LATERAL

O Parque Ecológico de Mongaguá, um dos mais importantes espaços de conservação da Baixada Santista, alcançou um marco significativo ao obter a licença oficial de Jardim Zoológico. Essa conquista, resultado de um esforço contínuo de 18 anos em adequações técnicas e ambientais, transforma profundamente o papel da instituição na preservação da fauna. Com o novo status, o Parque Ecológico de Mongaguá eleva sua capacidade de ação, deixando de ser meramente um mantenedouro para se integrar a um seleto grupo de instituições brasileiras autorizadas a desenvolver programas de conservação, intercâmbio de animais e acolhimento de novas espécies, contribuindo de forma mais robusta para a biodiversidade regional e nacional.

Uma jornada de quase duas décadas até a licença oficial

A recente oficialização do Parque Ecológico de Mongaguá como Jardim Zoológico representa o ápice de um trabalho persistente que se estendeu por quase duas décadas. Desde sua concepção, o espaço sempre almejou um papel mais ativo na conservação ambiental, e a obtenção da licença é a concretização desse objetivo de longo prazo. O processo não foi simples, exigindo rigorosas adequações técnicas, estruturais e ambientais para atender aos padrões exigidos pelos órgãos reguladores. Essa transformação incluiu melhorias nos recintos, infraestrutura para manejo animal e a implementação de programas específicos que garantem o bem-estar dos animais e a segurança dos visitantes. A prefeitura da cidade ressaltou que esses 18 anos foram de intenso trabalho e investimentos, culminando na validação de um espaço que agora pode desempenhar um papel crucial na proteção de espécies ameaçadas e na educação ambiental.

Os desafios e a mudança de status

A jornada para a obtenção da licença de Jardim Zoológico foi pontuada por uma série de desafios, tanto burocráticos quanto práticos. O biólogo responsável pelo local, Daniel Bortone, destacou a complexidade do processo, que exigiu a superação de diversas etapas e a adaptação a mudanças regulatórias. Um dos pontos críticos foi a transição do órgão responsável pela fiscalização e nomeação: inicialmente o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, posteriormente, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Essa alteração demandou a readequação a novas diretrizes e exigências, prolongando o período de espera e adaptação.

Com o novo status, o Parque Ecológico de Mongaguá ascende de um “mantenedouro” — um local para abrigar e cuidar de animais — para um “Jardim Zoológico”. Essa distinção é fundamental, pois permite que a instituição participe ativamente de programas de conservação de espécies ameaçadas, realize intercâmbio de animais com outras instituições acreditadas e receba espécimes apreendidos ou resgatados que não podem ser reintegrados à natureza. É uma porta aberta para a ciência, a pesquisa e a colaboração em redes de conservação, fortalecendo a missão do parque de proteger a vida selvagem. Bortone enfatizou que a licença possibilita uma contribuição mais efetiva com a conservação, além de otimizar os recintos e enriquecer a experiência do público, que agora terá acesso a uma programação mais educativa e diversificada.

Impacto na conservação, educação e atração de novas espécies

A nova licença do Parque Ecológico de Mongaguá já está gerando resultados tangíveis, especialmente no que tange à conservação e ao enriquecimento do acervo de espécies. A capacidade de receber e abrigar novos animais em condições adequadas é um dos pilares da transformação do parque, impactando diretamente a biodiversidade e o ecossistema da região.

Reforço da biodiversidade e papel regional

A administração municipal confirmou a chegada de novas espécies que já habitam o parque, marcando o início desta nova fase. Três majestosos pavões, seis marrecos e um casal de faisões dourados foram os primeiros a inaugurar essa nova era, enriquecendo a variedade de animais disponíveis para o público. A expectativa é ainda maior para os próximos 15 dias, com a previsão de chegada de macacos-prego e tucanos-toco, espécies que certamente atrairão a atenção dos visitantes e fortalecerão o apelo educativo do parque. Essa expansão do plantel animal não é apenas um atrativo turístico; ela é vital para a formação de núcleos de reprodução e para a educação ambiental, permitindo que a população conheça de perto a fauna e compreenda a importância de sua proteção.

O Parque Ecológico de Mongaguá preenche uma lacuna importante na região. O biólogo Daniel Bortone ressaltou que, na Baixada Santista, poucas instituições possuem um status semelhante. Ele mencionou o Zoológico do Bargieri, em Itanhaém, e o Orquidário de Santos como os principais pares, evidenciando que Mongaguá se junta a um “grupo pequeno de locais que podem contribuir para abrigar esses animais que não têm mais condições de retorno à natureza”. Essa capacidade regional é crucial, pois muitos animais resgatados ou vítimas de tráfico necessitam de um lar seguro e adequado, e o parque agora tem a estrutura e a permissão legal para oferecer essa assistência. Além disso, a melhoria dos recintos e a ampliação da experiência do público se traduzem em um espaço mais qualificado para a educação ambiental, onde os visitantes podem aprender sobre a conservação da biodiversidade de forma interativa e imersiva.

Acesso e estrutura para visitantes

Localizado na Avenida Governador Mário Covas Júnior, nº 10.410, no bairro Agenor de Campos, o Parque Ecológico de Mongaguá oferece fácil acesso aos visitantes. O espaço está aberto de terça a domingo, com horários de funcionamento das 9h às 17h. Para garantir uma visita tranquila, é importante notar que a venda de entradas se encerra às 16h, permitindo que todos desfrutem plenamente do parque.

Os ingressos para conhecer ou revisitar o Parque Ecológico, agora em sua nova e ampliada fase, têm um valor acessível de R$ 10,00. Pensando na inclusão, o parque oferece gratuidade para crianças de até 7 anos e Pessoas com Deficiência (PCDs). Idosos e estudantes também contam com o benefício da meia-entrada, mediante apresentação de documento comprobatório. Todas as modalidades de ingresso podem ser adquiridas diretamente na bilheteria do local, facilitando o acesso para todas as faixas etárias e grupos sociais. A estrutura do parque, com seus novos aprimoramentos, está pronta para receber o público e proporcionar uma experiência enriquecedora de contato com a natureza e a vida selvagem.

Conclusão

A oficialização do Parque Ecológico de Mongaguá como Jardim Zoológico representa um divisor de águas para a conservação ambiental na região da Baixada Santista e para o próprio município. Após 18 anos de dedicação e adequações, a instituição alcança um novo patamar, consolidando-se como um centro vital para programas de conservação, intercâmbio de animais e educação ambiental. Esta conquista não apenas amplia a capacidade de acolhimento de espécies necessitadas, mas também eleva a experiência do público, oferecendo uma oportunidade única de aprendizado e contato com a fauna. O parque, agora um membro do seleto grupo de zoológicos brasileiros, reforça seu compromisso com a biodiversidade e projeta Mongaguá como um polo de referência na proteção da vida selvagem e na promoção da consciência ecológica.

Perguntas frequentes (FAQ)

P: O que significa a nova licença para o Parque Ecológico de Mongaguá?
R: A licença eleva o Parque Ecológico de Mongaguá de um simples “mantenedouro” para um “Jardim Zoológico” oficial. Isso significa que ele agora está autorizado a participar de programas de conservação de espécies, realizar intercâmbio de animais com outras instituições e receber novos espécimes para abrigo e reabilitação, contribuindo mais ativamente para a proteção da fauna.

P: Quais novas espécies o parque já recebeu ou irá receber?
R: Recentemente, o parque recebeu três pavões, seis marrecos e um casal de faisões dourados. Nos próximos 15 dias, está prevista a chegada de macacos-prego e tucanos-toco, enriquecendo ainda mais a diversidade de animais em exposição e para programas de conservação.

P: Quais são os horários de funcionamento e os valores de entrada para o parque?
R: O Parque Ecológico de Mongaguá funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com o encerramento da venda de entradas às 16h. O ingresso custa R$ 10,00. Crianças de até 7 anos e Pessoas com Deficiência (PCDs) têm gratuidade, enquanto idosos e estudantes pagam meia-entrada.

P: Por que a obtenção desta licença levou 18 anos?
R: O processo de licenciamento foi longo e desafiador, envolvendo 18 anos de adequações técnicas e ambientais rigorosas para atender aos padrões exigidos. Além disso, houve questões burocráticas e a transição do órgão regulador, inicialmente o Ibama e posteriormente a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o que demandou novas adaptações e reavaliações.

Convidamos você a visitar o Parque Ecológico de Mongaguá e testemunhar de perto essa nova fase, contribuindo para a educação ambiental e a valorização da vida selvagem.

Fonte: https://g1.globo.com

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