© José Cruz/Agência Brasil

Operação nacional fiscaliza qualidade e quantidade em postos de combustível

ANUNCIO COTIA/LATERAL

Uma ampla operação de fiscalização foi lançada em oito estados e no Distrito Federal, com o objetivo primordial de assegurar a correta quantidade e a qualidade do combustível vendido nos postos de gasolina do país. Batizada de “Tô de Olho”, a iniciativa mobilizou agentes de importantes órgãos reguladores para uma varredura abrangente no mercado de combustíveis. A ação, que pretende visitar 180 estabelecimentos em diversas regiões, foca na proteção dos direitos dos consumidores, garantindo que o valor pago corresponda exatamente ao produto e volume recebidos. A inspeção visa coibir práticas fraudulentas e promover a lealdade concorrencial, elementos essenciais para um mercado justo e transparente.

Ação nacional ‘Tô de Olho’ visa proteger o consumidor e garantir concorrência leal

A operação “Tô de Olho” representa um esforço coordenado para combater irregularidades no fornecimento de combustíveis que lesam diretamente o consumidor e distorcem a competitividade do setor. A fiscalização em postos de combustível tem sido uma prioridade, e a presença de autoridades de alto escalão, como o vice-presidente, sublinha a relevância estratégica da medida. Ao acompanhar algumas das ações em Brasília, ele reforçou a importância de proteger os direitos dos cidadãos, exemplificando situações comuns de fraude. “Você põe 30 litros e entra 28 litros, por exemplo, ou enfrenta falta de qualidade, isso também é uma forma de concorrência desleal. É proteger o consumidor e garantir lealdade concorrencial”, afirmou o ministro.

Esta abordagem integrada busca não apenas identificar e penalizar irregularidades, mas também desencorajar futuros atos ilícitos por meio de uma presença fiscalizadora contínua e rigorosa. O ministro enfatizou a necessidade de manter este tipo de fiscalização de forma permanente, ressaltando que não deve ser uma ação isolada. Para ele, a garantia de competitividade e a segurança do consumidor são pilares fundamentais. Ele defendeu que a fiscalização deve continuar ininterruptamente, pois “não pode ser uma vez e parou”, sugerindo um compromisso de longo prazo com a integridade do mercado de combustíveis. A iniciativa é um claro sinal de que o governo está atento às queixas dos consumidores e determinado a assegurar um ambiente de negócios mais justo e transparente para todos os envolvidos.

O papel crucial do Inmetro e da ANP

A operação “Tô de Olho” é fruto de uma colaboração estratégica entre duas das mais importantes agências reguladoras do país: o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Cada uma desempenha um papel distinto, mas complementar, para garantir a integridade dos serviços oferecidos nos postos de abastecimento.

O Inmetro concentra suas atividades na verificação das bombas de combustível. Sua equipe técnica é responsável por inspecionar se os equipamentos de medição estão devidamente calibrados e funcionando de acordo com as normas metrológicas vigentes. Isso significa verificar se a quantidade de combustível que a bomba indica é, de fato, a que está sendo entregue ao tanque do veículo. O objetivo é eliminar o “litro fantasma”, onde o consumidor paga por um volume que não recebe, garantindo a precisão e a justiça na transação. A fiscalização abrange desde a manutenção dos equipamentos até a conformidade com os selos de verificação obrigatórios.

Por outro lado, a ANP assume a responsabilidade pela qualidade dos produtos comercializados. Seus agentes coletam amostras de combustíveis para análise laboratorial, verificando se há misturas indevidas, adulterações ou se os componentes estão dentro dos padrões e especificações técnicas recomendadas. A adulteração do combustível, além de ser uma fraude econômica, pode causar sérios danos aos veículos e comprometer a segurança do consumidor e do meio ambiente. A ANP atua para garantir que a gasolina, o etanol e o diesel vendidos correspondam exatamente ao que prometem em termos de composição e desempenho, protegendo o consumidor de produtos de baixa qualidade ou potencialmente prejudiciais.

Consequências severas para fraudes e irregularidades

A detecção de fraudes ou irregularidades durante a operação “Tô de Olho” acarreta sanções significativas para os postos de combustível, com o intuito de coibir práticas desleais e criminosas. As penalidades são aplicadas de acordo com a natureza e a gravidade da infração, e variam entre multas substanciais, suspensão de atividades e, em casos extremos, o cancelamento definitivo da autorização para comercializar combustíveis. A legislação brasileira é rigorosa nesse sentido, buscando assegurar a máxima conformidade e segurança para os consumidores.

Quando as irregularidades são identificadas pela ANP, as multas podem variar de R$ 5 mil a impressionantes R$ 5 milhões. Além do impacto financeiro, os estabelecimentos flagrados podem ter suas operações suspensas temporariamente ou, dependendo da recorrência ou gravidade, ter a autorização de venda de combustíveis permanentemente cancelada, o que efetivamente significa o encerramento das atividades do posto. As sanções impostas pelo Inmetro, por sua vez, podem variar de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, dependendo do tipo de falha metrológica, como bombas descalibradas ou com fraude na medição. Esses valores refletem a seriedade com que as autoridades tratam a proteção do consumidor e a garantia de um mercado justo.

Sanções aplicadas e primeiros resultados da fiscalização

Os primeiros dias da operação já renderam resultados concretos no Distrito Federal, onde o Inmetro identificou três irregularidades significativas que comprometem a segurança e os direitos do consumidor. Uma das falhas encontradas foi um erro de 113 ml a cada 20 litros abastecidos, ultrapassando a tolerância máxima permitida de 100 ml para o mesmo volume. Essa diferença, que pode parecer pequena individualmente, representa uma perda substancial para os consumidores ao longo do tempo.

Além disso, foram constatados problemas de segurança graves, como vazamento interno de combustível e um sistema elétrico sem isolamento adequado. Ambas as situações representam um risco iminente de explosão, colocando em perigo a vida dos funcionários, clientes e moradores próximos ao estabelecimento. Diante dessas constatações, duas bombas de combustível foram imediatamente interditadas, e uma delas foi completamente reprovada para uso. Essas ações rápidas e decisivas demonstram a seriedade da fiscalização e a preocupação das autoridades em remover do mercado equipamentos e práticas que representem perigo ou fraude. A agilidade na identificação e correção dessas falhas é crucial para restabelecer a confiança dos consumidores no processo de abastecimento.

O papel ativo do consumidor na fiscalização

Apesar do esforço concentrado das agências reguladoras, a vigilância do consumidor continua sendo uma ferramenta poderosa e complementar na fiscalização dos postos de combustível. As autoridades encorajam a população a assumir um papel ativo, observando atentamente o processo de abastecimento e reportando qualquer suspeita de irregularidade. A participação cidadã é fundamental para identificar falhas que podem passar despercebidas em inspeções pontuais e para manter a pressão sobre os estabelecimentos para que operem dentro da legalidade.

A observação atenta pode prevenir fraudes e garantir que o consumidor receba exatamente pelo que pagou. É um direito e uma responsabilidade de todos contribuir para um mercado mais justo e seguro. Ao estar informado e vigilante, o consumidor se torna um agente fiscalizador, fortalecendo a rede de controle e desestimulando práticas desonestas.

Dicas para identificar irregularidades e como denunciar

Para auxiliar os motoristas nessa importante tarefa, as autoridades fiscalizadoras orientam a população a ficar atenta a alguns detalhes cruciais durante o abastecimento:

1. Observar os mostradores: Verifique se os mostradores da bomba estão em bom estado de conservação, sem avarias que dificultem a leitura. Confirme se os valores e a quantidade de combustível estão claramente visíveis e se a contagem começa do zero antes de iniciar o abastecimento. Qualquer oscilação ou dificuldade na leitura pode indicar um problema.
2. Checar mangueiras e conexões: Inspecione visualmente as mangueiras e conexões da bomba. Elas devem estar íntegras, sem rachaduras, vazamentos ou emendas improvisadas. Vazamentos podem indicar não apenas perda de produto, mas também riscos de segurança.
3. Confirmar a medida-padrão de 20 litros: Verifique se o posto possui, visível e à disposição para conferência, a medida-padrão de 20 litros. Este instrumento, verificado e lacrado pelo Inmetro, permite que o consumidor confira, na hora, se a bomba está entregando o volume correto. Caso o posto se recuse a apresentar a medida, isso pode ser um sinal de alerta.

Caso o consumidor suspeite de qualquer irregularidade, como diferença na quantidade, qualidade duvidosa do combustível ou problemas nas bombas, é fundamental acionar os canais de denúncia. O Inmetro disponibiliza uma ouvidoria para receber essas informações, que podem ser feitas pelo site oficial ou pelo telefone 0800 285 1818. Denunciar é um ato de cidadania que contribui para a melhoria contínua dos serviços e para a punição dos infratores, protegendo a todos.

Compromisso contínuo com a transparência e a segurança no abastecimento

A operação “Tô de Olho” simboliza um compromisso inabalável das autoridades com a transparência e a segurança no abastecimento de combustíveis no Brasil. Ao combinar a força fiscalizadora de órgãos como o Inmetro e a ANP com a participação ativa dos consumidores, busca-se estabelecer um padrão elevado de integridade no mercado. A continuidade dessas ações é essencial para erradicar práticas fraudulentas que não apenas lesam financeiramente os cidadãos, mas também colocam em risco a segurança de veículos e pessoas. A proteção do consumidor e a garantia de concorrência leal são pilares para um desenvolvimento econômico saudável e uma sociedade mais justa. Este esforço conjunto visa não apenas punir os infratores, mas também educar o mercado e empoderar o consumidor, assegurando que o ato de abastecer seja sempre confiável e seguro.

Perguntas frequentes sobre a fiscalização de combustíveis

1. Qual o objetivo principal da operação ‘Tô de Olho’?
O objetivo principal é proteger o consumidor contra fraudes na quantidade e qualidade dos combustíveis vendidos nos postos, garantindo que o volume pago seja o volume entregue e que o produto atenda às especificações técnicas. Além disso, a operação visa assegurar um ambiente de concorrência leal entre os estabelecimentos.

2. Quais órgãos são responsáveis pela fiscalização de postos de combustível nesta operação?
Os órgãos responsáveis são o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que verifica a precisão das bombas de combustível, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que fiscaliza a qualidade e a composição dos combustíveis.

3. Como o consumidor pode identificar e denunciar fraudes em postos?
O consumidor deve observar os mostradores das bombas (se começam do zero e são legíveis), checar o estado das mangueiras e conexões, e verificar se o posto possui a medida-padrão de 20 litros verificada pelo Inmetro. Em caso de suspeita, pode-se denunciar à ouvidoria do Inmetro pelo site ou pelo telefone 0800 285 1818.

4. Quais são as penalidades para postos que cometem irregularidades?
As penalidades variam. A ANP pode aplicar multas de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de suspender as atividades ou cancelar a autorização de venda. O Inmetro pode aplicar multas de R$ 100 a R$ 1,5 milhão por irregularidades metrológicas.

Mantenha-se informado sobre as últimas ações de fiscalização e garanta que seus direitos como consumidor sejam sempre respeitados. Acesse nosso portal para mais notícias e dicas de segurança no abastecimento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.Os campos obrigatórios são marcados *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.