Por: Selma Cezar
Quando falamos sobre violência doméstica, não estamos tratando apenas de números frios. Estamos falando de vidas, sonhos e histórias que muitas vezes são silenciadas pela dor e pelo medo. Em Santana de Parnaíba, nossa missão tem sido transformar esse cenário, oferecendo às mulheres não apenas atendimento básico, mas ferramentas reais para uma verdadeira mudança.
A libertação começa com a informação. Muitas mulheres não percebem que estão presas em um ciclo de violência. Elas carregam o peso da depressão, da ansiedade e da descrença em si mesmas. Vivendo em ambientes tóxicos, têm sua energia vital drenada e sua autoestima fragilizada, o que dificulta enxergar um futuro positivo.
À frente da Secretaria da Mulher e da Família, lidero programas que unem saúde, bem-estar e cidadania. Cada curso, roda de conversa, palestra, aula de dança ou atividade nos polos tem um propósito claro: fortalecer a autoestima, o autovalor e a autoconfiança, conduzindo essas mulheres à independência emocional e financeira.
Nossas estatísticas mostram que muitas mulheres que se separam acabam retornando ao relacionamento por não se sentirem capazes de seguir sozinhas. Isso pode e deve ser mudado. Ninguém aceita ser maltratado por escolha; quando isso acontece, é porque há um adoecimento emocional que precisa ser tratado.
Em Santana de Parnaíba, temos trabalhado para combater essa realidade com políticas públicas efetivas e uma rede de proteção estruturada, incluindo:
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Delegacia da Mulher: um benefício que poucas cidades brasileiras possuem, mas que já está disponível em nosso município.
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Patrulha Guardiã Maria da Penha: garante proteção às mulheres com medidas protetivas, trazendo mais segurança ao seu cotidiano.
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Casa Abrigo Regional: oferece acolhimento seguro para mulheres em risco iminente, permitindo que reorganizem suas vidas longe do agressor.
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Programa Alô Mulher Parnaibana: destinado à doação de celulares, contribui para a reparação de danos causados às mulheres em situação de violência patrimonial, especialmente àquelas com medidas protetivas ou participantes do aluguel social, facilitando o acesso à comunicação com os serviços públicos e redes de apoio.
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CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher): localizado na Fazendinha, na Rua Gabriel Jorge Salomão, 13, oferece acolhimento, escuta e apoio especializado, com técnicos capacitados que atuam em parceria com outros órgãos de enfrentamento à violência.
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Aplicativos: Parnaíba + Segura com acesso à Patrulha Maria da Penha e o Botão de Pânico para mulheres com medidas protetivas.
Não para por aí. Estamos investindo fortemente no treinamento de funcionários, capacitando-os para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado. Essa preparação é fundamental para que cada mulher se sinta acolhida e apoiada em sua jornada de reconstrução.
Eu acredito que Santana de Parnaíba está se tornando referência no combate à violência doméstica. Mais do que proteção, estamos oferecendo esperança e oportunidade de recomeço. Cada ação, cada programa e cada parceria reforçam nosso compromisso de romper o ciclo da violência e devolver às mulheres o direito de viver com dignidade e liberdad
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