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Cpmpi do inss adia votação sobre convocação de messias

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS não votará a convocação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, nesta quinta-feira. A decisão foi tomada devido à falta de consenso entre os parlamentares.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, informou que os requerimentos que não obtiveram acordo serão votados somente na próxima quinta-feira, data da última reunião da comissão em 2025 antes do recesso de fim de ano no Congresso Nacional. Segundo o senador, houve um consenso entre líderes da oposição e do governo para organizar os trabalhos da comissão.

Jorge Messias foi indicado pelo Presidente da República para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está agendada para o dia 10 de dezembro.

A comissão investiga possíveis falhas e responsabilidades no esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Parlamentares afirmam que Messias teria sido alertado sobre o esquema fraudulento, mas ignorou os alertas oficiais.

A CPMI busca esclarecimentos sobre a atuação da AGU em relação aos descontos irregulares, buscando entender quais ações Messias tomou após ter acesso a informações do relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que indicavam descontos indevidos nos benefícios de aposentados por associações. Os parlamentares também questionam se as decisões da AGU foram tornadas públicas ou mantidas em sigilo.

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Na sessão desta quinta-feira, a CPMI do INSS ouve o depoimento de Mauro Palombo, contador de diversas empresas que, segundo a comissão, teriam recebido dinheiro da Amar Brasil (ABCB), associação apontada como responsável por repasses de recursos e fraudes contra aposentados e pensionistas. O contador foi convocado para esclarecer se houve lavagem de dinheiro.

Os parlamentares também analisam requerimentos de convocação, quebras de sigilo, prisões de supostos envolvidos e solicitações de informações a diversos órgãos, como a Receita Federal e a DataPrev.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br