Uma história de resiliência animal comove e mobiliza a comunidade em Praia Grande, litoral de São Paulo. Neguinha, uma cadela comunitária esfaqueada em Praia Grande, está em processo de recuperação após ser vítima de uma brutal agressão. O incidente, ocorrido próximo à base da Guarda Costeira no bairro Canto do Forte, deixou o animal com múltiplos ferimentos. Após uma cirurgia de emergência e cuidados intensivos em uma clínica veterinária particular, a vira-lata “caramelo” não corre mais risco de morte e já demonstra sinais promissores de melhora, conforme vídeos que circulam. A comunidade local acompanha de perto a recuperação de Neguinha, enquanto as autoridades intensificam as investigações para identificar e responsabilizar o agressor por este ato de crueldade contra a cadela comunitária esfaqueada em Praia Grande.
A brutal agressão e o milagre da recuperação
O resgate e os primeiros socorros
A cadela Neguinha, conhecida por sua presença carinhosa nas proximidades da base da Guarda Costeira em Praia Grande, foi encontrada na manhã de uma quinta-feira com graves ferimentos a faca e em estado de hemorragia. Agentes da Guarda Costeira, ao iniciarem o expediente, notaram a ausência incomum da vira-lata e uma mancha de sangue suspeita perto da estrutura. Iniciando uma busca imediata, encontraram Neguinha agonizando e gravemente ferida sob um contêiner utilizado para guardar equipamentos. A cena chocante levou os agentes a acionar rapidamente a Divisão de Controle de População Animal do município, que prestou os primeiros socorros vitais no local.
Devido à gravidade das lesões, Neguinha foi encaminhada às pressas para uma clínica veterinária particular, credenciada pela administração municipal. Na unidade, a equipe veterinária avaliou a extensão dos ferimentos, que incluíam perfurações profundas, e constatou a necessidade urgente de intervenção cirúrgica. A operação foi realizada na tarde do mesmo dia, sendo crucial para estancar a hemorragia e tratar os danos internos, afastando o risco iminente de morte que a cadela enfrentava.
O processo de cura e o acompanhamento
Após a delicada cirurgia, Neguinha iniciou um processo de recuperação intensivo. A equipe veterinária tem acompanhado de perto sua evolução, relatando progressos significativos. Embora ainda sem previsão de alta, a cadela comunitária “caramelo” demonstra uma notável capacidade de superação. Imagens divulgadas recentemente mostram Neguinha andando pela clínica, um sinal encorajador de sua recuperação e uma prova da eficácia do tratamento recebido. A administração municipal, por meio de nota, destacou que “a cachorrinha se encontra em processo de recuperação e está evoluindo bem após o procedimento cirúrgico”, tranquilizando a população sobre seu estado.
A comunidade de Praia Grande, que já tinha um carinho especial por Neguinha, tem se mobilizado em apoio à sua recuperação. A história da cadela, que antes recebia os guardas no início do expediente com latidos e abanos de rabo, transformou-se em um símbolo da luta contra a crueldade animal e da importância da intervenção rápida e eficaz em casos de emergência. A esperança é que Neguinha possa, em breve, retornar ao seu convívio na praia, recuperada e segura.
Investigação em curso e a busca por justiça
Esforços para identificar o agressor
Desde a descoberta da agressão a Neguinha, as autoridades de Praia Grande têm se empenhado na identificação do responsável por este ato hediondo. Imagens das câmeras de monitoramento instaladas ao longo da orla da praia estão sendo analisadas minuciosamente pelo Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe). Este trabalho investigativo é fundamental para tentar reconstruir os eventos que antecederam e sucederam o ataque, na esperança de obter pistas concretas que levem ao agressor. Até o momento, a identidade do indivíduo que esfaqueou a cadela comunitária não foi confirmada publicamente.
A administração municipal colabora integralmente com as investigações, fornecendo todos os recursos e informações disponíveis para que o caso seja solucionado. A Guarda Civil Municipal (GCM) registrou um boletim de ocorrência detalhado sobre o incidente, documento que servirá como base para as próximas etapas.
Implicações legais e a importância da denúncia
O boletim de ocorrência da GCM sobre o ataque a Neguinha será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público (MP), órgãos responsáveis pela condução da investigação criminal e, se for o caso, pelo indiciamento e processo do agressor. A legislação brasileira prevê penas severas para crimes de maus-tratos contra animais, especialmente quando resultam em lesões graves ou morte. A Lei nº 14.064/2020, que alterou a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), estabelece pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos.
A importância da denúncia em casos como o de Neguinha é crucial. A colaboração da população, ao fornecer informações ou evidências que possam auxiliar as autoridades, é um pilar fundamental para garantir que atos de crueldade não fiquem impunes. A impunidade, além de perpetuar a violência contra os animais, também sinaliza um risco para a própria sociedade.
A recorrência da violência contra animais no Brasil
O trágico caso do cão Orelha em Florianópolis
A agressão a Neguinha em Praia Grande, lamentavelmente, ecoa outros casos de extrema crueldade animal que têm chocado o Brasil. Um dos mais emblemáticos e recentes é o do cão comunitário Orelha, que foi brutalmente agredido na Praia Brava, uma das regiões mais valorizadas de Florianópolis, Santa Catarina, no dia 4 de janeiro. Orelha, assim como Neguinha, era um animal querido pela comunidade local.
Ele foi encontrado agonizando por pessoas que frequentavam o local e imediatamente socorrido, sendo levado a uma clínica veterinária. No entanto, devido à gravidade e extensão de seus ferimentos, que incluíam lesões na cabeça causadas por um objeto contundente, Orelha precisou ser submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro. Exames periciais confirmaram a natureza violenta do ataque.
As investigações do caso Orelha apontaram quatro adolescentes como os autores das agressões. Além disso, três adultos – sendo dois pais e um tio dos menores – foram indiciados sob a acusação de coagir uma testemunha, o que adiciona uma camada de complexidade e seriedade ao caso. A repercussão do incidente com Orelha gerou uma onda de indignação nacional, levantando debates sobre a educação, a segurança e a efetividade das leis de proteção animal no país. Ambos os casos, o de Neguinha e o de Orelha, destacam a vulnerabilidade dos animais comunitários e a urgência de medidas mais eficazes para prevenir e punir tais crimes.
A luta pela proteção animal: um apelo à consciência
A história de Neguinha em Praia Grande, que se recupera bravamente de um ataque covarde, e o trágico fim de Orelha em Florianópolis, servem como alertas contundentes para a sociedade sobre a persistência da crueldade contra os animais. Enquanto Neguinha representa a esperança e a capacidade de superação, seu caso também sublinha a urgência de uma resposta firme das autoridades e da comunidade. A busca pelo agressor em Praia Grande, assim como a responsabilização dos envolvidos na morte de Orelha, reforça a importância de não tolerar atos de violência. É imperativo que os crimes de maus-tratos a animais sejam tratados com a seriedade que merecem, garantindo que a justiça seja feita e que a consciência sobre a proteção animal se fortaleça, transformando a indignação em ação concreta e em leis mais rigorosas e aplicadas.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem é Neguinha e onde ela foi encontrada?
Neguinha é uma cadela comunitária, uma vira-lata “caramelo”, que habitava as proximidades da base da Guarda Costeira na praia do Canto do Forte, em Praia Grande, SP. Ela foi encontrada gravemente ferida por agentes da Guarda Costeira sob um contêiner no local.
Qual é o estado de saúde atual de Neguinha?
Após passar por uma cirurgia de emergência, Neguinha está em processo de recuperação e não corre mais risco de morte. Ela tem demonstrado boa evolução, já conseguindo andar, mas ainda permanece internada sob cuidados veterinários intensivos, sem previsão de alta.
As autoridades identificaram o agressor?
Até o momento, o agressor não foi identificado. As autoridades estão analisando imagens de câmeras de monitoramento da orla e o caso foi registrado em boletim de ocorrência, que será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público para investigação.
Qual a punição para maus-tratos a animais no Brasil?
A Lei nº 14.064/2020, que alterou a Lei de Crimes Ambientais, estabelece que a prática de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos pode resultar em pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda do animal.
Não fique em silêncio diante da crueldade: se presenciar ou tiver conhecimento de casos de maus-tratos a animais, denuncie imediatamente às autoridades competentes, como a Polícia Civil, Guarda Municipal ou o Ministério Público. Sua ação pode salvar uma vida e garantir a justiça.
Fonte: https://g1.globo.com
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