© Caroline Morais/Ministério da Saúde

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro no Brasil

ALESP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado de grande relevância para a saúde pública, proibindo a venda, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso de canetas emagrecedoras que não possuam registro oficial no Brasil. A medida visa combater a comercialização ilegal de medicamentos que representam sérios riscos à população, muitas vezes anunciados em plataformas digitais e sem a devida fiscalização. Essa decisão abrange especificamente produtos à base das substâncias tirzepatida, das marcas Synedica e TG, e retatrutida, de todas as marcas e lotes, marcando um passo decisivo na proteção dos consumidores contra tratamentos perigosos e sem eficácia comprovada. A agência destaca a importância de os cidadãos estarem atentos e denunciarem qualquer irregularidade.

A proibição da Anvisa e os produtos irregulares

A recente resolução da Anvisa é um alerta contundente sobre os perigos da automedicação e do consumo de produtos de saúde sem a devida regulamentação. O mercado informal, impulsionado pela busca por soluções rápidas para o emagrecimento, tem sido palco para a proliferação de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas do Paraguai”, que agora estão sob mira da agência reguladora brasileira. A proibição não se restringe apenas à venda, mas a toda a cadeia de valor desses produtos, desde a fabricação até o uso final.

Substâncias e marcas sob escrutínio

A decisão da Anvisa foca em duas substâncias específicas: a tirzepatida e a retatrutida. Para a tirzepatida, a medida atinge os produtos comercializados sob as marcas Synedica e TG. No caso da retatrutida, a proibição é ainda mais abrangente, englobando todas as marcas e lotes que contenham essa substância e que não possuam registro no país. Ambas as substâncias são análogos de incretinas, desenvolvidas para atuar na regulação do apetite e do metabolismo da glicose, sendo utilizadas no tratamento de diabetes tipo 2 e, em algumas formulações, para o controle de peso. No entanto, a Anvisa enfatiza que a segurança e eficácia dessas formulações não registradas não podem ser garantidas, expondo os usuários a riscos desconhecidos.

O alcance da medida regulatória

A abrangência da proibição da Anvisa é ampla e rigorosa. Os fármacos irregulares “não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e usados” em território nacional. Isso significa que qualquer indivíduo ou empresa envolvida em qualquer uma dessas etapas, desde a produção até a entrega ao consumidor final, está sujeito às sanções e penalidades previstas na legislação sanitária brasileira. O objetivo é desmantelar a cadeia de suprimentos desses produtos ilegais, que muitas vezes chegam ao público por meio de canais informais e sem qualquer controle de qualidade ou segurança. A medida é um escudo para a população, impedindo que produtos de origem e composição duvidosas cheguem ao alcance dos cidadãos.

Riscos à saúde e o mercado clandestino

A falta de registro sanitário é a principal bandeira vermelha levantada pela Anvisa. Produtos sem esse crivo não passaram por avaliações rigorosas de segurança, eficácia e qualidade, o que pode ter consequências devastadoras para a saúde dos consumidores. A popularização do termo “canetas do Paraguai” ilustra a origem muitas vezes desconhecida desses medicamentos, que transitam por rotas clandestinas e são produzidos em condições que fogem a qualquer controle sanitário.

Perigos dos medicamentos sem registro

Utilizar medicamentos sem o registro da Anvisa implica em uma série de perigos incalculáveis. A composição real do produto pode ser diferente da anunciada, com concentrações erradas da substância ativa, presença de contaminantes tóxicos, ou até mesmo substâncias completamente diferentes que podem causar reações adversas graves. Os efeitos colaterais podem variar de leves, como náuseas e vômitos, a condições severas como danos hepáticos, renais, problemas cardiovasculares e reações alérgicas graves. Além disso, a ineficácia do produto é uma grande preocupação, resultando em perda de tempo e dinheiro, e afastando o paciente de tratamentos legítimos e eficazes sob supervisão médica. A Anvisa alerta que esses produtos são fabricados por empresas desconhecidas, sem qualquer garantia de boas práticas de fabricação.

Canais de venda irregulares e a importância da fiscalização

Um dos grandes desafios na fiscalização desses produtos é a forma como são divulgados e vendidos. A Anvisa apontou que muitos anúncios e vendas ocorrem por meio de perfis em redes sociais, como o Instagram, que não possuem qualquer vínculo ou registro na agência reguladora. Essa comercialização online e informal dificulta o rastreamento e a ação das autoridades, tornando os consumidores mais vulneráveis a ofertas enganosas e produtos perigosos. A agência reforça a importância da colaboração da sociedade na denúncia desses canais, fundamental para coibir a prática e proteger a saúde pública. A fiscalização constante e a ação rápida são cruciais para desarticular essas redes de venda ilegal e evitar que mais pessoas sejam expostas a riscos desnecessários.

Orientação e o caminho legal para o tratamento

Diante do cenário de produtos irregulares e riscos à saúde, a Anvisa não apenas proíbe, mas também orienta a população e os profissionais de saúde sobre como agir e qual o caminho seguro para o tratamento de condições que envolvem o uso de medicamentos análogos de incretinas. A transparência e a cooperação são essenciais para combater o mercado clandestino.

Como identificar e denunciar irregularidades

A Anvisa orienta que profissionais de saúde e pacientes que identifiquem os produtos das marcas e lotes citados na proibição devem entrar em contato com o órgão. Os canais oficiais de atendimento da Anvisa e a Vigilância Sanitária local são as vias adequadas para realizar denúncias. É crucial fornecer o máximo de informações possível, como o nome do produto, a marca, o lote, o local de compra e os dados do vendedor, para que as autoridades possam investigar e tomar as medidas cabíveis. A participação ativa da população é um pilar fundamental para o sucesso das ações de fiscalização e proteção da saúde.

A única alternativa aprovada no Brasil

Em meio à proibição de diversos produtos, a Anvisa faz questão de destacar a única tirzepatida aprovada e registrada para uso no Brasil: o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. A existência de um registro significa que o Mounjaro passou por todas as etapas de avaliação clínica e laboratorial, comprovando sua segurança, eficácia e qualidade para o tratamento de diabetes tipo 2 e, em breve, para obesidade. A Anvisa reitera que qualquer outro produto à base de tirzepatida ou retatrutida que não seja o Mounjaro, ou que não tenha registro individual, é considerado ilegal e, portanto, um risco à saúde pública. A busca por tratamentos médicos deve sempre ser feita com orientação de um profissional de saúde e com medicamentos devidamente registrados.

Consequências da comercialização ilegal e o alerta aos consumidores

A proibição das canetas emagrecedoras sem registro pela Anvisa é uma medida imperativa para salvaguardar a saúde da população brasileira. A comercialização de produtos sem a devida regulamentação expõe consumidores a sérios riscos, desde a ineficácia do tratamento até complicações graves de saúde, dadas as condições de fabricação desconhecidas e a ausência de controle de qualidade. A Anvisa reforça a importância da vigilância cidadã, incentivando a denúncia de irregularidades e a busca por informações fidedignas. Para quem busca tratamentos relacionados ao controle de peso ou diabetes, a única via segura é a consulta médica e a utilização de medicamentos com registro sanitário comprovado, como o Mounjaro. A agência se mantém atenta e atuante para garantir que apenas produtos seguros e eficazes cheguem às mãos dos pacientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que são as “canetas emagrecedoras” proibidas pela Anvisa?
São medicamentos injetáveis que contêm substâncias como tirzepatida (das marcas Synedica e TG) e retatrutida (de todas as marcas e lotes) que não possuem registro sanitário válido no Brasil. Elas são popularmente conhecidas por serem comercializadas de forma irregular para fins de emagrecimento.

Quais os riscos de usar medicamentos sem registro?
Os riscos são graves e incluem a ausência de garantia de segurança e eficácia, possibilidade de reações adversas severas, contaminação por substâncias tóxicas, dosagem incorreta ou adulteração da composição, além da ineficácia do tratamento.

Como posso denunciar a venda de produtos irregulares?
Caso identifique a comercialização, distribuição ou divulgação de canetas emagrecedoras sem registro, você deve entrar em contato com a Anvisa através dos seus canais oficiais de atendimento ou procurar a Vigilância Sanitária local para fazer a denúncia.

Existe alguma “caneta emagrecedora” aprovada no Brasil?
Sim, a única tirzepatida aprovada e com registro na Anvisa para uso no Brasil é o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. É fundamental que qualquer tratamento seja iniciado e acompanhado por um profissional de saúde qualificado.

Mantenha-se informado sobre sua saúde e procure sempre orientação médica e utilize medicamentos com registro comprovado para garantir sua segurança e bem-estar.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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