Agentesde IA
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desemprego no Brasil Atinge Mínimo Histórico de 5,4% no Segundo Trimestre

O mercado de trabalho brasileiro registrou um marco significativo no segundo trimestre do ano, com a taxa de desocupação alcançando 5,4%. Este índice representa o menor patamar já contabilizado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30), reforçam uma trajetória de recuperação e dinamismo no cenário econômico nacional.

Índices Históricos de Melhoria

A taxa de 5,4% no segundo trimestre demonstra uma notável evolução, consolidando uma tendência de queda observada nos últimos períodos. Em comparação com o trimestre imediatamente anterior, a desocupação recuou de 6,1%, e a melhoria é ainda mais evidente quando confrontada com o mesmo período do ano passado (2025), quando o índice era de 5,8%. Essa performance sinaliza um ambiente mais favorável para a geração de empregos e a absorção da força de trabalho.

Crescimento Robusto da População Ocupada e Redução dos Desocupados

O avanço positivo no mercado de trabalho é substanciado pelo expressivo aumento no número de pessoas ocupadas. No segundo trimestre, o Brasil atingiu a marca de 103,1 milhões de trabalhadores, o que representa um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão de indivíduos em relação ao primeiro trimestre do ano. Paralelamente, o contingente de pessoas desocupadas encolheu significativamente, totalizando 5,9 milhões, uma redução de 10% (ou 718 mil pessoas) comparado ao trimestre anterior.

Setores Chave Impulsionam a Geração de Vagas

Dois grupamentos de atividades se destacaram como motores da criação de vagas entre o primeiro e o segundo trimestres. O setor de Transporte, Armazenagem e Correio registrou um crescimento de 3,9%, incorporando mais 235 mil pessoas ao mercado de trabalho. Similarmente, o complexo de Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais expandiu em 2,6%, resultando na criação de 489 mil novos postos de trabalho, contribuindo substancialmente para a melhoria dos indicadores gerais.

Panorama da Formalidade e Rendimento Médio

A Pnad Contínua também oferece um retrato detalhado da formalização do emprego. No trimestre analisado (abril a junho), o país contava com 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto 13,6 milhões estavam empregados sem registro formal. A taxa de informalidade na população ocupada atingiu 37,4% no segundo trimestre. Em relação ao rendimento, o trabalhador brasileiro viu sua média mensal alcançar R$ 3.738, o valor mais alto já registrado para um segundo trimestre, embora ligeiramente abaixo dos R$ 3.765 apurados no primeiro trimestre de 2026.

A Metodologia por Trás dos Números da Pnad Contínua

A Pnad Contínua, realizada pelo IBGE, investiga o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, abrangendo todas as formas de ocupação, sejam elas com ou sem carteira assinada, temporárias ou por conta própria. O critério para ser considerado 'desocupado' é ter procurado ativamente uma vaga nos 30 dias que antecederam a pesquisa. O levantamento abrange 211 mil domicílios em todas as unidades da federação. Trabalhadores informais são definidos como aqueles sem carteira assinada ou autônomos sem CNPJ, por exemplo, que não possuem garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário. Historicamente, a menor taxa de desemprego já registrada pela Pnad foi de 5,1% no último trimestre de 2025, enquanto as maiores atingiram 14,9% durante a pandemia de COVID-19, nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

Caged: Uma Visão Complementar do Emprego Formal

Em um cenário complementar aos dados da Pnad, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece um panorama exclusivo do mercado de trabalho formal. O Caged revelou que o mês de junho de 2026 apresentou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas com carteira assinada. No acumulado do ano de 2026, o balanço é ainda mais robusto, com a criação de 921,7 mil postos de trabalho formais.

Os dados recentes do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego pintam um quadro animador do mercado de trabalho brasileiro. Atingir a menor taxa de desemprego para o segundo trimestre em mais de uma década, acompanhada pelo crescimento da ocupação e dos rendimentos, reflete um momento de recuperação e estabilidade econômica. Embora desafios persistam, como a informalidade, a consistência dos resultados sugere uma trajetória positiva que beneficia milhões de trabalhadores em todo o país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br