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Comércio Varejista Impulsiona Economia com Segundo Mês de Alta e Novo Recorde Histórico em Fevereiro

O comércio varejista brasileiro registrou um significativo avanço em fevereiro, com as vendas crescendo 0,6% na passagem de janeiro para o mês seguinte. Este resultado marca o segundo período consecutivo de expansão para o setor, consolidando uma trajetória positiva que, segundo os dados mais recentes, renova o recorde da série histórica iniciada no ano 2000. A Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE, detalha o desempenho.

O incremento observado nos primeiros meses do ano sugere uma dinâmica promissora para a economia, com o varejo demonstrando capacidade de recuperação e crescimento. Este cenário de alta sequencial reflete uma maior movimentação de consumidores e uma performance robusta de diversos segmentos do setor, que juntos contribuíram para a quebra de um marco histórico.

A Consolidação de um Desempenho Histórico

O crescimento de 0,6% em fevereiro não é apenas um dado isolado, mas parte de uma progressão que estabelece um novo patamar para as vendas no varejo, ultrapassando todos os registros desde o início da série histórica do IBGE. Essa evolução contínua sublinha a resiliência do setor e sua importância fundamental para a atividade econômica nacional, indicando um período de aquecimento no consumo.

A análise detalhada da Pesquisa Mensal de Comércio revela que, das oito atividades que compõem o estudo, metade delas apresentou expansão nas vendas em fevereiro, sinalizando um movimento positivo que se estende por diferentes áreas do comércio. Essa distribuição do crescimento sugere uma base mais ampla para a performance favorável do varejo.

O Protagonismo dos Bens Essenciais no Cenário de Alta

Entre os grupos que se destacaram positivamente, a liderança coube ao segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que sozinho registrou uma alta expressiva de 1,1%. A relevância desse grupo é sublinhada pela sua participação massiva no comércio brasileiro, desempenhando um papel crucial no resultado geral do mês.

Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, explica que o bom desempenho geral em 2024 tem sido impulsionado, principalmente, pela "volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio". Ele enfatiza que o setor de hiper e supermercados, juntamente com produtos alimentícios, bebidas e fumo, representa "praticamente 50% de todo o comércio brasileiro", tornando seu crescimento um fator determinante para a elevação dos índices nacionais.

Diversidade de Setores em Ascensão

Além do segmento de bens essenciais, outros grupos também contribuíram para o panorama de alta. As vendas de livros, jornais, revistas e papelaria mostraram recuperação, assim como o setor de combustíveis e lubrificantes. Complementando a lista de atividades em crescimento, os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria também apresentaram resultados positivos.

Essa diversidade de setores em crescimento indica que, embora os bens de consumo básico tenham sido o motor principal, o otimismo e o poder de compra se estenderam a outras áreas, desde itens de cultura e informação até produtos de saúde e higiene pessoal, mostrando uma dinâmica comercial multifacetada.

Perspectivas para o Varejo e a Economia

Os resultados de fevereiro solidificam um início de ano promissor para o comércio varejista brasileiro. O segundo mês consecutivo de crescimento, aliado ao estabelecimento de um novo recorde histórico, sugere uma base sólida para a continuidade do desempenho positivo. A força dos setores essenciais, em particular, demonstra a resiliência do consumo básico frente aos desafios econômicos.

Essa sequência de dados positivos não apenas reforça a confiança dos comerciantes, mas também oferece um indicativo favorável para a economia como um todo, sinalizando um ambiente de maior estabilidade e um possível impulso na atividade econômica geral ao longo dos próximos meses.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br