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Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, confirma permanência no cargo Após decisão do

Após um período de afastamento e um retorno ao cargo mediado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga (Republicanos) fez um anúncio crucial para o cenário político local. Na última sexta-feira (3), ele declarou oficialmente que permanecerá à frente da administração municipal até o final de seu mandato, em 2028, pondo fim às especulações sobre uma possível candidatura a outros cargos nas eleições de 2026. A confirmação de sua continuidade no Executivo sorocabano ocorre poucos dias depois de sua reintegração à prefeitura, que havia sido interrompida em novembro do ano passado devido à Operação Copia e Cola, uma investigação da Polícia Federal que apura desvio de verbas na saúde municipal. Este desfecho, marcado pela intervenção judicial e por uma rápida reestruturação do secretariado, redesenha o panorama político de Sorocaba e levanta questões sobre os próximos passos da gestão municipal e os desdobramentos jurídicos ainda em aberto.

O retorno e a decisão do STF
A reinstauração de Rodrigo Manga na prefeitura de Sorocaba se deu após uma decisão monocrática do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida na terça-feira (31). A medida suspendeu o afastamento temporário de 180 dias imposto ao prefeito, que estava em vigor desde 6 de novembro de 2025. Essa suspensão permitiu que Manga retomasse suas funções na quarta-feira (1º), gerando um impacto imediato na gestão municipal.

Suspensão do afastamento e contexto judicial
O afastamento inicial do prefeito Manga, ocorrido em 6 de novembro de 2025, foi uma medida cautelar determinada pela Justiça no âmbito da Operação Copia e Cola. A defesa de Manga havia recorrido da decisão em instâncias anteriores, como o Tribunal Regional Federal (TRF-3) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mantiveram o afastamento, classificando-o como necessário para o desenvolvimento das investigações.

No entanto, ao analisar o pedido de habeas corpus na Suprema Corte, o ministro Nunes Marques justificou sua decisão argumentando que a medida representava uma “intervenção excessiva na esfera política e administrativa do município de Sorocaba”. Ele também considerou o risco de que a demora na decisão pudesse implicar uma intervenção ainda maior na liberdade do prefeito de se inscrever para a disputa de cargos nas eleições, cujo prazo para pré-candidatura se encerraria no sábado (4). A decisão, embora já em vigor, será ainda levada ao plenário para apreciação dos ministros da 2ª Turma do STF, o que significa que o processo judicial ainda não está totalmente encerrado. A defesa de Rodrigo Manga celebrou a medida, afirmando que a Suprema Corte reconheceu a ausência de fundamentos para a manutenção do afastamento, considerado “temerário e precipitado”.

Reorganização administrativa e investigações
Com o retorno ao Palácio dos Tropeiros, Rodrigo Manga imediatamente promoveu uma ampla reformulação em sua equipe de governo. Em uma coletiva de imprensa e posterior divulgação no Jornal do Município, foi anunciada a troca de todos os secretários que haviam sido nomeados pelo vice-prefeito Fernando Martins (PSD) durante o período em que este assumiu a administração municipal.

Mudanças no secretariado
A principal justificativa de Manga para as mudanças foi a intenção de retornar à formação de funcionários que estava em vigor em 6 de novembro de 2025, data de seu afastamento. Essa medida implicou o retorno de alguns nomes conhecidos à administração. Entre os secretários que reassumiram suas funções estão Clayton Lustosa, que voltou como Secretário de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico, e Cleber Costa, que retornou como Secretário de Recursos Humanos e Administração. A reorganização busca restabelecer a estrutura de gestão anterior à intervenção judicial e reafirmar a autonomia administrativa do prefeito. Além das trocas, Manga anunciou, em sua recepção na prefeitura, que pautaria análises para o retorno do transporte gratuito a estudantes na cidade e a convocação de novos guardas municipais.

A Operação Copia e Cola
A investigação que levou ao afastamento de Rodrigo Manga, conhecida como Operação Copia e Cola, teve início em maio de 2022. Conduzida pela Polícia Federal, a operação apura indícios de uma trama criminosa voltada para o desvio de verbas públicas em contratos da área da saúde no município de Sorocaba. O foco principal da investigação são os contratos emergenciais para a administração de duas unidades de saúde: a UPA do Éden e a então UPH da Zona Oeste (atual UPA da Zona Oeste), envolvendo a contratação indevida da Aceni.

Em fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas por diversos crimes relacionados a esses contratos. Entre os denunciados estão o prefeito Rodrigo Manga, sua esposa Sirlange Frate Maganhato, e sua mãe, Zoraide Batista Maganhato. Os crimes atribuídos aos investigados incluem organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração de competição em licitação. O afastamento temporário de 180 dias do prefeito foi uma das medidas cautelares impostas no curso da investigação, período em que o vice-prefeito Fernando Martins (PSD) assumiu interinamente a prefeitura, permanecendo no cargo por quase cinco meses antes do retorno de Manga. A investigação continua em curso, e o desfecho judicial das denúncias ainda aguarda novas etapas.

Implicações políticas e o futuro de Sorocaba
A decisão de Rodrigo Manga de permanecer no cargo até o fim de seu mandato, que se estende até 2028, encerra um ciclo de especulações que o apontavam como possível candidato a outros cargos nas eleições de 2026, como deputado estadual, federal, senador ou até mesmo governador. Embora pesquisas anteriores indicassem um potencial eleitoral para esferas mais amplas, o prefeito optou por reafirmar seu compromisso com Sorocaba, declarando que seu foco é a gestão municipal. Ele salientou a importância do período de afastamento como um momento para o retorno com a “manifestação importante do STF”, permitindo-lhe “continuar em paz e continuar cuidando do nosso povo”. A permanência de Manga no comando da cidade garante a continuidade de seu plano de governo e consolida sua posição política no cenário local, ao menos até o fim de 2028. Contudo, os desdobramentos da Operação Copia e Cola e a revisão da decisão do ministro Nunes Marques pela 2ª Turma do STF continuarão a ser pontos de atenção, influenciando o cenário político e administrativo da cidade.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual foi o motivo do afastamento do prefeito Rodrigo Manga?
O prefeito Rodrigo Manga foi afastado em 6 de novembro de 2025 por decisão judicial, no âmbito da Operação Copia e Cola. Esta operação da Polícia Federal investiga desvio de verbas e irregularidades em contratos da área da saúde no município de Sorocaba, incluindo a contratação da Aceni para a gestão de UPAs.

2. Como se deu o retorno de Rodrigo Manga ao cargo?
O retorno de Rodrigo Manga ocorreu após uma decisão monocrática do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o afastamento cautelar. O ministro argumentou que a medida representava uma “intervenção excessiva” na esfera política e administrativa do município e considerou o prazo eleitoral iminente.

3. Quais foram as primeiras medidas de Manga após reassumir a prefeitura?
Ao retornar à prefeitura, Rodrigo Manga promoveu a troca de todos os secretários que haviam sido nomeados pelo vice-prefeito Fernando Martins durante seu afastamento. O objetivo declarado foi restabelecer a equipe que estava em vigor antes de 6 de novembro de 2025. Ele também anunciou que analisaria o retorno do transporte gratuito para estudantes e a convocação de guardas municipais.

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Fonte: https://g1.globo.com

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