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Crianças hospitalizadas após ingestão de remédio oferecido como doce em araraquara

Dois alunos da Escola Estadual Francisco Pedro Monteiro da Silva, em Araraquara, necessitaram de cuidados médicos urgentes na segunda-feira, após consumirem comprimidos dentro da sala de aula. O incidente ocorreu na Vila Xavier, e envolveu uma colega de classe que distribuiu os medicamentos, alegando serem balas.

O caso, registrado por volta das 9h, mobilizou equipes de socorro que encaminharam as crianças à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Melhado. Após receberem a medicação necessária e demonstrarem sinais de melhora, os alunos foram liberados.

Um dos estudantes afetados tem apenas 7 anos. A idade da aluna responsável pela distribuição dos comprimidos, bem como a identificação do medicamento envolvido, permanecem informações não divulgadas pelas autoridades.

A Polícia Militar foi acionada e compareceu à UPA, onde as mães das vítimas prestaram seus depoimentos. Uma das mães relatou que, ao buscar a filha na escola, percebeu lábios esbranquiçados e manchas no rosto, o que a motivou a procurar atendimento médico imediato. A outra mãe informou que seu filho ingeriu um comprimido e meio, acreditando se tratar de um doce ofertado pela colega.

As mães e as crianças foram ouvidas na Central de Flagrantes pelo delegado de plantão. Apesar de acionado, o Conselho Tutelar informou não poder comparecer à delegacia devido à alta demanda de outros casos.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) se manifestou por meio de nota, informando que a direção da escola acionou os responsáveis e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) assim que tomou conhecimento do incidente. A pasta ressaltou que o caso foi inserido na plataforma do programa “Conviva-SP”, que promoverá ações de conscientização, palestras e oficinas sobre os riscos da ingestão de medicamentos na unidade escolar. Um psicólogo do programa foi disponibilizado aos estudantes.

A Polícia Civil registrou a ocorrência e investiga as circunstâncias em que a aluna teve acesso aos medicamentos e como a distribuição aconteceu.

Fonte: g1.globo.com