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Tempestade Goretti: Europa enfrenta caos aéreo e terrestre por nevascas

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A Europa é atingida por uma onda de mau tempo sem precedentes, com a Tempestade Goretti causando severas nevascas e ventos fortes em diversas regiões do continente. Desde quarta-feira, a chegada da tempestade à costa atlântica europeia desencadeou uma série de interrupções generalizadas nos transportes aéreos e terrestres, afetando a rotina de milhões de pessoas. Países como Holanda, Bélgica e França estão entre os mais impactados, com aeroportos operando em capacidade reduzida, centenas de voos cancelados e o tráfego ferroviário e rodoviário seriamente comprometido. As condições climáticas extremas exigiram a adoção de medidas emergenciais pelas autoridades, desde o aconselhamento para trabalho remoto até o acolhimento de milhares de passageiros que ficaram retidos em aeroportos movimentados, como o de Schiphol, em Amsterdã.

Holanda e Bélgica: Paralisação generalizada

A Holanda tem sido um dos epicentros do caos gerado pela Tempestade Goretti. O Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, um dos mais movimentados da Europa, registrou o cancelamento de impressionantes 800 voos apenas nesta quarta-feira, marcando o sexto dia consecutivo de interrupções significativas. A situação levou mais de mil pessoas a pernoitar nas instalações do aeroporto, que, em resposta à emergência, providenciou camas e um pequeno-almoço para os viajantes afetados. A dimensão da nevasca no país é notável: em De Bilt, local de estudos meteorológicos, já nevou por mais tempo este ano do que nos quatro anos anteriores combinados, indicando a excepcionalidade do fenômeno.

Aeroporto de Schiphol e as malhas rodoviária e ferroviária

Além do transporte aéreo, a malha ferroviária holandesa também sofreu impactos severos. A empresa ferroviária nacional, NS, emitiu um comunicado alertando os passageiros a adiarem suas viagens, exceto em casos de extrema necessidade, visando reduzir a sobrecarga e garantir a segurança. As autoridades holandesas foram além, apelando à população para que trabalhasse de casa (home office), sempre que possível, como forma de minimizar o risco de acidentes e desafogar o tráfego. Por volta das 5h da manhã desta quarta-feira, as estradas do país registravam mais de 700 quilômetros de congestionamentos, um reflexo direto do mau tempo e das recomendações de segurança. A vizinha Bélgica também sentiu os efeitos da Goretti, com dezenas de voos cancelados nos aeroportos de Bruxelas. O descongelamento de pistas e asas de aeronaves se tornou uma operação constante, causando atrasos adicionais. Comboios belgas foram reportados parados na fronteira com a Holanda, ilustrando a interconectividade dos sistemas de transporte europeus e a fragilidade diante de eventos climáticos extremos.

França sob alerta e a previsão para o Reino Unido

A França não escapou da fúria da Tempestade Goretti. Uma forte nevasca atingiu Paris durante a madrugada, resultando no cancelamento de centenas de voos nos aeroportos da capital francesa. A gravidade da situação levou à suspensão completa dos serviços de ônibus na capital nesta quarta-feira, complicando ainda mais a mobilidade urbana. O território francês encontra-se sob aviso laranja, o que indica um risco significativo devido às baixas temperaturas e às condições climáticas adversas. A agência meteorológica francesa, Meteo France, emitiu alertas de que as nevascas deverão se estender pelo Norte do país ao longo do dia, intensificando a preocupação.

Restrições em Paris e o impacto nos transportes

Como medida preventiva e de segurança, as autoridades francesas proibiram a circulação de caminhões e ônibus escolares em aproximadamente um terço dos departamentos administrativos, concentrados predominantemente na região norte. Esta decisão visa evitar acidentes em estradas escorregadias e garantir a segurança dos estudantes. A autoridade de aviação civil francesa também agiu decisivamente, solicitando às companhias aéreas que reduzissem em 40% os voos no principal aeroporto internacional de Paris, o Roissy-Charles de Gaulle, e em 25% os voos no aeroporto de Orly. Essas reduções massivas buscam gerenciar o fluxo de tráfego aéreo em condições adversas e garantir a segurança das operações remanescentes. Olhando para os próximos dias, prevê-se que o sul do Reino Unido seja a região mais afetada da Europa na quinta e sexta-feira. O serviço meteorológico britânico, Met Office, informou que os alertas de gelo permanecerão em vigor na Escócia, mas deverão ser suspensos na maior parte da Inglaterra e do País de Gales no final da manhã.

Impactos contínuos e desafios futuros

A Tempestade Goretti expôs a vulnerabilidade da infraestrutura de transporte europeia a eventos climáticos extremos. A paralisação de aeroportos, ferrovias e rodovias em países centrais do continente gerou um efeito dominó, com milhares de viajantes retidos e a economia local sofrendo com as interrupções. A capacidade de resposta das autoridades, oferecendo abrigo e recursos em aeroportos, e as recomendações de trabalho remoto e adiamento de viagens foram cruciais para mitigar o caos. No entanto, a persistência das nevascas e a previsão de sua extensão para outras regiões, como o sul do Reino Unido, indicam que os desafios impostos por Goretti estão longe de terminar, exigindo vigilância contínua e planos de contingência robustos para os próximos dias. A população europeia é instada a manter-se informada sobre as condições meteorológicas e os avisos das autoridades.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual a principal causa das interrupções de transporte na Europa?
A principal causa das interrupções é a Tempestade Goretti, que trouxe consigo intensas nevascas e fortes ventos, afetando significativamente a mobilidade aérea e terrestre em várias nações europeias.

Quais aeroportos foram mais afetados pela Tempestade Goretti?
Os aeroportos mais afetados incluem o Aeroporto Schiphol em Amsterdã, que cancelou centenas de voos por dias consecutivos, e os aeroportos de Paris, Roissy-Charles de Gaulle e Orly, que tiveram reduções significativas na capacidade de voo e numerosos cancelamentos. Aeroportos de Bruxelas também registraram cancelamentos.

Que medidas as autoridades holandesas tomaram para mitigar os impactos?
As autoridades holandesas aconselharam a população a trabalhar de casa, se possível, e a empresa ferroviária nacional recomendou o adiamento de viagens não essenciais. O Aeroporto Schiphol providenciou camas e alimentos para os mais de mil passageiros que pernoitaram nas instalações devido aos cancelamentos.

O transporte rodoviário também foi impactado?
Sim, o transporte rodoviário foi severamente impactado, com mais de 700 quilômetros de congestionamentos registrados nas estradas holandesas. Na França, a circulação de caminhões e ônibus escolares foi proibida em aproximadamente um terço dos departamentos administrativos, principalmente no norte.

Para se manter atualizado sobre as condições climáticas e as informações de viagem, consulte sempre os avisos oficiais das autoridades meteorológicas e das companhias de transporte em sua região.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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