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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Operação Nacional ‘Última Chamada’ Recupera Mais de 6 Mil Celulares e Impulsiona Devoluções Espontâneas

Uma iniciativa de larga escala coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, batizada de Operação Última Chamada, resultou na recuperação de mais de 6 mil aparelhos celulares em todo o território nacional. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19), ressaltando o sucesso da ação conjunta que envolveu diversas polícias estaduais em um esforço para combater a criminalidade associada ao roubo e furto de eletrônicos.

Escopo Abrangente e Resultados Operacionais Além da Recuperação

A Operação Última Chamada transcendeu a mera recuperação de dispositivos, focando em uma abordagem multifacetada para desmantelar redes de receptação e venda ilegal de celulares. Utilizando como base informações estratégicas do Banco Nacional de Celulares com Restrição, a força-tarefa executou mais de 200 fiscalizações e efetuou cerca de 100 prisões em flagrante, demonstrando a robustez da articulação entre as forças de segurança. A coordenação centralizada pelo Ministério da Justiça foi crucial para a amplitude e eficácia das ações em todo o país.

A Estratégia Inovadora das Notificações e o Sucesso Regional

Um pilar fundamental da Operação Última Chamada foi a emissão de mais de 33 mil notificações, alertando usuários que estivessem com celulares roubados ou furtados sobre a necessidade de devolução. Essa tática demonstrou particular sucesso em estados como Piauí e Amazonas, onde mais de 50% dos notificados optaram por devolver os aparelhos espontaneamente. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou a eficácia dessa abordagem: "Lá é mais de 50% das pessoas que recebem as notificações, elas devolvem espontaneamente o celular. Porque elas sabem que podem ser alvo de uma busca e apreensão quem não responde a notificação espontaneamente. Já em outros estados, esse índice cai para 20%, 30%. Então, é nesse sentido que a gente tá transmitindo e transferindo a tecnologia de envio de mensagem, de pedidos de inquérito, de fiscalização".

O sucesso comprovado nesses estados pioneiros pavimenta o caminho para que a metodologia de notificação e a conscientização sobre as consequências legais da posse de aparelhos ilícitos sejam expandidas e replicadas em outras unidades da federação, visando elevar o índice de restituição espontânea em nível nacional.

Impacto na Criminalidade e Ações Complementares em Presídios

Os esforços concentrados das operações têm gerado um impacto tangível na diminuição da criminalidade relacionada a celulares. O Ministério da Justiça revelou que o número de avisos de roubo e furto de aparelhos registrou uma queda de 4,5% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando pouco mais de 215 mil ocorrências. Essa redução pode ser atribuída às ações repressivas e preventivas das forças de segurança.

Complementarmente, a operação Mute, focada no ambiente prisional, intensificou o combate ao uso indevido de celulares dentro das unidades penitenciárias. Em suas fases nacionais e locais, a Operação Mute apreendeu mais de 2.200 aparelhos, evidenciando uma abordagem holística para mitigar os riscos associados à comunicação ilícita e à coordenação de crimes a partir do sistema carcerário.

O balanço geral da Operação Última Chamada, em conjunto com iniciativas como a Mute, reflete um compromisso robusto do Ministério da Justiça e Segurança Pública em empregar inteligência e cooperação interinstitucional para garantir a segurança dos cidadãos e coibir a criminalidade, com resultados promissores tanto na recuperação de bens quanto na redução de índices criminais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br