Em um evento realizado em Belém, durante a Cúpula do Clima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma iniciativa ambiciosa com o objetivo de financiar a conservação de florestas tropicais em mais de 70 países, incluindo o Brasil.
Durante um almoço oferecido pelo governo brasileiro, o presidente convidou outras nações a unirem forças e apoiarem a iniciativa. Lula enfatizou que as florestas possuem um valor intrínseco superior quando preservadas em comparação com sua derrubada, defendendo sua inclusão no Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Ele ressaltou a necessidade de remunerar os serviços ecossistêmicos e as comunidades que protegem as florestas, criticando a insuficiência dos fundos verdes internacionais para enfrentar o desafio.
O TFFF se apresenta como uma ferramenta de financiamento inovadora, complementando mecanismos já existentes que visam remunerar a redução de emissões de gases do efeito estufa. O fundo operará por meio de investimentos soberanos de países desenvolvidos e em desenvolvimento, com o objetivo de alavancar um fundo de capital misto diversificado em ações e títulos.
A proposta inicial, elaborada pelo governo brasileiro, busca alcançar US$ 25 bilhões com as adesões dos países, expandindo-se para US$ 125 bilhões com a participação do capital privado. Os recursos gerados por investimentos em projetos de alta rentabilidade serão direcionados para financiar a manutenção das áreas florestais preservadas por hectare. Os lucros serão divididos entre os países detentores das florestas tropicais e os investidores, com os recursos sendo destinados diretamente aos governos nacionais para garantir programas de longo prazo.
O fundo se compromete a destinar um quinto dos recursos aos povos indígenas e comunidades locais, reconhecendo o papel crucial dessas populações na preservação das florestas. O monitoramento da conservação das florestas será realizado por meio de satélites, capazes de identificar o cumprimento da meta de manter o desmatamento abaixo de 0,5% nos países elegíveis.
O presidente Lula destacou a possibilidade de pagar aos países US$ 4 por hectare preservado, um valor que, embora possa parecer modesto, representa um impacto significativo considerando a vasta área de 1,1 bilhão de hectares de florestas tropicais distribuídas em 73 países em desenvolvimento.
O lançamento do TFFF sucede um aporte inicial de US$ 1 bilhão realizado pelo governo brasileiro em setembro, durante um diálogo de apresentação da ferramenta promovido em Brasília. O Conselho do Banco Mundial será o responsável por hospedar o mecanismo financeiro, que contará com um modelo de governança considerado inovador. Diversos países com florestas tropicais e financiadores já manifestaram seu apoio à iniciativa.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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