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© Paulo Pinto/Agência Brasil

Litoral paulista sob alerta: Chuvas extremas fecham Mogi-Bertioga

ANUNCIO COTIA/LATERAL

As intensas chuvas que castigaram diversas cidades do litoral paulista nos últimos dias causaram uma série de transtornos, com destaque para a interdição temporária da Serra Mogi-Bertioga na manhã de domingo (4). O alto volume de precipitação na região de serra, que acumulou 200 milímetros em 72 horas, superou os limites de segurança para operação da via, levando ao bloqueio entre os quilômetros 77 e 98 da SP-098. O cenário de chuvas no litoral paulista tem sido crítico, com inundações e alertas emitidos por autoridades, evidenciando a vulnerabilidade da infraestrutura e da população diante de eventos climáticos extremos. A atenção se mantém elevada para a segurança dos moradores e usuários das rodovias.

Interdição da Serra Mogi-Bertioga: segurança em primeiro lugar

A decisão de interditar a Serra Mogi-Bertioga, trecho crucial que conecta o planalto à costa, foi uma medida preventiva essencial diante do volume pluviométrico alarmante. A concessionária responsável pela administração da SP-098 comunicou que a estrada foi fechada entre os quilômetros 77 e 98, visando a segurança dos motoristas. Este fechamento é uma resposta direta aos 200 milímetros de chuva registrados na região de serra em apenas 72 horas, um índice que excede significativamente o patamar considerado seguro para a operação da rodovia. O risco de deslizamentos de terra, queda de barreiras e outros incidentes aumenta drasticamente sob tais condições, tornando a interdição uma ação indispensável para evitar acidentes graves e proteger vidas. A prontidão em monitorar e agir nessas situações é crucial para a gestão de crises climáticas em áreas montanhosas e costeiras, onde a geografia torna a infraestrutura mais suscetível a impactos.

Medida preventiva e volumes pluviométricos recordes

A intensificação das chuvas na região serrana, com volumes que ultrapassaram as expectativas, levou à ativação de protocolos de segurança rigorosos. A medida de interdição da Serra Mogi-Bertioga demonstra a prioridade dada à segurança pública em detrimento da fluidez do tráfego. Equipes de monitoramento permanecem em alerta, avaliando as condições da pista e encostas para determinar o momento seguro para a reabertura. Este episódio ressalta a complexidade de gerenciar vias em áreas de risco geológico, onde a combinação de terreno íngreme e chuvas torrenciais pode rapidamente transformar paisagens estáveis em cenários de perigo iminente. A população é orientada a buscar rotas alternativas e a acompanhar os comunicados oficiais sobre a situação da estrada, reforçando a importância da precaução e da informação atualizada em momentos de crise.

Cenário de inundações no litoral: do norte ao sul

O impacto das chuvas não se restringiu à serra, espalhando-se por diversas cidades do litoral paulista. No litoral norte, Ubatuba enfrentou um cenário particularmente desafiador, com alagamentos generalizados que afetaram a rotina dos moradores e turistas. Já no litoral sul, Mongaguá e Peruíbe também registraram episódios de inundações, com danos a residências e necessidade de resgates. A persistência das chuvas expôs a vulnerabilidade das infraestruturas urbanas e a urgência de planos de contingência robustos para proteger a população e minimizar os prejuízos causados por esses eventos climáticos extremos. A Defesa Civil tem atuado ativamente no monitoramento e resposta, embora a intensidade dos fenômenos exija uma mobilização constante de recursos e equipes.

Ubatuba: um janeiro atípico

Em Ubatuba, os registros pluviométricos alcançaram níveis preocupantes, com 158 milímetros de chuva acumulados em apenas seis horas. Este volume equivale a aproximadamente 65% do total esperado para todo o mês de janeiro, que tem uma média histórica de 242 mm. Nos primeiros quatro dias do mês, o acumulado já somava 184,3 mm. Apesar da severidade das chuvas, que transformaram ruas em verdadeiros rios e causaram inundações em diversas áreas, a Defesa Civil local informou que não houve registro de vítimas, desabrigados ou desalojados até o momento. A situação, contudo, permanece sob vigilância, com as equipes em campo para monitorar novos desenvolvimentos e prestar assistência à população afetada, que viu seus bens e rotinas impactados pela força da natureza.

Impactos em Mongaguá e Peruíbe: alagamentos e resgates

No litoral sul, as cidades de Mongaguá e Peruíbe também sentiram a força das águas. Em Mongaguá, moradores receberam alertas em seus telefones celulares sobre a continuidade das chuvas, enquanto diversas ruas nos bairros Nossa Senhora de Fátima e Agenor de Campos amanheceram alagadas. A cidade ainda registrou a queda de uma estrutura metálica na Praça Dudu Samba, um incidente que, embora sem vítimas, reforçou a dimensão dos estragos provocados. Em Peruíbe, as inundações atingiram o quintal de uma residência na Rua Presidente Prudente, e a situação exigiu a intervenção das autoridades, que utilizaram um bote para remover uma família de turistas que estava hospedada no imóvel, garantindo sua segurança diante do avanço das águas.

Vale do Ribeira e região metropolitana também sofrem

Além do litoral, a força das chuvas se estendeu a outras regiões do estado, incluindo o Vale do Ribeira e municípios da região metropolitana de São Paulo, evidenciando a amplitude do fenômeno. Essas áreas, muitas vezes menos associadas diretamente a grandes inundações costeiras, também foram severamente impactadas por eventos como quedas de árvores, desabamentos e fortes rajadas de vento, que causaram prejuízos significativos à infraestrutura e à segurança da população. A diversidade dos impactos, que variaram de interdições de rodovias a danos em residências e equipamentos públicos, ressalta a necessidade de uma abordagem integrada e de planos de contingência abrangentes para enfrentar as consequências de eventos climáticos tão disseminados e intensos em todo o estado.

Desabamentos e feridos no interior e Grande São Paulo

No Vale do Ribeira, a cidade de Pariquera-Açu registrou a queda de árvores na Rodovia Ivo Zanella, o que levou à sua interdição parcial e afetou a circulação na região. Mais grave foi a situação em Juquiá, onde fortes rajadas de vento, atingindo cerca de 52 km/h, provocaram o desabamento de uma residência. Uma pessoa ficou ferida com escoriações e foi prontamente socorrida. A cidade também sofreu com o destelhamento da vila olímpica municipal, embora, felizmente, sem registro de vítimas neste último incidente. Em Rio Grande da Serra, município da região metropolitana de São Paulo, uma residência no Jardim Guiomar foi seriamente danificada por uma enxurrada. Após vistoria, a Defesa Civil constatou rachaduras na estrutura da casa, orientando a moradora a evacuar o local por segurança, sublinhando os riscos diretos à moradia que esses eventos podem acarretar.

Conclusão

As recentes chuvas no litoral paulista e regiões adjacentes destacaram a urgência de uma resposta coordenada e contínua às emergências climáticas. A interdição da Serra Mogi-Bertioga, os alagamentos extensos em Ubatuba, Mongaguá e Peruíbe, e os danos estruturais no Vale do Ribeira e na Grande São Paulo sublinham a vulnerabilidade do estado a fenômenos naturais intensos. A atuação da Defesa Civil e demais órgãos de segurança tem sido fundamental, mas a frequência e intensidade desses eventos exigem um planejamento de longo prazo, incluindo a melhoria da infraestrutura e a conscientização da população. É imperativo que os esforços de prevenção e mitigação sejam reforçados para proteger vidas e reduzir os prejuízos futuros.

FAQ

Por que a Serra Mogi-Bertioga foi interditada?
A Serra Mogi-Bertioga foi interditada por questões de segurança, devido ao alto volume de chuvas que atingiu 200 milímetros em 72 horas na região de serra, excedendo o limite considerado seguro para a operação da rodovia e aumentando o risco de deslizamentos e acidentes.

Quais cidades do litoral foram mais afetadas pelas chuvas?
Ubatuba, no litoral norte, foi uma das mais afetadas com alagamentos generalizados e volumes de chuva recordes. No litoral sul, Mongaguá e Peruíbe também registraram inundações e incidentes, como quedas de estruturas e resgates de famílias.

Houve vítimas ou desabrigados reportados inicialmente?
Apesar dos intensos alagamentos e danos materiais, a Defesa Civil de Ubatuba informou que não houve registro de vítimas, desabrigados ou desalojados. Em Juquiá, no Vale do Ribeira, uma pessoa ficou ferida com escoriações após o desabamento de uma residência.

Mantenha-se informado sobre as condições climáticas e rodoviárias em sua região e siga sempre as orientações das autoridades de segurança. Sua precaução é fundamental em momentos de instabilidade climática.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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