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Justiça Decreta Prisão de Homem Foragido Após Agressão a Esposa e Enteado com Facão em Mongaguá

A Justiça de Mongaguá, localizada no litoral de São Paulo, decretou a prisão preventiva de Márcio Gomes, de 53 anos, acusado de agredir violentamente sua esposa, de 35, e o enteado, de 14, com um facão. O incidente, que ocorreu na residência do casal e foi registrado por câmeras de segurança, levou o agressor a ser considerado foragido desde a emissão do mandado judicial, deflagrando uma busca pelas autoridades.

Ordem de Prisão e a Busca Pelo Acusado

O pedido de prisão preventiva foi formalizado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mongaguá, após uma análise aprofundada do caso. A solicitação foi prontamente acatada pelo juiz Yuri Cesar Serapião, da 1ª Vara Criminal. A decisão judicial visa não apenas garantir a segurança das vítimas, mas também coibir a reincidência de agressões, dado o histórico do acusado. Desde a decretação da prisão, em 10 de abril, Márcio Gomes se encontra desaparecido, e as autoridades estão empenhadas em localizá-lo para que responda pelos crimes imputados.

Agressão, Ciúmes e Medidas Protetivas Desrespeitadas

A violenta agressão que culminou na ordem de prisão ocorreu em 28 de março, na residência do casal, situada no bairro Vila Anhanguera. Conforme apurações da TV Tribuna, afiliada da Globo, o desentendimento que escalou para a violência foi motivado por ciúmes. Márcio e a vítima, com quem mantinha um relacionamento há aproximadamente sete anos – sendo o adolescente filho de um relacionamento anterior dela –, já possuíam um histórico de conflitos. A mulher havia, inclusive, registrado um boletim de ocorrência previamente e obtido medidas protetivas contra o suspeito. No entanto, essas proteções foram flagrantemente desrespeitadas no domingo, 5 de abril, quando a vítima reportou uma nova agressão, evidenciando a ineficácia das determinações anteriores em conter a conduta do agressor.

Histórico Criminal Pesa na Decisão Judicial

Além da gravidade do ataque recente e da subsequente violação das medidas protetivas, o histórico criminal de Márcio Gomes foi um fator determinante para que o magistrado decidisse pela prisão preventiva. O acusado possui um extenso rol de passagens pela polícia, incluindo delitos como receptação, roubo, furto, estelionato e, de forma preocupante, outras ocorrências de violência doméstica. O juiz Yuri César Serapião fundamentou sua decisão argumentando que a imposição de novas medidas cautelares seria insuficiente para controlar o comportamento do indivíduo, que demonstrou um padrão de conduta intimidatória. 'É necessária a prisão preventiva do averiguado, pois conforme exposto pela vítima, o representado age de forma intimidatória, perseguindo a vítima, danificando patrimônio e contando com auxílio de terceiros', pontuou o magistrado.

A Posição da Defesa do Acusado

Em contrapartida às graves acusações e à ordem de prisão, a defesa de Márcio Gomes, representada pela advogada Fernanda Caetano, manifestou-se publicamente para contestar a veracidade das informações divulgadas. Em um vídeo enviado à TV Tribuna, a advogada afirmou que os fatos não correspondem à realidade do que ocorreu e que seu cliente não tinha intenção de ferir a esposa ou os familiares. A defesa reiterou que todas as questões serão devidamente elucidadas no âmbito processual, comprometendo-se a apresentar as provas cabíveis e a demonstrar a inocência de seu cliente no decorrer das investigações e do julgamento.

Enquanto Márcio Gomes permanece foragido, as autoridades continuam as buscas, e o caso segue sob investigação. A situação em Mongaguá ressalta a importância da aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha e a complexidade dos casos de violência doméstica, especialmente quando medidas protetivas são desrespeitadas e o histórico do agressor indica um padrão de conduta violenta. A Justiça agora busca garantir que o acusado responda pelos seus atos, em um esforço para proteger as vítimas e assegurar a ordem pública.

Fonte: https://g1.globo.com

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