© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

IPCA-15 de Maio Desacelera para 0,62%, Impulsionado por Alimentação e Habitação

A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma taxa de 0,62% em maio. Divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado aponta para uma desaceleração significativa em relação ao mês anterior, marcando um novo capítulo na trajetória inflacionária do país e oferecendo um panorama crucial para a economia.

Desaceleração Confirmada na Prévia da Inflação

A leitura de 0,62% para o IPCA-15 em maio representa uma queda notável quando comparada ao índice de 0,89% observado em abril. Essa moderação nos preços contribui para o acumulado do ano, que agora atinge 3,02%. Em um horizonte mais amplo, a variação dos últimos 12 meses mostra um aumento de 4,64%, indicando que, apesar da recente desaceleração, a inflação ainda se mantém em patamares elevados na perspectiva anualizada.

Principais Vilões da Inflação Mensal por Setor

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados para a composição do IPCA-15, três se destacaram como os maiores responsáveis pelo avanço dos preços em maio. O grupo de <b>Alimentação e Bebidas</b> liderou o impacto, registrando uma alta de 1,38%. Logo em seguida, <b>Saúde e Cuidados Pessoais</b> apresentou uma variação de 1,05%, e o setor de <b>Habitação</b> contribuiu com um aumento de 1,03%, evidenciando a persistência das pressões inflacionárias em segmentos essenciais para as famílias brasileiras.

Variações Detalhadas e o Cenário Regional

No âmbito da alimentação consumida em domicílio, a inflação teve uma leve retração, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Essa pequena desaceleração foi influenciada pela queda nos preços de itens como a maçã (-2,32%) e o café moído (-2,09%), que apresentaram alívio para o bolso do consumidor. Regionalmente, as variações foram diversas: Goiânia registrou a maior alta entre as 11 áreas pesquisadas, com 1,41%, impulsionada principalmente pelo aumento no custo do etanol e da gasolina. Em contrapartida, Brasília apresentou o menor índice, refletindo dinâmicas de preços distintas em diferentes capitais brasileiras.

Perspectivas e Implicações Econômicas

A desaceleração do IPCA-15 em maio, embora bem-vinda, revela um cenário complexo, com setores específicos ainda exercendo forte pressão sobre o poder de compra. A contínua elevação em Alimentação, Saúde e Habitação, mesmo com a moderação do índice geral, sinaliza desafios persistentes para a política econômica e para a gestão do orçamento familiar. Os dados servem como um termômetro vital para o Banco Central em suas decisões sobre a taxa básica de juros, indicando a necessidade de monitoramento atento às tendências de preços para garantir a estabilidade econômica.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br