O Museu Vassouras, localizado no coração histórico do Vale do Café, tornou-se palco para a vibrante celebração da Folia de Reis, um evento que ecoa séculos de devoção e cultura popular. Nos dias 3 e 4 de janeiro, o espaço cultural abriu suas portas para receber duas jornadas de folia, atividades educativas e rodas de poesia, em uma iniciativa que sublinha o compromisso da instituição com a preservação e valorização dos saberes ancestrais. Essa manifestação cultural, que envolve cantos, passos e a exibição de bandeiras ricamente bordadas, é um pilar da identidade regional, e sua presença no museu simboliza um gesto poderoso de reconhecimento e integração. O encontro não apenas celebrou a Folia de Reis, mas também fortaleceu os laços com as comunidades que mantêm essa chama acesa, mostrando o museu como um centro vivo de cultura e tradição. A iniciativa destacou a riqueza cultural do Vale do Café e a importância de salvaguardar estas expressões.
As jornadas da fé e da memória
A programação da Folia de Reis no Museu Vassouras foi meticulosamente planejada para oferecer uma experiência imersiva e autêntica. O ponto central do evento foi a apresentação de duas renomadas jornadas de folia da região, que trouxeram consigo a força da tradição oral, musical e visual. A presença desses grupos não apenas encantou os visitantes, mas também reafirmou o museu como um espaço de confluência cultural, onde o sagrado e o popular se encontram e se fortalecem, reverberando a história e a devoção de gerações.
Ecos de tradição no sábado
Às 16h do sábado, 3 de janeiro, os corredores e pátios do Museu Vassouras foram preenchidos pela melodia e pela fé da Jornada Jardim do Éden. Liderado pela mestra Rita de Cássia, o cortejo encantou os presentes com seus cantos tradicionais, acompanhados por violas, pandeiros e outros instrumentos típicos, enquanto a bandeira ricamente bordada guiava o percurso, simbolizando a jornada espiritual e a devoção aos Reis Magos. Uma hora depois, às 17h, foi a vez da Jornada Descendentes de Davi assumir o protagonismo. Sob a batuta dos mestres Tiago Meirelles e Lelê, o grupo deu continuidade à celebração, demonstrando a vitalidade da Folia de Reis e a capacidade de diferentes gerações de foliões de se unirem em torno dessa expressão cultural milenar. Esse encontro de forças distintas da tradição ressaltou a riqueza e a diversidade das manifestações presentes no Vale do Café, proporcionando um espetáculo de fé e arte que emocionou a todos os presentes.
Cultivando a cultura popular
Além das apresentações, o evento promoveu uma série de atividades interativas e educativas, pensadas para engajar o público de todas as idades e aprofundar a compreensão sobre a Folia de Reis e seus múltiplos significados. A proposta foi ir além da mera observação, incentivando a participação ativa e a troca de saberes, conectando os visitantes com os elementos centrais e simbólicos dessa manifestação cultural tão rica e presente na identidade fluminense.
Imersão e criatividade no domingo
A programação da Folia de Reis no Museu Vassouras se estendeu para o domingo, 4 de janeiro, oferecendo ao público uma imersão ainda maior na cultura popular do Vale do Café. Entre 10h e 12h, o setor Educativo do Museu conduziu a Oficina de Bandeiras de Folia. Aberta a visitantes de todas as idades, a atividade proporcionou um contato direto com um dos elementos mais simbólicos das jornadas de folia: a bandeira. Esta peça, que não é apenas um adereço, mas um repositório de símbolos religiosos, histórias familiares e marcas do território, foi o centro da criação coletiva. A oficina estimulou o uso de materiais diversos e a troca de saberes, conectando o fazer manual às ricas memórias da região e permitindo que os participantes criassem suas próprias interpretações desse ícone da Folia de Reis.
O ponto alto do encerramento, às 16h, foi a Roda de Poesias dos Soldados da Divina Irmandade do Oriente. Neste momento, a palavra falada se uniu à música e ao gesto, ampliando a experiência sensível da folia e reforçando seu caráter de transmissão oral e comunitária, vital para a perpetuação da tradição. A roda proporcionou um ambiente de interação e partilha, onde versos e rimas celebraram a fé, a cultura e a resistência do povo, fechando o evento com uma nota de profundidade e conexão.
Fortalecimento da identidade e novos horizontes
O Encontro de Folias de Reis no Museu Vassouras consolidou o papel da instituição como um espaço dinâmico de escuta e circulação de culturas. Ao integrar cortejos, educação patrimonial e poesia, o evento não apenas celebrou uma tradição milenar, mas também fortaleceu os vínculos com as comunidades locais, reconhecendo a potência das manifestações populares que continuam a escrever a história de Vassouras e do interior do estado do Rio de Janeiro. A iniciativa demonstrou um compromisso notável com a preservação e a valorização dos saberes populares, promovendo um diálogo contínuo entre passado e presente.
Além das celebrações da Folia de Reis, o museu ampliou essa conversa cultural ao receber o artista Pandro Nobã. Sua visita especial em torno das obras “Ao longe” e “Céu na Terra”, que integram o eixo Vapor da exposição Chegança, ilustrou como a arte contemporânea pode dialogar com as raízes culturais mais profundas, oferecendo novas perspectivas e enriquecendo a experiência dos visitantes. O sucesso do evento reforça a importância de iniciativas que celebram e mantêm vivas as tradições que formam a espinha dorsal da identidade cultural brasileira, tornando o museu um verdadeiro guardião da memória e um promotor da cultura viva.
Perguntas frequentes sobre a Folia de Reis no Museu Vassouras
1. Quais foram as datas em que a Folia de Reis ocorreu no Museu Vassouras?
O evento da Folia de Reis no Museu Vassouras aconteceu nos dias 3 e 4 de janeiro. A programação se estendeu ao longo do sábado e domingo, oferecendo diversas atividades para o público.
2. Que grupos de Folia de Reis se apresentaram durante o evento?
O museu recebeu duas importantes jornadas de folia: a Jornada Jardim do Éden, conduzida pela mestra Rita de Cássia, e a Jornada Descendentes de Davi, liderada pelos mestres Tiago Meirelles e Lelê. Ambos os grupos realizaram cortejos e apresentações vibrantes.
3. Houve atividades educativas e interativas para os visitantes?
Sim, a programação incluiu a Oficina de Bandeiras de Folia, que permitiu aos visitantes de todas as idades criar suas próprias bandeiras. Além disso, houve a Roda de Poesias dos Soldados da Divina Irmandade do Oriente, que celebrou a transmissão oral e comunitária da tradição.
4. Qual o objetivo principal da realização do evento no Museu Vassouras?
O objetivo principal foi reafirmar o compromisso do museu com a valorização dos saberes populares e das expressões culturais que moldam a identidade do Vale do Café. O evento buscou integrar cortejos, educação patrimonial e poesia, fortalecendo os vínculos com as comunidades locais e reconhecendo a potência das manifestações populares.
Explore a riqueza cultural do Vale do Café e viva a tradição. Visite o Museu Vassouras e descubra mais sobre a história e as manifestações artísticas que moldam nossa identidade.
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