© Rosinei Coutinho/STF

Após falas das defesas, julgamento do núcleo 3 é suspenso

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu a fase de sustentações orais dos advogados dos réus pertencentes ao Núcleo 3, envolvidos em um suposto plano de golpe. A sessão, realizada nesta quarta-feira (12), marcou o fim da apresentação das argumentações de defesa.

A decisão sobre o caso foi adiada para a próxima semana, conforme anúncio do ministro Flávio Dino, presidente da Turma. A expectativa é que a votação dos ministros ocorra nos próximos dias 18 e 19.

O primeiro a se pronunciar foi Jeffrey Chiquini, advogado do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, acusado de liderar a suposta execução de autoridades. Chiquini argumentou que seu cliente não teve participação no planejamento, monitoramento ou execução de qualquer plano. Ele expressou descontentamento com a ausência do laudo do celular de Azevedo, apreendido pela Polícia Federal, e alegou não ter recebido os dados das antenas de celulares.

Em seguida, Lissandro Sampaio, defensor do tenente-coronel Ronald de Araujo Junior, afirmou que seu cliente não é “kid preto” e nunca foi convidado para reuniões relacionadas a um plano de incitação, tampouco atuou na divulgação de uma carta com o objetivo de pressionar generais. No caso de Ronald, a Procuradoria-Geral da República (PGR) retirou as acusações mais graves, solicitando apenas a condenação por incitação ao crime, o que foi aceito pela defesa.

O advogado Igor Laboissier, representando o tenente-coronel Sérgio Cavaliere de Medeiros, solicitou a absolvição de seu cliente ou, no máximo, a aplicação da mesma situação de Ronald. Ele sustentou que Sérgio não é “kid preto” e não participou da elaboração ou assinatura da carta, apenas a repassou para dois superiores.

Por fim, Sérgio William dos Anjos, advogado do policial federal Wladimir Matos Soares, criticou a investigação. O agente é acusado de repassar informações sobre a segurança do presidente Lula durante a transição de governo. Sergio William argumentou que o destinatário das mensagens de Wladimir não foi investigado e que seu cliente foi requisitado para uma missão de segurança de Lula.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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