Uma tragédia marcou a costa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, na última sexta-feira (2), quando um afogamento em Praia Grande resultou na morte de um turista e deixou seu sobrinho de apenas 10 anos em estado gravíssimo. O incidente, que mobilizou extensas equipes de resgate, ocorreu na praia do bairro Paquetá e chocou banhistas e moradores locais. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) atuou com rapidez e eficiência para localizar as vítimas após o alerta de desaparecimento. Enquanto o jovem de 10 anos foi retirado da água e imediatamente submetido a manobras de reanimação, seu tio, um turista de aproximadamente 20 anos, foi encontrado cerca de uma hora e meia depois, já sem vida, confirmando o pior desfecho para a família em um dia que deveria ser de lazer.
Detalhes da ocorrência e o drama do resgate
A calma da manhã de sexta-feira na praia do bairro Paquetá, em Praia Grande, foi abruptamente interrompida por gritos de alerta. Banhistas que frequentavam o local notaram a ausência de duas pessoas que, momentos antes, estavam na água. A preocupação se transformou em desespero quando a suspeita de afogamento se tornou iminente. Imediatamente, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) foi acionado, desencadeando uma operação de resgate em larga escala. A rapidez no acionamento e a descrição inicial de duas pessoas desaparecidas foram cruciais para a mobilização imediata das equipes especializadas.
A equipe de busca, composta por guarda-vidas altamente treinados, iniciou varreduras aquáticas utilizando motos aquáticas e embarcações. O apoio aéreo, fundamental para uma visão panorâmica e coordenação em áreas extensas, também foi rapidamente incorporado à operação. Em meio à tensão, os esforços foram recompensados quando o menino de aproximadamente 10 anos foi avistado e resgatado pelos guarda-vidas. Ele apresentava um elevado grau de afogamento, indicando que permaneceu submerso por um período crítico. No próprio local do resgate, na areia da praia, foram realizadas manobras de recuperação e reanimação cardiopulmonar (RCP) para tentar reverter o quadro grave. A urgência da situação exigiu que o garoto fosse estabilizado o mais rápido possível antes de ser encaminhado para atendimento médico especializado.
A mobilização de equipes e a corrida contra o tempo
A operação de resgate na Praia do Paquetá foi um exemplo da capacidade de resposta do GBMar e da coordenação entre diferentes meios. O órgão informou que a mobilização envolveu um efetivo de 10 profissionais, destacando a complexidade e a necessidade de múltiplas frentes de atuação. Além disso, duas viaturas terrestres e três embarcações foram empregadas para cobrir a área de busca de forma eficaz. O apoio aéreo desempenhou um papel vital, permitindo que as equipes tivessem uma visão privilegiada da superfície da água, auxiliando na identificação de possíveis pontos onde as vítimas poderiam ter sido levadas pelas correntes marítimas.
A corrida contra o tempo é uma característica inerente aos casos de afogamento, onde cada minuto faz uma diferença substancial no prognóstico de recuperação. A rápida resposta dos guarda-vidas, que se arriscam diariamente para salvar vidas, foi determinante para o resgate do menino ainda com sinais vitais. A utilização de motos aquáticas, por exemplo, permite uma agilidade incomparável para alcançar a vítima e iniciar os primeiros socorros. A presença de equipamentos de reanimação e o treinamento constante das equipes são fatores que, embora não possam evitar a tragédia por completo, aumentam significativamente as chances de sobrevivência e minimizam as sequelas em casos como o do jovem turista.
O desfecho fatal e a luta pela vida
Enquanto a esperança se renovava com o resgate do menino, a busca pelo seu tio continuou intensamente. Cerca de uma hora e meia após o resgate do sobrinho, os esforços foram direcionados para a localização do adulto. Infelizmente, quando o corpo do turista, de aproximadamente 20 anos, foi encontrado, já não havia sinais de vida. A morte foi constatada ainda no local, em um cenário de profundo pesar para as equipes de resgate e para os banhistas que acompanhavam a operação. O corpo foi, então, encaminhado ao necrotério, formalizando a trágica perda.
As vítimas foram identificadas como turistas, mas a cidade de origem de tio e sobrinho não foi detalhada. O Hospital Irmã Dulce, para onde o menino foi levado, tornou-se o palco da luta pela vida do jovem de 10 anos. Ele chegou à unidade em estado gravíssimo, indicando a necessidade de cuidados intensivos e um longo processo de recuperação. A ausência de informações atualizadas sobre seu estado de saúde ressalta a delicadeza e a privacidade do momento que a família, agora incompleta, enfrenta diante da magnitude da tragédia que se abateu sobre eles em um dia de lazer na praia.
A complexidade do atendimento e o pós-resgate
O atendimento a uma vítima de afogamento em estado grave é extremamente complexo e exige uma infraestrutura médica robusta. Ao ser levado ao Hospital Irmã Dulce, o menino foi imediatamente submetido a uma série de procedimentos para estabilizar suas funções vitais. Em casos de afogamento severo, a privação de oxigênio (hipóxia) pode causar danos significativos a órgãos vitais, especialmente ao cérebro. Por isso, a reanimação cardiopulmonar (RCP) realizada na praia e a intervenção médica hospitalar são cruciais para tentar reverter as consequências da submersão prolongada.
O jovem, em estado gravíssimo, provavelmente necessitará de suporte avançado de vida, o que pode incluir ventilação mecânica e monitoramento intensivo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A recuperação após um afogamento de alto grau pode ser longa e incerta, com riscos de sequelas neurológicas. A equipe médica atua para combater as complicações respiratórias, cardiovasculares e neurológicas que podem surgir, enquanto a família aguarda ansiosamente por notícias e torce pela recuperação do menino. Este tipo de ocorrência sublinha a importância de hospitais preparados e de equipes médicas especializadas para lidar com emergências traumáticas e clínicas.
Alertas de segurança e o impacto na comunidade
A tragédia em Praia Grande serve como um doloroso lembrete dos riscos inerentes ao ambiente aquático, especialmente no mar. A importância de seguir as orientações dos guarda-vidas, respeitar as sinalizações de bandeiras que indicam as condições do mar e evitar entrar em áreas de risco é fundamental para prevenir incidentes. Muitos afogamentos ocorrem com turistas que desconhecem as particularidades das correntes marítimas locais, como as perigosas correntes de retorno, que podem arrastar rapidamente uma pessoa para longe da costa. A supervisão constante de crianças em praias e piscinas é uma medida preventiva que não pode ser negligenciada.
As autoridades de segurança aquática frequentemente emitem alertas sobre os perigos do mar, especialmente durante feriados e períodos de grande fluxo turístico. A recomendação é sempre nadar em locais com a presença de guarda-vidas, não entrar na água após ingestão de bebidas alcoólicas ou refeições pesadas, e evitar mergulhos em locais desconhecidos. A conscientização pública sobre esses riscos e a educação para a segurança aquática são essenciais para evitar que outras famílias enfrentem a dor e o luto causados por afogamentos. Embora o trabalho dos socorristas seja louvável na tentativa de salvar vidas, a prevenção continua sendo a melhor ferramenta contra essas fatalidades.
Perguntas frequentes sobre segurança aquática
1. Quais são as principais causas de afogamento em praias?
As principais causas de afogamento em praias incluem o desconhecimento das correntes marítimas, especialmente as correntes de retorno, a ingestão de álcool antes de entrar na água, a falta de supervisão de crianças e adolescentes, e a desobediência às sinalizações de perigo (bandeiras) e às orientações dos guarda-vidas. Condições climáticas adversas e mar agitado também aumentam o risco.
2. Como agir ao presenciar um afogamento?
Ao presenciar um afogamento, a primeira ação é pedir ajuda aos guarda-vidas ou ligar para o número de emergência (193). Se você não for um profissional treinado, evite entrar na água para realizar o resgate, pois você pode se tornar outra vítima. Tente arremessar algo que flutue para a pessoa (uma boia, corda, garrafa PET vazia) e mantenha contato visual até a chegada do socorro especializado.
3. Qual a importância do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) na segurança das praias?
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) é fundamental para a segurança nas praias. Seus profissionais são treinados em salvamento aquático, primeiros socorros e resgate em diversas condições marítimas. Eles monitoram as praias, orientam os banhistas, realizam operações de busca e resgate, e aplicam manobras de reanimação, sendo a linha de frente na prevenção e resposta a afogamentos.
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Fonte: https://g1.globo.com
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