A próxima segunda-feira, 3 de junho, marca o início da Campanha de Multivacinação em todo o estado de São Paulo. A iniciativa, que abrange os 645 municípios paulistas, visa atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, garantindo a proteção contra diversas doenças imunopreveníveis. A mobilização é crucial para reforçar a saúde pública e conter a circulação de patógenos que podem ser prevenidos por vacinas.
Cobertura Ampla e Vacinas Essenciais Disponíveis
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enfatiza a importância da participação ativa de pais e responsáveis, recomendando que levem seus filhos aos postos de vacinação munidos da caderneta. Equipes de saúde estarão preparadas para verificar o histórico vacinal e aplicar as doses necessárias, conforme a faixa etária e o calendário oficial. O leque de imunizantes disponíveis é vasto, incluindo vacinas cruciais como BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócicas (C e ACWY), influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A e HPV, cobrindo um espectro amplo de proteção essencial para a saúde infantil e juvenil.
Estratégia Ampliada de Combate ao Sarampo em Três Cidades-Chave
Paralelamente à campanha estadual, três grandes cidades – São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo – terão uma ação intensificada de reforço vacinal contra o sarampo. Nestes municípios, a imunização será estendida para toda a população na faixa etária de 6 meses a 59 anos, em resposta à crescente preocupação com a circulação da doença. A urgência dessa medida foi reforçada pela recente confirmação do 15º caso de sarampo no estado em 2026, registrado em Guarulhos, envolvendo uma criança sem histórico de vacinação. Este cenário sublinha a vulnerabilidade de indivíduos não imunizados e a necessidade de fortalecer a barreira sanitária coletiva.
A 'Dose Zero' e os Desafios da Cobertura Vacinal
Dentro da estratégia específica para o sarampo nas cidades de foco, será oferecida a vacina tríplice viral. Para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, esta aplicação é designada como 'dose zero'. É fundamental esclarecer que essa dose não substitui as vacinações regulares contra sarampo, caxumba e rubéola, que são aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade, servindo como uma proteção adicional precoce. A mobilização se torna ainda mais crítica diante dos dados preliminares de 2026, que apontam uma cobertura vacinal de apenas 77,5% para a primeira dose da tríplice viral e 65,5% para a segunda dose em São Paulo. Esses índices estão significativamente abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, indicando uma lacuna considerável na proteção da população.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, ressaltou a importância inquestionável da atualização da caderneta vacinal para a proteção de crianças e adolescentes. Segundo Lang, "Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão." A campanha é um chamado urgente à população para que contribua ativamente na formação de uma forte imunidade coletiva, essencial para o controle de doenças que, embora preveníveis por vacina, ainda representam riscos significativos à saúde pública em todo o estado.
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