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Pesca de Tainha por Arrasto de Praia Suspensa para Preservação da Cota

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou a suspensão imediata da pesca de tainha (Mugil liza) na modalidade de arrasto de praia, com efeito a partir deste domingo, 7 de maio. A medida, de caráter urgente, visa proteger os estoques da espécie, uma vez que o país atingiu um patamar crítico da cota de captura autorizada para a safra de 2026.

Medida Preventiva e o Alcance da Cota Coletiva

A interrupção antecipada das atividades de arrasto de praia foi justificada pela pasta como uma ação preventiva. O objetivo é evitar o excedente do limite de captura estabelecido para a modalidade, visto que o volume de tainha já pescado atingiu 90% da cota coletiva autorizada. O total definido para a temporada de pesca de 2026 é de 8.168 toneladas, um número estabelecido por uma portaria conjunta, resultado da colaboração entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, demonstrando uma abordagem integrada à gestão de recursos.

Orientações para Pescadores e Próximos Passos

Com a entrada em vigor da suspensão, diretrizes específicas foram emitidas para os barcos atualmente em operação. Aqueles que já se encontram em alto-mar e realizaram capturas deverão providenciar o desembarque de todo o pescado dentro de um prazo máximo de 24 horas. Após o cumprimento desta determinação e a efetivação da suspensão da pesca de tainha por arrasto de praia, os profissionais do setor estarão autorizados a retomar a captura de outras espécies, garantindo a continuidade de suas atividades econômicas, embora com foco em diferentes recursos pesqueiros.

Base da Decisão e Transparência no Monitoramento

A decisão ministerial é embasada em dados precisos e atualizados, provenientes do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha. Este sistema é alimentado por informações cruciais, uma vez que a legislação vigente exige que todas as empresas pesqueiras reportem formalmente ao governo as quantidades de pescado extraídas do ambiente marinho. Tal procedimento assegura a transparência e a efetividade na gestão dos recursos pesqueiros, permitindo intervenções rápidas como a ora anunciada para proteger os ecossistemas e garantir a sustentabilidade das espécies.

A suspensão da pesca de tainha na modalidade de arrasto de praia sublinha o compromisso do governo com a gestão sustentável dos recursos pesqueiros nacionais. Ao agir proativamente para respeitar as cotas estabelecidas, o Ministério da Pesca e Aquicultura busca equilibrar a atividade econômica dos pescadores com a preservação ambiental, assegurando a viabilidade das futuras temporadas e a saúde dos oceanos para as próximas gerações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br