A seleção brasileira conquistou uma vitória por 3 a 1 sobre a Croácia na última terça-feira, 31 de maio, em partida amistosa disputada no Camping World Stadium, em Orlando, Estados Unidos. Este confronto crucial marcou o derradeiro compromisso da equipe antes da aguardada convocação final para a Copa do Mundo de 2026. Após uma atuação abaixo do esperado e uma derrota por 2 a 1 para a França em solo americano, o elenco comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti exibiu uma notável evolução. A inserção de jogadores como o volante Danilo Santos e o atacante Luiz Henrique foi fundamental para o aumento da intensidade e da criatividade ofensiva. A vitória, portanto, injeta confiança no grupo e na torcida, enquanto a atenção se volta agora para a lista definitiva de convocados.
Desempenho em campo e destaques individuais
Evolução tática e peças-chave
Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, a seleção brasileira apresentou uma melhora em seu futebol após a recente derrota para a França. A principal mudança percebida foi a maior consistência no meio-campo e a capacidade de criar jogadas ofensivas. A entrada do volante Danilo Santos, jogador do Botafogo, foi crucial para essa transformação. Com sua presença em campo, o meio-campo brasileiro ganhou em solidez defensiva e na distribuição de jogo, tornando-se uma peça importante na transição entre defesa e ataque. Outro destaque foi o atacante Luiz Henrique, que atuou aberto na ponta esquerda e, com sua velocidade e habilidade, levou constante perigo à bem organizada defesa croata, gerando boas oportunidades para o Brasil.
No entanto, nem todos os jogadores tiveram o mesmo brilho. O atacante Vinicius Júnior, que é um dos pilares do Real Madrid em sua posição de extremo esquerdo, não conseguiu replicar o mesmo desempenho pela seleção, criando poucas jogadas de impacto e sem a habitual intensidade. Da mesma forma, o centroavante João Pedro teve uma atuação discreta, com pouca participação nas jogadas e poucos toques na bola durante o tempo em que esteve em campo, o que gerou questionamentos sobre sua adaptação ao esquema tático do treinador italiano.
O primeiro tempo e o gol inaugural
A Croácia, conhecida por sua organização tática e pela experiência de seus jogadores, especialmente o talentoso meio-campista Luka Modrić, impôs dificuldades ao Brasil no primeiro tempo. A equipe europeia conseguiu neutralizar as tentativas ofensivas brasileiras, limitando as chances de gol da seleção. O goleiro Livakovic foi pouco acionado, e o placar permaneceu inalterado durante a maior parte da etapa inicial, refletindo o equilíbrio e a cautela de ambas as equipes em Orlando.
Contudo, a persistência brasileira foi recompensada nos acréscimos do primeiro tempo. Aos 46 minutos, Matheus Cunha iniciou um contra-ataque fulminante com um lançamento preciso e longo, encontrando Vinicius Júnior em velocidade. O camisa 10 da seleção brasileira avançou pela lateral, driblou três adversários com maestria e cruzou a bola para o meio da área. Ali, o volante Danilo Santos, vindo de trás com liberdade, finalizou com força e precisão para o fundo do gol, abrindo o marcador e levando o Brasil em vantagem para o intervalo, com um gol que demonstrou a capacidade de reação e o poder de transição da equipe de Ancelotti.
Virada no placar e gols decisivos
Trocas estratégicas e empate croata
A etapa final da partida foi marcada por uma série de substituições em ambas as equipes, com os técnicos buscando novas estratégias e testando jogadores. Tanto Carlo Ancelotti quanto o treinador croata promoveram diversas alterações em suas formações, buscando oxigenar seus times e dar ritmo a diferentes atletas. As mudanças tiveram um impacto direto no desenrolar do jogo. Aos 38 minutos do segundo tempo, a Croácia conseguiu igualar o marcador. O meia Fruk, que havia entrado durante a partida, recebeu a bola na ponta direita e acertou um lançamento longo e rasteiro para Majer. Mesmo sob a marcação apertada de Danilo Luiz e Marquinhos, Majer finalizou de primeira, com categoria, superando o goleiro Bento e levando a partida a um 1 a 1, demonstrando a resiliência e a qualidade técnica dos croatas.
Reação brasileira e gols da vitória
A alegria croata, no entanto, durou pouco. A seleção brasileira demonstrou poder de reação imediato. Aos 40 minutos, em uma jogada ofensiva, o jovem atacante Endrick foi derrubado dentro da área adversária, e o árbitro prontamente assinalou a penalidade máxima. A responsabilidade da cobrança ficou a cargo de Igor Thiago, que executou o pênalti com muita técnica e frieza, deslocando o goleiro Livakovic e recolocando o Brasil à frente no placar, fazendo 2 a 1 e incendiando a torcida presente no estádio.
Mesmo com a vantagem, o Brasil não diminuiu o ritmo e continuou pressionando em busca de mais gols. Essa insistência foi premiada já nos acréscimos finais da partida, aos 46 minutos do segundo tempo. Em um rápido contra-ataque, Igor Thiago, mais uma vez participativo, tocou para Endrick, que demonstrou grande visão de jogo ao acertar um belo passe para Gabriel Martinelli. O atacante do Arsenal finalizou com um chute colocado e preciso, sem chances para o goleiro croata, garantindo o terceiro gol brasileiro e selando o placar final de 3 a 1. A vitória, construída com gols de jogadores que saíram do banco, sublinha a profundidade do elenco e a importância das substituições realizadas por Ancelotti.
Próximos passos rumo à Copa do Mundo de 2026
Com o último amistoso pré-convocação final encerrado, a atenção da seleção brasileira e de seus torcedores se volta inteiramente para o dia 18 de maio. Nesta data crucial, o técnico Carlo Ancelotti fará o anúncio oficial da lista de 26 jogadores que terão a honra de representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026, a ser disputada em três países-sede: México, Canadá e Estados Unidos. A expectativa é alta para conhecer os nomes que comporão o elenco que buscará o tão sonhado hexacampeonato mundial.
Após a divulgação dos convocados, a equipe se reunirá no dia 25 de maio na Granja Comary, centro de treinamento da Confederação Brasileira de Futebol, para dar início à fase de preparação intensiva. Antes de embarcar para o Mundial, o Brasil tem programados mais dois amistosos. O primeiro será um jogo de despedida da torcida brasileira, no dia 31 de maio, contra o Panamá, no icônico Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Em seguida, uma semana antes da estreia na Copa, no dia 6 de junho, a seleção enfrentará o Egito no Huntington Bank Field, em Cleveland, naquele que será o último teste antes do início da competição.
No Mundial de 2026, o Brasil está inserido no Grupo C. A estreia da seleção acontecerá no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Na sequência da fase de grupos, o segundo compromisso será contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, com a bola rolando às 22h. O encerramento da primeira fase está agendado para o dia 24 de junho, quando o Brasil enfrentará a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h. A equipe espera iniciar sua campanha com o pé direito e avançar com confiança para as etapas eliminatórias.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual foi o resultado do último amistoso da seleção brasileira antes da convocação para a Copa do Mundo?
A seleção brasileira derrotou a Croácia por 3 a 1 em partida amistosa realizada em Orlando, Estados Unidos.
Quem marcou os gols para o Brasil na partida contra a Croácia?
Os gols brasileiros foram marcados por Danilo Santos no primeiro tempo, Igor Thiago (de pênalti) e Gabriel Martinelli no segundo tempo.
Quando será a convocação final para a Copa do Mundo de 2026?
A convocação final de 26 jogadores para a Copa do Mundo de 2026 será anunciada pelo técnico Carlo Ancelotti no dia 18 de maio.
Quais são os primeiros adversários do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026?
O Brasil está no Grupo C e enfrentará Marrocos, Haiti e Escócia na fase de grupos do Mundial.
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