Alimentação natural avança com ingredientes voltados ao equilíbrio intestinal de cães

Foodtech brasileira de alimentação natural incorpora compostos associados ao equilíbrio da microbiota intestinal e à modulação de processos inflamatórios

Alterações gastrointestinais, como diarreia, vômitos e inflamações intestinais, estão entre as causas mais frequentes de atendimento clínico em cães, segundo relatos recorrentes na prática veterinária. O tema ganha destaque em março, período dedicado à conscientização sobre a prevenção das verminoses e das doenças gastrointestinais em animais de estimação.

Mais do que episódios pontuais, as doenças gastrointestinais envolvem processos inflamatórios e desequilíbrios da microbiota intestinal — estrutura essencial para a digestão, a absorção de nutrientes e a regulação imunológica. Gastrites, enterites, colites e parasitoses intestinais estão entre os quadros mais observados na prática clínica.

Alimentação como aliada:

Diante desse cenário, uma foodtech brasileira de alimentação natural [A Quinta Pet] reformulou suas dietas e passou a incorporar ingredientes funcionais associados ao equilíbrio da microbiota intestinal e ao controle de processos inflamatórios.

Segundo a médica veterinária nutricionista Iana Furtado, parceira da A Quinta Pet, a incorporação de ingredientes naturais nas dietas caninasParte inferior do formulário

exerce papel decisivo na saúde intestinal desses animais por apresentarem maior digestibilidade, favorecendo o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo e reduzindo a permanência de resíduos no intestino. Segundo ela, esse processo limita um ambiente propício à multiplicação de bactérias patogênicas e à produção de toxinas que podem comprometer a barreira intestinal e favorecer quadros inflamatórios crônicos.

O intestino é um dos principais centros de defesa do organismo. Alterações nessa região podem repercutir no bem-estar geral do animal e desencadear sintomas que vão além do sistema digestivo, como manifestações dermatológicas e comportamentais. Otites, lambeduras excessivas, dermatites e até ansiedade também podem estar associadas a disfunções intestinais”, destaca Iana, que relata casos de pacientes com internações quinzenais que, após o ajuste da dieta, apresentaram redução consistente das recorrências.

A veterinária explica que, nos primeiros 30 dias de adequação alimentar, é comum observar melhora clínica como aumento da disposição e redução da irritabilidade. Em quadros patológicos, muitas vezes já se observam respostas significativas, inclusive em exames. Em cerca de 60 dias os tutores relatam melhora na qualidade da pelagem. Segundo Iana, o prazo médio para consolidação dos resultados é de seis meses.

A seguir, alguns ingredientes encontrados na reformulação da dieta natural proposta pela foodtech que podem auxiliar no equilíbrio intestinal:

  • Prebióticos: presentes em alimentos como aveia, banana verde e determinados vegetais ricos em fibras, servem de substrato para as bactérias benéficas do intestino, contribuindo para o equilíbrio da microbiota.
  • Beta-glucanas: fibras encontradas principalmente na levedura de cerveja e na aveia, associadas ao suporte imunológico e à manutenção do equilíbrio intestinal.
  • Zeólita: mineral natural que pode integrar dietas naturais. Auxilia na retenção de substâncias indesejáveis no trato digestivo, contribuindo para a proteção da barreira intestinal.
  • Ômega 3 e 6: quando ofertados em proporção equilibrada, participam do controle de processos inflamatórios e da manutenção da integridade da mucosa intestinal. Podem ser encontrados em alimentos como sardinha, salmão, frango, vísceras e em óleos específicos, como o óleo de peixe.
  • Cúrcuma: raiz conhecida como açafrão-da-terra, é associada à ação antioxidante e ao suporte no controle de processos inflamatórios.

Como fazer a transição – a primeira e mais importante etapa para a transição da dieta industrializada para a natural é consultar um veterinário ou um zootecnista especializado que possa formular uma dieta e calcular as porções exatas do alimento, levando em consideração fatores como raça, porte, idade, peso, condições de saúde e até preferências alimentares.

A recomendação é iniciar substituindo entre 10% e 20% da alimentação habitual por ingredientes naturais e aumentar progressivamente ao longo de sete a 14 dias, reduzindo o risco de desconfortos gastrointestinais e permitindo que o sistema digestivo se ajuste à nova dieta. Se, após uma a duas semanas, o pet apresentar boa aceitação, fezes normais e ausência de sinais de desconforto, a dieta pode evoluir para o formato integral, sempre sob orientação profissional.

Além da formulação acompanhada por profissional, existem no mercado empresas dedicadas à alimentação natural que contam com médicos-veterinários nutricionistas responsáveis pela elaboração das dietas. Essas formulações são desenvolvidas com base em critérios individuais e condições clínicas específicas, oferecendo alternativas seguras para diferentes perfis.

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