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Chefe de gabinete de Taboão da Serra é preso com placa falsa

ANUNCIO COTIA/LATERAL

O chefe de gabinete do prefeito de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, Marco Roberto da Silva, conhecido como “Pastor”, foi detido em flagrante na última terça-feira (18), por dirigir uma caminhonete com uma placa de identificação falsificada do Poder Legislativo. A prisão ocorreu na rodovia SP-342, nas proximidades da cidade de Águas da Prata, no interior paulista, após a Polícia Militar de Minas Gerais suspeitar da autenticidade da sinalização veicular. A detenção de um funcionário público de alto escalão por adulteração de sinal identificador de veículo automotor levanta questões sobre a integridade e a fiscalização dos veículos utilizados por agentes públicos e as práticas de uso indevido de privilégios.

A prisão em flagrante e a descoberta da fraude

Perseguição e abordagem na SP-342

A operação que culminou na prisão de Marco Roberto da Silva teve início quando agentes da Polícia Militar de Minas Gerais, em patrulhamento pela rodovia SP-342, na região de Águas da Prata, no interior de São Paulo, notaram um veículo com uma placa preta incomum. A caminhonete, um modelo MMC/Triton Sport GLS AT, ostentava a inscrição “001 – Poder Legislativo – Presidente”, um padrão que levantou imediatamente a suspeita dos policiais por não estar em conformidade com as normas do Código de Trânsito Brasileiro para veículos particulares.

Ao tentarem abordar o motorista para verificação, a equipe deu ordem de parada, que inicialmente não foi obedecida. Isso deflagrou um acompanhamento tático que se estendeu por alguns quilômetros, até o km 242 da rodovia, onde o condutor finalmente parou o veículo. Durante a abordagem, os policiais constataram que a caminhonete, embora ostentasse a placa do Poder Legislativo, era de categoria particular e estava registrada em nome de uma empresa privada. A inspeção minuciosa revelou a placa original do veículo, que havia sido retirada e estava guardada no interior da caminhonete. A fraude foi confirmada no local, levando à detenção do chefe de gabinete.

O perfil do acusado e as justificativas apresentadas

Marco Roberto da Silva: Chefe de gabinete e salário

Marco Roberto da Silva, conhecido popularmente como “Pastor”, ocupa uma posição de destaque na administração municipal de Taboão da Serra. Conforme informações disponíveis no site de transparência da prefeitura, ele exerce o cargo de chefe de gabinete do prefeito Daniel Plana Bogalho (União Brasil), recebendo um salário mensal de R$ 15.500,00. Durante a abordagem, o próprio Silva chegou a informar aos agentes que atuava como secretário municipal em Taboão da Serra, embora a consulta ao portal da transparência confirmasse sua função como chefe de gabinete. Sua posição, portanto, é de confiança e estratégica dentro da estrutura da prefeitura, o que adiciona gravidade à natureza da acusação de adulteração veicular.

O uso da placa falsa e a busca por “livre circulação”

Questionado sobre a origem e o propósito da placa falsificada, Marco Roberto da Silva admitiu aos policiais que foi ele quem providenciou a confecção e a colocação da identificação alusiva ao Poder Legislativo. A justificativa apresentada pelo chefe de gabinete para o uso da placa adulterada foi a de “desfrutar de livre circulação”. Ele alegou ainda que, na Grande São Paulo, seria uma prática relativamente comum o uso desse tipo de identificação veicular não oficial, buscando, presumivelmente, usufruir de vantagens ou evitar fiscalizações de trânsito. A declaração de Silva, se comprovada, aponta para uma percepção distorcida sobre o uso de prerrogativas oficiais e a legalidade das ações no ambiente público.

Implicações legais e os próximos passos da investigação

Tipificação do crime: adulteração de sinal identificador

Após a constatação da irregularidade, a Polícia Militar de Minas Gerais realizou consultas nos sistemas de placas dos estados de São Paulo e Minas Gerais, confirmando que a placa “001 – Poder Legislativo – Presidente” não possuía registro oficial nem cadastro nos órgãos de trânsito. Essa verificação é crucial, uma vez que veículos oficiais que utilizam placas especiais do Legislativo ou Executivo necessitam de registros e autorizações específicas, o que não era o caso da caminhonete conduzida por Marco Roberto da Silva.

Diante dos fatos, o delegado responsável pelo caso em Águas da Prata entendeu que houve a prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, previsto no artigo 311 do Código Penal. Este artigo tipifica a conduta de adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu reboque ou semirreboque, ou de qualquer de suas peças. A decisão pela prisão em flagrante foi fundamentada no fato de que a substituição da placa original por uma identificação não autorizada “compromete a fiscalização e atinge a fé pública”, elementos essenciais para a segurança e a ordem no tr trânsito e na sociedade.

Encaminhamento e inquérito policial

Imediatamente após a formalização da prisão, o chefe de gabinete do prefeito de Taboão da Serra foi encaminhado à Cadeia Pública da cidade de São João da Boa Vista, onde permaneceu à disposição da justiça. Paralelamente, a Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar detalhadamente a prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Este inquérito buscará coletar todas as provas e depoimentos necessários para a completa elucidação dos fatos e a responsabilização legal, caso a denúncia seja confirmada. A investigação deve apurar não apenas a autoria da adulteração, mas também as circunstâncias em que ela ocorreu e se há outros envolvidos na prática.

Perguntas frequentes

Quem é Marco Roberto da Silva?
Marco Roberto da Silva, conhecido como “Pastor”, é o chefe de gabinete do prefeito de Taboão da Serra, Daniel Plana Bogalho (União Brasil), com um salário mensal de R$ 15.500,00.

Qual foi o crime cometido?
Ele foi preso em flagrante por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crime previsto no artigo 311 do Código Penal.

Por que a placa era considerada falsa?
A placa preta com a inscrição “001 – Poder Legislativo – Presidente” não era oficial nem estava registrada nos órgãos de trânsito. O veículo era particular, e não oficial, e a placa original havia sido retirada.

Quais são as possíveis consequências legais para o chefe de gabinete?
Além da prisão em flagrante, ele enfrentará um inquérito policial. Se condenado pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, as penas podem incluir reclusão e multa, além de possíveis implicações administrativas em seu cargo público.

Para mais informações sobre este caso e atualizações da investigação, acompanhe os desdobramentos e a cobertura jornalística.

Fonte: https://g1.globo.com

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