Uma funcionária de buffet, Jennifer Rodrigues Monteiro, de 30 anos, sofreu queimaduras graves durante uma festa de carnaval no Clube de Campo de Mogi das Cruzes, na sexta-feira (13). O incidente, que envolveu um réchaud em chamas, deixou Jennifer com parte significativa do corpo queimada, gerando grande preocupação e um apelo urgente de sua família por tratamento adequado. Após dias de internação e intenso sofrimento, a vítima foi transferida nesta terça-feira (17) para a Santa Casa de São José dos Campos, uma unidade hospitalar reconhecida como referência no tratamento de queimados. A transferência ocorreu em meio à angústia da família, que relatava um atendimento inicial que consideravam superficial para a gravidade das lesões, em que a mulher queimada pedia por medicação mais forte para conter a dor excruciante.
O incidente no carnaval e a luta por atendimento
O trágico acidente que vitimou Jennifer Rodrigues Monteiro ocorreu durante a festa de carnaval “Abre Alas”, realizada no Salão Social “Wilson Cury” do Clube de Campo de Mogi das Cruzes. Jennifer, que trabalhava para o Perfil Buffet no evento, foi atingida por chamas provenientes de um réchaud – equipamento utilizado para manter alimentos aquecidos – que pegou fogo. O incidente não apenas feriu a funcionária, mas também atingiu alguns convidados que estavam próximos à estrutura no momento da explosão, embora com consequências menos graves. Uma testemunha ocular descreveu ter visto a funcionária manusear o equipamento, supostamente adicionando álcool, antes que as chamas irrompessem e a atingissem.
A cronologia dos fatos
O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (13). Jennifer foi prontamente socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, onde permaneceu internada nos dias seguintes. No entanto, a família da vítima expressou profunda insatisfação com o atendimento recebido na unidade hospitalar. Segundo Adriana Rodrigues, tia de Jennifer, sua sobrinha estava consciente e sentindo dores intensas, chegando a implorar por medicação mais forte que pudesse aliviar seu sofrimento. A família temia não apenas a intensidade da dor, mas também o risco iminente de infecção nas feridas, dada a natureza das queimaduras. A preocupação aumentou quando, na segunda-feira (16), Jennifer foi intubada e sedada, indicando uma piora em seu quadro ou a necessidade de intervenções mais complexas para gerenciar a dor e o tratamento.
O apelo da família e a luta por tratamento digno
Diante da percepção de um atendimento considerado “superficial” e da dor excruciante que Jennifer estava suportando, a família fez um apelo público por “tratamento digno”. A tia Adriana Rodrigues detalhou a angústia de sua sobrinha, que enviava mensagens pedindo alívio para as dores. “Ela não deveria estar sentindo toda essa dor acordada. No mínimo, teria que estar sedada”, desabafou a tia, ressaltando a urgência de uma assistência médica mais especializada. O temor de uma infecção, somado à intensidade das queimaduras, levou a família a buscar ativamente a transferência para um centro de referência em tratamento de queimados, visando garantir as melhores chances de recuperação para Jennifer.
O estado de saúde da vítima e a transferência especializada
Jennifer Rodrigues Monteiro sofreu queimaduras que, inicialmente, foram classificadas pela Santa Casa de Mogi das Cruzes como atingindo 31,5% de seu corpo. Contudo, a família contesta esse percentual, afirmando que a área afetada seria “muito maior”, abrangendo grande parte de seu corpo, com exceção das nádegas, costas e rosto. A discrepância nos números ressalta a gravidade da situação e a incerteza inicial sobre a extensão real das lesões. Independentemente do percentual exato, a complexidade das queimaduras exigiu cuidados médicos altamente especializados, que foram buscados incansavelmente pela família.
Detalhes das queimaduras e controvérsias
As queimaduras de Jennifer Rodrigues Monteiro são consideradas de alto grau e profundidade, demandando procedimentos complexos e um ambiente hospitalar com recursos específicos para o tratamento de pacientes queimados. A Santa Casa de São José dos Campos é uma dessas instituições, equipada para lidar com a recuperação, prevenção de infecções e, eventualmente, cirurgias reparadoras e enxertos de pele. A controvérsia sobre a porcentagem do corpo queimado levanta questões sobre a avaliação inicial e a necessidade de uma análise mais aprofundada por equipes especializadas, algo que a transferência para o novo hospital pode proporcionar. A condição de Jennifer, que passou de consciente e com dor intensa para entubada e sedada, demonstra a volatilidade e a gravidade de seu estado de saúde, exigindo vigilância constante e intervenções médicas de alta complexidade.
A importância da transferência para São José dos Campos
A transferência de Jennifer para a Santa Casa de São José dos Campos, uma referência no tratamento de queimados, representa um passo crucial em sua jornada de recuperação. Unidades especializadas como essa possuem equipes multidisciplinares treinadas especificamente para o manejo de pacientes com queimaduras graves, incluindo cirurgiões plásticos, infectologistas, fisioterapeutas e psicólogos. Além disso, contam com infraestrutura adequada, como leitos com controle de temperatura e ambientes estéreis, essenciais para prevenir complicações como infecções, que são a principal causa de mortalidade em pacientes queimados. A Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) designou a transferência, evidenciando o reconhecimento da necessidade de cuidados mais especializados do que os que poderiam ser oferecidos na unidade de Mogi das Cruzes. O estado de saúde da paciente foi considerado estável no momento da transferência, permitindo o deslocamento em segurança.
As versões dos envolvidos: buffet e clube
Após o incidente, tanto o Perfil Buffet, empresa para a qual Jennifer trabalhava, quanto o Clube de Campo de Mogi das Cruzes emitiram notas oficiais prestando esclarecimentos e detalhando suas ações. As declarações, embora lamentando o ocorrido, apresentaram diferentes perspectivas sobre a causa e as consequências do evento.
O posicionamento do Perfil Buffet
O Perfil Buffet, em nota divulgada nas redes sociais, afirmou que o ocorrido foi um “incidente pontual em uma das etapas operacionais da cozinha, ocasionado por uma troca indevida de insumos”. A empresa declarou que três pessoas, incluindo Jennifer, foram prontamente atendidas no local e que “felizmente, passam bem”. Esta última afirmação gerou controvérsia, dada a gravidade do estado de Jennifer e o apelo de sua família. O buffet garantiu que a colaboradora recebeu “toda a assistência necessária e segue acompanhada pela equipe responsável”. A nota também reforça que a segurança é uma prioridade absoluta para a empresa, que atua com “protocolos rigorosos, equipe treinada e processos estruturados”. O Perfil Buffet classificou o episódio como isolado e informou que medidas para revisão de procedimentos internos já estão sendo adotadas para evitar situações semelhantes.
A declaração do Clube de Campo de Mogi das Cruzes
O Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC), por sua vez, informou que durante o evento “ocorreu uma combustão inesperada no momento da reposição de um réchaud”, atingindo Jennifer e alguns convidados próximos. A diretoria executiva do CCMC afirmou que os envolvidos foram prontamente atendidos e encaminhados para avaliação médica, e que todos seguiam em recuperação. A nota ressaltou que o clube permanece acompanhando o caso e em contato com as pessoas atingidas, classificando o incidente como “isolado”. O CCMC também destacou que todas as medidas de segurança inerentes a eventos são rigorosamente adotadas pela instituição.
O relato da testemunha
Uma pessoa que estava presente na festa e presenciou o acidente forneceu um relato que oferece uma perspectiva adicional sobre como o incidente se desencadeou. Segundo a testemunha, o fogo começou no momento em que a funcionária (identificada como Jennifer) jogou álcool no réchaud. “Pegou fogo, ela se incendiou e começou a correr atrás de mim”, relatou, descrevendo a cena caótica. O réchaud, para contexto, é um recipiente que mantém alimentos aquecidos, geralmente usando uma chama a álcool ou gel combustível na parte inferior, e é comum em buffets. O uso inadequado de combustíveis ou a reposição durante o funcionamento podem ser extremamente perigosos e levar a acidentes como o ocorrido.
Perguntas frequentes
Quem é Jennifer Rodrigues Monteiro e o que aconteceu com ela?
Jennifer Rodrigues Monteiro, de 30 anos, é uma funcionária de buffet que sofreu queimaduras graves durante um incidente com um réchaud em uma festa de carnaval no Clube de Campo de Mogi das Cruzes, na sexta-feira (13). Ela foi atingida por chamas e necessitou de atendimento médico especializado.
Qual era o estado de saúde de Jennifer antes da transferência?
Jennifer estava internada na Santa Casa de Mogi das Cruzes, consciente, mas sentindo dores intensas e implorando por medicação mais forte. Sua família relatou preocupação com a superficialidade do atendimento. Posteriormente, ela foi intubada e sedada, e seu estado foi considerado estável para a transferência para São José dos Campos.
Qual a posição das empresas envolvidas no acidente?
O Perfil Buffet, empregador de Jennifer, atribuiu o incidente a uma “troca indevida de insumos” e afirmou ter prestado assistência. O Clube de Campo de Mogi das Cruzes descreveu o ocorrido como uma “combustão inesperada” durante a reposição do réchaud, garantindo o acompanhamento dos feridos e a observância de protocolos de segurança.
O que é um réchaud e como ele pode ter causado o incêndio?
Um réchaud é um aquecedor de alimentos comumente usado em buffets, que utiliza uma fonte de calor (como álcool ou gel combustível) na parte inferior para manter a comida aquecida. O incêndio pode ter sido causado por manuseio inadequado do combustível, reposição enquanto o equipamento estava aceso ou falha no dispositivo, conforme apontado por testemunhas e pelas notas das empresas.
O futuro do caso e a busca por recuperação
O incidente que feriu Jennifer Rodrigues Monteiro em Mogi das Cruzes é um lembrete dramático dos riscos envolvidos em eventos públicos e da importância vital da segurança em todas as operações. Enquanto Jennifer se recupera sob cuidados especializados na Santa Casa de São José dos Campos, a expectativa é que ela receba o melhor tratamento possível para suas extensas queimaduras. O caso também levanta questões importantes sobre a responsabilidade dos organizadores e fornecedores em garantir a segurança de seus colaboradores e convidados. A família de Jennifer, incansável em sua busca por justiça e tratamento digno, continuará a acompanhar de perto cada etapa da recuperação, esperando que Jennifer possa superar este trauma e ter uma vida plena novamente.
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Fonte: https://g1.globo.com
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