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Brasileira em Milão enfrenta frio extremo e muda sua rotina

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Uma onda de frio extremo tem castigado grande parte da Europa nos últimos dias, levando temperaturas a níveis críticos e forçando milhões de pessoas a adaptarem suas rotinas. Em Milão, na Itália, os termômetros chegaram a marcar -5°C, impactando significativamente o cotidiano da brasileira Mariana Nice Adriano Silva, de 34 anos, que reside na cidade há oito anos. Apesar do tempo de vivência, Mariana revela que a intensidade do gelo é difícil de suportar, fazendo com que “você sente realmente o frio dentro dos ossos”. A situação tem exigido medidas preventivas e mudanças de hábitos para enfrentar as condições climáticas severas que se alastram pelo continente, alterando desde a forma de se vestir até as atividades de lazer e os deslocamentos diários.

A onda de frio extremo na Europa: um cenário desafiador

Origem e abrangência do fenômeno

A atual onda de baixas temperaturas que assola a Europa está intrinsecamente ligada à tempestade Goretti, um sistema meteorológico que se intensificou rapidamente. Essa tempestade foi responsável por espalhar neve, gelo e ventos fortes por vastas regiões do continente, afetando uma multiplicidade de países. De acordo Essa massa de ar tem permanecido sobre a Europa por vários dias consecutivos, o que explica a persistência do frio e as temperaturas anormalmente baixas para a época. Cidades e regiões que geralmente experimentam invernos mais amenos estão agora enfrentando um rigor sem precedentes, com registros de nevões contínuos e camadas de gelo que complicam o dia a dia.

Impactos generalizados no continente

Os efeitos do frio extremo são sentidos em diversas nações europeias, com transtornos significativos que afetam a infraestrutura e os serviços públicos. Países como Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Irlanda e várias regiões dos Bálcãs têm reportado interrupções. O transporte, em particular, sofreu severos impactos: voos foram cancelados ou atrasados, serviços ferroviários foram suspensos ou operaram com grandes dificuldades, e as estradas ficaram perigosas devido ao acúmulo de neve e gelo, resultando em bloqueios e acidentes. Além dos problemas de mobilidade, houve relatos de cortes de energia em algumas áreas, deixando residências e comércios sem aquecimento e iluminação em meio às temperaturas congelantes. A suspensão de outros serviços essenciais também se tornou uma realidade em localidades mais atingidas, evidenciando a extensão da perturbação causada por este fenômeno climático.

A adaptação em Milão: o relato de uma brasileira

O desafio das baixas temperaturas no dia a dia

Para Mariana Nice Adriano Silva, que é natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e acostumada a um clima predominantemente quente, a adaptação ao inverno milanês é um desafio constante, mesmo após oito anos morando na Itália. Ela enfatiza que a combinação do frio com a umidade característica de Milão amplifica a sensação térmica, tornando-a ainda mais penetrante. A necessidade de vestimentas adequadas transformou-se em uma prioridade absoluta. Sair de casa sem camadas de roupa térmica, casacos pesados e uma série de acessórios de inverno, como gorros, luvas e cachecóis, é simplesmente inviável. Mariana destaca que este ano está notavelmente mais frio em comparação com o ano anterior, o que intensifica a dificuldade de realizar tarefas cotidianas e manter o mínimo de conforto ao se aventurar fora de casa. A persistência do frio exige uma vigilância constante e um preparo meticuloso para qualquer saída.

Hábitos e conforto: do lazer ao lar

As baixas temperaturas não alteraram apenas a vestimenta, mas também os hábitos de lazer e as interações sociais. Os passeios ao ar livre, que em épocas mais amenas são comuns e agradáveis, foram drasticamente reduzidos. A população de Milão, incluindo Mariana, tem optado por frequentar bares e restaurantes exclusivamente em áreas internas, onde o aquecimento proporciona um refúgio do frio cortante. A tentativa de estender a temporada de mesas ao ar livre com aquecedores e cobertores já não surte efeito; a intensidade do frio torna impossível permanecer do lado de fora.

Dentro de casa, a situação não é menos desafiadora. O aquecedor, que antes poderia ser ligado por períodos específicos, agora permanece acionado durante quase todo o dia na tentativa de manter o ambiente aquecido. No entanto, mesmo com o aquecimento constante, Mariana relata que ainda é preciso usar roupas de frio e cobertores adicionais para conseguir se sentir confortável. A batalha contra o frio começa cedo, logo nas primeiras horas do dia, quando as temperaturas negativas durante a madrugada formam uma camada de gelo nos carros, especialmente nos vidros. Antes, bastava entrar no veículo e sair; agora, a rotina matinal inclui a tarefa de limpar o para-brisa congelado, um processo que consome tempo e exige paciência antes de iniciar o deslocamento. Embora Milão não tenha registrado neve abundante este ano, a presença frequente de gelo é um lembrete constante da severidade do inverno.

O confronto com o clima gelado

A sensação de frio intenso não é exclusividade da brasileira. Mariana compartilha que seus amigos italianos também comentam sobre o rigor deste inverno, percebendo-o como mais intenso do que em anos anteriores. Particularmente na região de Milão, onde o frio costuma ser um pouco menos agressivo do que em cidades situadas mais ao norte do país, a percepção é de que as condições estão excepcionalmente severas. Para alguém acostumada ao calor de Ribeirão Preto, a persistência desse frio, que “atinge os ossos”, continua sendo um desafio significativo. Mesmo após quase nove anos vivendo na Itália, a completa adaptação a essas condições climáticas extremas ainda não ocorreu, fazendo com que cada inverno seja uma nova prova de resiliência e paciência diante da natureza implacável.

Persistência e resiliência diante do inverno rigoroso

A onda de frio extremo na Europa, impulsionada pela tempestade Goretti e uma massa de ar polar, transformou o cotidiano de milhões, evidenciando a vulnerabilidade das sociedades frente a fenômenos climáticos severos. O relato de Mariana Nice Adriano Silva em Milão ilustra as profundas mudanças que uma simples queda de temperatura pode acarretar na vida pessoal, social e doméstica. Desde a escolha da vestimenta até a forma de interagir com a cidade e com o próprio lar, a adaptabilidade se torna uma palavra-chave. Enquanto a Europa se esforça para mitigar os impactos no transporte e nos serviços, indivíduos como Mariana buscam estratégias diárias para enfrentar o desconforto e manter a rotina. A experiência de um inverno que se sente “dentro dos ossos” ressalta a importância da preparação e da solidariedade em um continente que, mesmo com toda a infraestrutura, ainda se vê desafiado pela força da natureza.

Perguntas frequentes

Qual foi a causa principal da onda de frio extremo na Europa?
A onda de frio extremo está ligada à tempestade Goretti, que se intensificou rapidamente e facilitou a entrada de uma intensa massa de ar polar, mantendo as temperaturas baixas por um período prolongado.

Quais países foram mais afetados por essa onda de frio?
Diversos países europeus sentiram os impactos, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Irlanda e regiões dos Bálcãs, além da Itália.

Como o frio extremo impactou a rotina diária de Mariana em Milão?
Mariana precisou usar roupas térmicas e casacos pesados, reduziu passeios ao ar livre, frequentou apenas áreas internas de estabelecimentos, enfrentou gelo nos carros pela manhã e manteve o aquecedor ligado em casa quase o dia todo.

Este inverno na Europa é considerado mais rigoroso que os anteriores?
Sim, tanto Mariana quanto seus amigos italianos em Milão percebem este inverno como mais rigoroso do que os anos anteriores, especialmente na região onde o frio geralmente é menos intenso.

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Fonte: https://g1.globo.com

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