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Astros e cartas: demanda por orientações místicas dispara no fim de ano

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Com a chegada de um novo ano, a busca por rituais e costumes que prometem sorte e prosperidade se intensifica no Brasil. Usar branco, pular as sete ondinhas, consumir lentilha ou uvas na virada, e soprar canela no primeiro dia do mês são práticas largamente difundidas. No entanto, o desejo de iniciar um novo ciclo com energias renovadas, encontrar equilíbrio na vida pessoal e obter um vislumbre dos próximos passos tem impulsionado um crescimento notável no mercado místico. Especialistas em leitura do ano, tarô e astrologia relatam um aumento significativo na procura por seus serviços, oferecendo orientações e previsões para o período que se aproxima. Em cidades como Bauru, no interior de São Paulo, a demanda chega a crescer entre 30% e 80% em comparação com outras épocas do ano, conforme observado por profissionais da área.

A ascensão do mercado místico na virada do ano

A transição de um ano para o outro historicamente carrega consigo um forte simbolismo de renovação e esperança. É nesse período que muitas pessoas buscam não apenas manter antigas superstições, mas também se aprofundar em ferramentas de autoconhecimento e previsão. O fenômeno do aumento na procura por serviços como a astrologia e o tarô é um reflexo direto dessa necessidade humana de compreender o futuro e se preparar para os desafios e oportunidades que virão. Profissionais do setor observam que a virada do ano atua como um catalisador para essa busca, com indivíduos procurando um norte para suas decisões e projetos pessoais e profissionais.

Tradições e anseios por um novo ciclo

Os rituais populares de Ano Novo, como vestir branco ou fazer simpatias com alimentos específicos, são manifestações coletivas do otimismo e da crença em um recomeço. Eles representam a tentativa de atrair boas energias e afastar o que não serve mais. Paralelamente a essas tradições, a procura por especialistas em leitura de astros e cartas oferece uma camada mais profunda de análise e orientação. Pessoas buscam nesses profissionais uma espécie de “manual” para o ano que se inicia, esperando insights que as ajudem a tomar decisões mais conscientes e a navegar com mais confiança pelas incertezas da vida. A sensação de virar uma página e a esperança de que “tudo vai ser diferente” são motores poderosos para essa busca por apoio e sabedoria mística.

A ciência dos astros: desvendando a astrologia

A astrologia, frequentemente mal compreendida como mera adivinhação, é na verdade uma linguagem milenar baseada em complexos cálculos matemáticos e uma vasta simbologia. A astróloga Meire Oliveira, que aprofundou seus estudos na Faculdade de Estudos Astrológicos em Oxford, explica que seu interesse na área surgiu há quase uma década, após uma experiência decepcionante com uma leitura de mapa astral. Essa insatisfação a impulsionou a entender mais profundamente a disciplina, que hoje é sua única fonte de renda.

Meire esclarece que a astrologia não exige crença, pois não é misticismo, mas uma linguagem antiga. O astrólogo atua como um tradutor, interpretando um sistema que envolve matemática, mitologia, história e astronomia. Ela enfatiza: “Não é adivinhação, é puro cálculo”. Os atendimentos da astróloga são mais intensos no final do ano, com clientes buscando previsões e orientações para o novo ciclo. Para ela, a leitura anual é como um “trailer”, que permite entender o tom e as principais influências do ano pessoal de cada um, com base no mapa astral.

O mapa astral como guia

O mapa astral é uma representação gráfica do céu no momento exato do nascimento de uma pessoa. É uma fotografia única que revela as posições dos planetas, signos e casas astrológicas, oferecendo um panorama detalhado da personalidade, talentos, desafios e formas de se relacionar com o mundo. Meire Oliveira compara o mapa astral a um “manual de instruções” individual, capaz de desvendar características e comportamentos. Ele não prevê o futuro de forma determinística, mas aponta tendências e potenciais, permitindo que o indivíduo utilize o autoconhecimento para fazer escolhas mais alinhadas com sua essência e propósitos.

As cartas do destino: o tarô como ferramenta de autoconhecimento

O tarô, um baralho composto por 78 cartas, tem se consolidado como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento e orientação. A taróloga e terapeuta alternativa Mariana Barros, também de Bauru, confirma a tendência de aumento na procura por leituras de cartas no fim do ano. Segundo ela, esse período é marcado por uma “sensação de esperança” e a vontade de “virar uma página”, o que leva as pessoas a buscar clareza e direção.

O interesse de Mariana pelo tarô começou por influência familiar e se aprofundou como uma ferramenta de autoconhecimento em um período pessoal desafiador. Apesar de sua formação profissional em enfermagem, ela mantém o tarô como uma atividade paralela, buscando um equilíbrio entre ambas as áreas. Mariana enfatiza que sua abordagem com as cartas não visa a exploração financeira, mas sim uma ajuda mútua. Ela descreve seu trabalho como a “venda de plenitude”, onde o objetivo é que as pessoas se encontrem em suas jornadas, promovendo uma “mudança de pensamento” em vez de transformações radicais externas.

A perspectiva da taróloga

Para Mariana Barros, um atendimento de tarô vai muito além de uma simples leitura de cartas. Ela vê cada sessão como uma oportunidade de facilitar a reflexão e o empoderamento pessoal. O baralho serve como um espelho, refletindo as questões internas do consulente e oferecendo novas perspectivas para desafios e dilemas. Em vez de ditar o futuro, Mariana utiliza o tarô para ajudar as pessoas a acessar sua própria sabedoria interior, a desenvolver a autoconsciência e a encontrar caminhos para superar obstáculos. É um processo colaborativo, focado na construção de uma mentalidade mais positiva e proativa diante da vida.

Previsões e orientações para 2026

A astróloga Meire Oliveira oferece um panorama das principais influências astrológicas para 2026, que promete ser um ano de grande dinamismo. A regência de Marte e a forte presença do elemento Fogo indicam um período marcado por impulso e iniciativa, favorável ao início de novos ciclos e ao plantio de projetos.

Energia de ação e transformação

Com Marte regendo o ano, a energia predominante será de ação e movimento. Haverá um estímulo para tomar a frente e iniciar projetos. O elemento Fogo reforça essa tendência, injetando paixão e entusiasmo nas empreitadas. Contudo, Meire alerta para o risco de dispersão, recomendando foco no essencial e evitando abrir frentes de trabalho que possam ficar incompletas. Fevereiro trará um evento significativo: um Eclipse em Aquário, que atuará como um “chamado para o novo”. Esse período tende a intensificar incômodos atuais, forçando transformações e revoluções necessárias tanto no âmbito pessoal quanto coletivo, encorajando a romper com o que não serve mais.

O chamado para o equilíbrio

Devido à intensidade da energia de 2026, a astróloga destaca a fundamental importância de buscar relaxamento e cuidar da saúde mental. A paixão e o impulso para a ação podem levar ao esgotamento se não houver um contraponto de autocuidado. O objetivo principal é garantir que os movimentos e as iniciativas acompanhem o ritmo pessoal, evitando sucumbir às pressões externas. Encontrar o equilíbrio entre a ação e o descanso será crucial para aproveitar as energias do ano de forma produtiva e saudável, consolidando as transformações de maneira sustentável.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que é o mapa astral e como ele pode auxiliar?
O mapa astral é uma representação única do céu no momento exato do seu nascimento. Ele funciona como um “manual de instruções” pessoal, revelando características de personalidade, talentos, desafios e a forma como você se relaciona com o mundo, auxiliando no autoconhecimento e na tomada de decisões alinhadas com sua essência.

2. A astrologia é considerada adivinhação?
Não, segundo especialistas como a astróloga Meire Oliveira. A astrologia é definida como uma linguagem antiga, baseada em cálculos complexos que envolvem matemática, mitologia, história e astronomia. Não é uma crença ou misticismo, mas uma ferramenta de interpretação de tendências e potenciais, e não de previsão determinística do futuro.

3. Qual o papel do tarô na busca por autoconhecimento?
O tarô é um baralho de 78 cartas utilizado como uma ferramenta de reflexão, orientação e autoconhecimento. A taróloga Mariana Barros explica que ele ajuda as pessoas a encontrarem plenitude em suas vidas, estimulando uma mudança de pensamento e proporcionando insights sobre questões pessoais, em vez de oferecer respostas prontas sobre o futuro.

4. Por que a demanda por serviços místicos aumenta no final do ano?
O final do ano é um período de balanço e planejamento para o novo ciclo. A busca por esses serviços é impulsionada pelo desejo de renovar energias, alcançar equilíbrio, obter previsões e orientações para o futuro, e pela sensação de esperança de que um novo ano trará transformações positivas.

Para aprofundar seu entendimento sobre esses temas ou buscar orientação para o próximo ciclo, explore as diversas abordagens oferecidas pelo mercado místico e encontre a que melhor ressoa com suas necessidades.

Fonte: https://g1.globo.com

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