Um levantamento recente revelou que aproximadamente 60% dos participantes do Bolsa Família, de dez anos atrás, não fazem mais parte do programa de assistência social. O estudo, divulgado nesta sexta-feira, aponta que a maioria desses ex-beneficiários eram adolescentes em 2014.
Os dados indicam que, a cada dez jovens com idade entre 15 e 17 anos que recebiam o benefício, sete deixaram o programa sem necessitar da transferência de renda. Entre esses, 28% possuíam um vínculo formal de emprego dez anos após o início do estudo, e mais da metade havia saído do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
De acordo com os autores do estudo, o Bolsa Família exerce um papel crucial não apenas no alívio imediato da pobreza, mas também como um impulsionador da mobilidade social. Eles destacam as condicionalidades do programa, como a exigência de manter as crianças na escola, a vacinação em dia e a realização de exames pré-natais, como fatores que contribuem para essa mobilidade.
A pesquisa também ressalta uma aceleração na saída de beneficiários com a reformulação do programa em 2023. Quase um terço dos que ingressaram no Novo Bolsa Família no ano passado já não estavam mais recebendo o benefício em outubro deste ano.
Em um período de pouco mais de dois anos e meio, a entrada mensal de famílias no programa, estimada em cerca de 359 mil, ficou abaixo da saída, que atingiu a média de 447 mil famílias por mês.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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