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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Receita Federal Bate Recordes Históricos e Supera R$ 239 Bilhões em Setembro

A arrecadação federal brasileira alcançou um novo patamar de recorde em setembro, superando a marca de R$ 239,4 bilhões. Este valor representa um crescimento real de 5,62% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, indicando uma expansão da atividade econômica acima da inflação. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal, reforçam uma tendência de alta robusta nas finanças públicas.

Desempenho Excepcional no Mês e no Acumulado do Ano

O resultado de setembro não foi um caso isolado. No acumulado até o nono mês do ano, a arrecadação federal já soma mais de R$ 2,35 trilhões, registrando um aumento real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tanto para o mês de setembro quanto para o total acumulado, este foi o melhor desempenho já registrado desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, consolidando um período de forte entrada de recursos nos cofres públicos.

Tributos que Impulsionaram o Crescimento

Segundo Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise da Receita, o significativo incremento na arrecadação decorre principalmente do aumento em diversas frentes tributárias. Destacam-se o crescimento da contribuição previdenciária e do PIS/Cofins, que figuram entre os principais motores dessa elevação. Além disso, o imposto de renda retido na fonte, tanto sobre aplicações financeiras quanto sobre rendimentos de pessoas jurídicas (IRPJ e CSLL), contribuiu fortemente para o resultado positivo.

O bom desempenho do IRPJ e da CSLL é atribuído, em grande parte, aos ajustes referentes ao balanço trimestral e ao lucro presumido das empresas. A Receita também observou que a arrecadação da fonte 'capital', que incide sobre rendimentos financeiros, foi particularmente influenciada pela taxa Selic. A alta da taxa básica de juros afeta a remuneração de títulos e, consequentemente, a incidência de tributos no momento do resgate ou da apuração dos ganhos.

O Impacto do Imposto de Exportação sobre Petróleo Bruto

Um elemento notável que impulsionou os resultados foi a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo. Somente em setembro, esse tributo gerou mais de R$ 2,9 bilhões em receita. No acumulado do ano, a contribuição dessa fonte já ultrapassou os R$ 12 bilhões, evidenciando sua relevância na composição da receita federal em um cenário de preços globais de commodities e volume de exportação.

Compreendendo a Arrecadação Federal

A arrecadação federal representa o volume total de recursos financeiros que o Governo Federal obtém por meio de tributos pagos pela população e pelas empresas. Esses valores são essenciais para financiar uma vasta gama de serviços públicos, investimentos em infraestrutura e programas sociais, sendo o motor que mantém o funcionamento do Estado e impulsiona o desenvolvimento do país. A performance da arrecadação é, portanto, um importante termômetro da saúde econômica nacional e da capacidade do governo de honrar seus compromissos e planejar futuras políticas.

Os recordes de arrecadação observados em setembro e no acumulado do ano são um sinal positivo de dinamismo econômico. Ao superar as expectativas e os índices históricos, o país demonstra uma resiliência fiscal que, se bem gerida, pode fortalecer a capacidade de investimento e a estabilidade das finanças públicas no médio e longo prazo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br