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Violência doméstica em Garça: Homem preso por ameaçar família com faca

ANUNCIO COTIA/LATERAL

Um homem foi detido em Garça, interior de São Paulo, na última quinta-feira, após um grave episódio de violência doméstica e ameaças contra sua própria família. As vítimas, sua mãe, irmã e cunhada, buscaram auxílio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, reportando que o agressor as havia coagido e ameaçado de morte com uma faca. O caso, que evidencia a persistência da violência doméstica no ambiente familiar, levou à prisão em flagrante do suspeito, cujas ações provocaram medo e insegurança intensos. A investigação revelou um histórico preocupante de agressividade por parte do indivíduo, reforçando a gravidade da situação e a necessidade urgente de intervenção policial para garantir a segurança das mulheres envolvidas.

A escalada do medo e a busca por socorro

O incidente que culminou na prisão do agressor em Garça teve seu desfecho quando as vítimas, impulsionadas pelo terror e pela iminência do perigo, decidiram romper o ciclo de silêncio e buscar ajuda policial. Na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Garça, elas relataram em detalhes as ameaças sofridas, descrevendo a forma como o homem as havia coagido, brandindo uma faca e prometendo tirar suas vidas. O boletim de ocorrência lavrado documenta a angústia e o pavor vivenciados pelas três mulheres, que viam suas vidas em risco constante dentro de sua própria casa.

O relato das vítimas à polícia não se limitou apenas ao incidente daquele dia. Elas trouxeram à tona uma realidade assustadora e prolongada de medo. Revelaram que o receio de serem assassinadas as levava a tomar medidas extremas de proteção individual, como a instalação de cadeados nas portas dos quartos onde dormiam. Essa prática, que deveria ser impensável em um lar, tornou-se uma rotina para garantir um mínimo de segurança durante a noite. Além disso, as mulheres confessaram que evitavam consumir alimentos preparados na residência por um temor profundo de envenenamento, uma denúncia que sublinha a extensão da desconfiança e do terror psicológico imposto pelo agressor. A atmosfera de hostilidade era tão intensa que até os momentos mais básicos da vida cotidiana, como alimentação e descanso, eram permeados pela ameaça constante e pela vigilância.

O histórico de violência e a intervenção policial

A ficha criminal do agressor revelou um padrão preocupante de comportamento violento, adicionando uma camada de gravidade ao recente incidente. De acordo com as informações policiais, o homem já possuía um histórico anterior de tentativa de homicídio contra sua própria mãe, um evento que remonta a 2018. Após essa agressão pretérita, ele chegou a ser internado em um Hospital de Custódia, uma instituição destinada a indivíduos que cometeram crimes e necessitam de tratamento psiquiátrico. Este dado é crucial, pois sugere a existência de questões de saúde mental subjacentes ou uma propensão acentuada à violência, que não foi efetivamente contida após a primeira intervenção.

A prisão em flagrante do suspeito ocorreu após a intervenção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que foi acionado devido ao estado de exaltação e agressividade do indivíduo. Ele foi levado à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) para avaliação, dado seu comportamento alterado, antes de ser formalmente conduzido à delegacia. Na sequência, foi autuado pelos crimes de ameaça, violência doméstica e familiar, e perturbação de sossego. A prisão em flagrante foi rapidamente convertida em prisão preventiva pela justiça, o que significa que o agressor permanecerá detido por tempo indeterminado, aguardando o desenrolar do processo judicial. Esta medida visa proteger as vítimas e assegurar que o agressor não retorne ao lar para novas investidas. A investigação também revelou suspeitas de maus-tratos contra animais, um detalhe que reforça o perfil de um indivíduo com tendências agressivas disseminadas, expandindo a preocupação sobre seu comportamento além do círculo familiar imediato.

A importância da Delegacia de Defesa da Mulher e o combate à violência

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) desempenha um papel fundamental em casos como este. Especializada no atendimento a mulheres vítimas de violência, a DDM oferece não apenas o registro de ocorrências, mas também acolhimento, orientação e encaminhamento para serviços de proteção. A decisão das vítimas de Garça de procurar a DDM foi um passo crucial para romper o ciclo de violência e garantir a segurança de suas vidas.

Este caso de Garça serve como um alerta para a persistência da violência doméstica e familiar, um problema social complexo que exige a atenção e a ação de toda a sociedade. A coragem das vítimas em denunciar é um exemplo para muitas outras que vivem em situações semelhantes. A intervenção rápida da polícia e a atuação da justiça, convertendo a prisão em flagrante em preventiva, são passos essenciais para garantir que os agressores sejam responsabilizados por seus atos e que as vítimas possam ter a chance de reconstruir suas vidas em segurança. O combate à violência doméstica requer um esforço contínuo, envolvendo políticas públicas eficazes, educação, e o fortalecimento das redes de apoio às vítimas, para que cada vez mais mulheres e famílias possam se libertar do medo e da opressão.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é violência doméstica e familiar?
É qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial no âmbito da unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto.

O que fazer em caso de ameaça ou violência doméstica?
É fundamental denunciar. Você pode procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), qualquer delegacia de polícia, ligar para o 190 (Polícia Militar) ou o 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em casos de risco iminente, ligue para o 190.

O que significa a conversão da prisão em flagrante para preventiva?
A prisão em flagrante ocorre no momento da infração ou logo após. A conversão para prisão preventiva significa que o juiz, após analisar o caso, determina que o agressor permaneça preso por tempo indeterminado para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, especialmente para proteger as vítimas de novas agressões.

Para mais informações sobre como denunciar e obter ajuda em casos de violência doméstica, procure a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima ou ligue para o número 180. Sua segurança é prioridade.

Fonte: https://g1.globo.com

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