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Terceiro envolvido em estupro coletivo de adolescente no Rio se entrega

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A investigação sobre o grave estupro coletivo de adolescente no Rio de Janeiro avança com a rendição do terceiro foragido. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, se entregou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, acompanhado de seu advogado. O jovem é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin, que foi exonerado do cargo após a repercussão do caso. A família Simonin é proprietária do apartamento de temporada em Copacabana onde o crime hediondo, que chocou o país, foi cometido. A expectativa agora recai sobre a entrega de outro envolvido, enquanto as autoridades buscam consolidar todas as provas e depoimentos.

A entrega do suspeito e os desdobramentos da investigação

A manhã desta quarta-feira marcou um ponto crucial na investigação do estupro coletivo que vitimou uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, o terceiro foragido do caso, compareceu espontaneamente à Polícia Civil. Sua entrega, acompanhada pelo advogado, ocorre em meio a um crescente clamor público por justiça e a intensificação das buscas. A relevância da prisão de Simonin reside não apenas em sua participação no crime, mas também em sua ligação familiar com José Carlos Simonin, que ocupava o cargo de subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo fluminense.

O caso de Copacabana e a participação dos envolvidos

O apartamento onde o crime ocorreu, em um bairro nobre da Zona Sul carioca, pertence à família de Vitor Hugo Oliveira Simonin. As imagens de segurança do edifício, que mostram os jovens envolvidos, tornaram-se parte fundamental do inquérito policial, fornecendo evidências que incriminaram os suspeitos. As autoridades identificaram cinco homens como participantes do crime, sendo um deles menor de 18 anos. Contra este último, por força da lei, não há mandado de prisão, mas ele responde por ato infracional análogo ao crime de estupro.

Os demais, incluindo Vitor Hugo, são réus pelo crime de estupro, que ganha a agravante de a vítima ser menor de idade. Além disso, todos respondem por cárcere privado. Antes da entrega de Vitor Hugo, dois outros envolvidos já haviam sido detidos e encaminhados ao sistema prisional na terça-feira. A investigação agora volta suas atenções para Bruno Felipe dos Santos Allegretti, o quarto jovem que participou do crime e contra quem há um mandado de prisão. Há expectativa de que ele também se entregue às autoridades nas próximas horas, indicando que tratativas já estão em andamento com seus advogados.

Novas denúncias e o padrão de violência

A visibilidade do caso de Copacabana e a postura combativa das autoridades policiais tiveram um efeito encorajador, levando outras vítimas a quebrarem o silêncio. A divulgação dos detalhes do estupro coletivo impulsionou mulheres que teriam sido vítimas de crimes similares por parte de um dos envolvidos a procurarem a polícia para denunciar.

Outros inquéritos contra Vitor Hugo

Nesse contexto, Vitor Hugo Oliveira Simonin, que era aluno do tradicional Colégio Pedro II, é agora alvo de uma nova investigação. Ele é suspeito de ter cometido um estupro contra outra aluna da mesma instituição de ensino, em outubro do ano passado. Esse novo caso foi revelado pelo delegado Ângelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP), após a mãe da jovem prestar depoimento. O incidente teria ocorrido durante uma festa.

A Polícia Civil confirmou que, ao tomarem conhecimento da repercussão do caso de Copacabana, outras potenciais vítimas se sentiram seguras para relatar experiências de violência. Como resultado, dois novos inquéritos foram abertos para apurar as denúncias adicionais contra os envolvidos, demonstrando um padrão preocupante de comportamento e a complexidade das investigações em curso.

A dinâmica do crime e o alerta das autoridades

A reconstituição dos fatos que culminaram no estupro coletivo em Copacabana revela um modus operandi premeditado e a completa desconsideração pela vontade da vítima. Em janeiro, a adolescente de 17 anos recebeu um convite de um colega da escola para ir à casa de um amigo. O que parecia ser um encontro social inocente rapidamente se transformou em um cenário de horror e violência.

O convite, a recusa e a violência

Ao chegar ao apartamento, o adolescente que a convidou insinuou que fariam “algo diferente”. A recusa categórica da jovem, expressa repetidamente, foi ignorada de forma brutal. Ela foi então trancada no quarto e submetida à violência sexual. A narrativa da vítima, corroborada pelas investigações, destaca a ausência total de consentimento e a imposição da força.

Em entrevista à imprensa, o delegado Ângelo Lages da 12ª DP fez um apelo veemente à sociedade, especialmente aos jovens, sobre a importância do respeito mútuo nas relações. Ele enfatizou que a linha entre o consentimento e o crime é clara e inegociável: “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental.” Lages ressaltou que a vítima do primeiro caso deixou explícito, em diversos momentos, que não se relacionaria com mais ninguém além do adolescente que a convidara, tornando sua vontade inequívoca e ignorada pelos agressores. A mensagem das autoridades é um reforço crucial sobre a educação sexual e o respeito aos limites do outro, pilares para a prevenção de crimes de violência sexual.

As implicações e a busca por justiça

A entrega do terceiro envolvido no caso do estupro coletivo em Copacabana representa um avanço significativo nas investigações, reforçando o compromisso das autoridades em combater a violência sexual. A prisão de Vitor Hugo Oliveira Simonin e a abertura de novos inquéritos contra ele e outros suspeitos sublinham a gravidade dos crimes e a persistência da impunidade, que, neste caso, começa a ser desmantelada. A repercussão do incidente e a coragem de outras vítimas em denunciar expõem a necessidade premente de uma cultura de respeito e consentimento, onde o “não é não” seja a regra inquestionável. A busca por justiça para as vítimas continua sendo a prioridade, com o sistema legal trabalhando para garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos e que mensagens claras sejam enviadas à sociedade sobre a intolerância à violência sexual.

Perguntas frequentes sobre o caso

Quem é Vitor Hugo Oliveira Simonin e qual sua relação com o caso?
Vitor Hugo Oliveira Simonin é um dos três jovens presos por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Ele tem 18 anos e é filho de José Carlos Simonin, ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, que foi demitido do cargo após a repercussão do envolvimento de seu filho. O apartamento onde o crime ocorreu pertence à família Simonin.

Quantos envolvidos estão sendo investigados no total?
As investigações apontam para a participação de cinco homens no crime de estupro coletivo. Três deles já estão presos, um é menor de idade (respondendo por ato infracional análogo) e um quarto suspeito, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ainda está foragido, mas há negociações para sua entrega.

Quais são as acusações formais contra os suspeitos?
Os suspeitos adultos são réus pelo crime de estupro, com a agravante de a vítima ser menor de idade. Adicionalmente, todos os envolvidos respondem por cárcere privado. O menor de idade responde por ato infracional análogo aos mesmos crimes.

Existe algum outro caso relacionado a este incidente?
Sim, após a repercussão do caso de Copacabana, outras vítimas se encorajaram a denunciar. Vitor Hugo Oliveira Simonin está sendo investigado em um segundo inquérito por um caso de estupro ocorrido em outubro do ano passado contra outra aluna do Colégio Pedro II, a mesma instituição onde ambos estudavam.

Se você ou alguém que conhece foi vítima de violência sexual, procure ajuda em delegacias especializadas ou ligue para o Ligue 180. A denúncia é o primeiro passo para buscar justiça e romper o ciclo da violência.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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