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Suspeito de matar corretora em Florianópolis era vizinho e foragido de SP

A trágica morte da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que estava desaparecida desde o início de março em Florianópolis, teve um desdobramento chocante. As investigações da Polícia Civil de Santa Catarina revelaram que o principal suspeito, Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, não era apenas um criminoso procurado pela Justiça de São Paulo, mas também vizinho de porta da vítima na Praia do Santinho. A descoberta, confirmada pelo delegado Anselmo Cruz, adiciona uma camada de horror ao crime que culminou na localização do corpo esquartejado de Luciani em Major Gercino. Matheus, que já era foragido por um latrocínio ocorrido em 2022, foi detido no Rio Grande do Sul, marcando uma reviravolta impactante no caso da morte da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas.

A reviravolta no caso da corretora Luciani Freitas

Vizinho de porta e foragido: a identidade do suspeito

A investigação sobre o desaparecimento e posterior morte de Luciani Aparecida Estivalet Freitas tomou um rumo inesperado com a identificação e prisão de Matheus Vinícius Silveira Leite. O homem de 27 anos, preso juntamente com sua namorada no Rio Grande do Sul, chocou os investigadores ao se revelar como vizinho da corretora no mesmo residencial na Praia do Santinho, em Florianópolis. Segundo o delegado Anselmo Cruz, Matheus morava a poucos metros da residência de Luciani, junto com seu irmão adolescente de 14 anos, que também figura como envolvido nas etapas iniciais da apuração.

“Para a nossa surpresa, tanto o adolescente quanto o indivíduo, esse homem de 27 anos de idade, eram vizinhos de porta da vítima Luciani, um apartamento ali poucos metros de distância”, afirmou o delegado. Esta proximidade física entre vítima e agressor aponta para uma vulnerabilidade inesperada no ambiente em que Luciani, que morava sozinha, se sentia segura. A Polícia Civil esclareceu que, embora a mãe dos irmãos tenha tido seu nome citado no termo de audiência de custódia, ela não é considerada suspeita do crime. A prisão de Matheus e o envolvimento de seu irmão adolescente lançam luz sobre a complexidade e a natureza insidiosa do caso, que agora busca desvendar a motivação e todos os detalhes do brutal assassinato da corretora.

Cronologia da investigação e as evidências

Do desaparecimento às compras no CPF da vítima

A intrincada teia de eventos que levou à elucidação parcial do caso teve início quando a família de Luciani registrou seu desaparecimento na segunda-feira, 9 de março. Parentes desconfiaram da ausência da corretora, que não havia parabenizado a mãe em seu aniversário e, em mensagens supostamente enviadas por ela, apresentava erros de português incomuns, como “pesso” e “precionando”, levantando o alerta de que algo estava errado. A partir do boletim de ocorrência, a Polícia Civil iniciou um minucioso trabalho de monitoramento das atividades financeiras da vítima.

Foi através do rastreamento de compras feitas com o CPF de Luciani que os agentes conseguiram avançar significativamente na investigação. Eles identificaram transações online suspeitas e flagraram o adolescente, irmão de Matheus, retirando as mercadorias em uma loja. Entre os itens adquiridos no nome da corretora estavam uma televisão, um controle de videogame e um conjunto de arco e flecha. Em depoimento, o adolescente afirmou que os produtos seriam destinados ao seu irmão, Matheus.

Munidos dessas informações cruciais, os policiais dirigiram-se ao residencial onde Luciani morava e onde o adolescente havia sido visto. No local, encontraram Ângela Maria Moro, de 47 anos, que se apresentou como responsável pelo imóvel e estava de posse de pertences da vítima, sendo inicialmente detida por receptação. Ângela, contudo, negou qualquer participação no crime principal. Adicionalmente, o carro de Luciani, um modelo HB20, foi localizado na pousada, consolidando as evidências que ligavam os suspeitos ao desaparecimento da corretora, cujo corpo esquartejado foi encontrado em um córrego em Major Gercino dias depois, em 11 de março.

O histórico criminal do principal suspeito

A gravidade do perfil de Matheus Vinícius Silveira Leite se acentua com a revelação de seu envolvimento em outro crime hediondo. Além de ser suspeito pela morte de Luciani em Florianópolis, Matheus já era procurado pela Justiça de São Paulo por um latrocínio – roubo seguido de morte – ocorrido em 2022. A vítima, João Batista Vieira, de 65 anos, era um comerciante de Laranjal Paulista, no interior de São Paulo.

O crime contra João Batista Vieira foi registrado por câmeras de segurança durante a madrugada e, à época, a polícia identificou Matheus através de testemunhas e das imagens. Foi apurado que Matheus havia trabalhado como segurança na padaria da vítima, o que sugere um conhecimento prévio e uma quebra de confiança. Segundo o delegado Anselmo Cruz, a blusa utilizada pelo suspeito no dia do crime em São Paulo foi encontrada em um rio em Laranjal Paulista, e há indícios de que a arma do crime também possa estar na mesma área. Este histórico de violência e fuga da justiça destaca a periculosidade do principal investigado, que agora responderá por ambos os crimes.

As complexidades do crime e o andamento da investigação

A descoberta de que o suspeito pela brutal morte da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas era seu vizinho de porta, e ainda por cima um foragido da justiça com histórico de latrocínio, adiciona camadas de complexidade e horror ao caso. A Polícia Civil de Santa Catarina, sob a liderança do delegado Anselmo Cruz, prossegue com as investigações para desvendar todas as motivações e a dinâmica exata do crime. A prisão de Matheus Vinícius Silveira Leite e o depoimento de seu irmão adolescente, somados às evidências de uso indevido do CPF da vítima e a localização de seus pertences, formam um arcabouço probatório robusto.

A comunidade da Praia do Santinho, em Florianópolis, e a família de Luciani aguardam por respostas e pela completa elucidação dos fatos. Este caso serve como um alerta para as fragilidades da segurança e para a importância da vigilância comunitária, ao mesmo tempo em que reforça a dedicação das forças policiais em buscar justiça para vítimas de crimes tão bárbaros. A etapa agora se concentra em finalizar a coleta de provas, interrogar outros possíveis envolvidos e encaminhar o caso para a devida responsabilização judicial dos culpados.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quem era Luciani Aparecida Estivalet Freitas?
Luciani Aparecida Estivalet Freitas era uma corretora de 47 anos, natural do Rio Grande do Sul, que residia sozinha em um residencial na Praia do Santinho, em Florianópolis, Santa Catarina. Ela estava desaparecida desde 5 de março de 2024, e seu corpo esquartejado foi encontrado dias depois em Major Gercino.

2. Como a polícia chegou até o principal suspeito, Matheus Vinícius Silveira Leite?
A investigação foi desencadeada após o registro do desaparecimento de Luciani pela família, que notou atividades incomuns em seu CPF. A polícia rastreou compras feitas online no nome da vítima e identificou o irmão adolescente de Matheus retirando as mercadorias. A partir daí, descobriram que Matheus e seu irmão eram vizinhos de Luciani, levando à sua identificação e prisão.

3. Qual é o histórico criminal de Matheus Vinícius Silveira Leite?
Matheus Vinícius Silveira Leite era foragido da justiça de São Paulo, procurado por um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em 2022. A vítima era João Batista Vieira, um comerciante de 65 anos de Laranjal Paulista, onde Matheus já havia trabalhado como segurança. Ele foi identificado por testemunhas e câmeras de segurança na ocasião.

4. Há outros envolvidos no caso da morte de Luciani Freitas?
Sim, o irmão adolescente de 14 anos de Matheus foi envolvido na retirada das compras feitas com o CPF de Luciani e prestou depoimento. Ângela Maria Moro, de 47 anos, também foi detida por receptação, encontrada com pertences da vítima e o carro de Luciani em um imóvel pelo qual ela se apresentou como responsável. A mãe dos irmãos foi mencionada, mas não é considerada suspeita.

Para mais informações sobre investigações criminais e atualizações de segurança pública, continue acompanhando nosso portal de notícias.

Fonte: https://g1.globo.com

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