A seleção feminina de futebol iniciou sua temporada de 2026 com uma vitória expressiva, superando a Costa Rica por 5 a 2 em Alajuela. O confronto, que marcou o primeiro compromisso do ano para a equipe brasileira, demonstrou a força ofensiva do time, mas também revelou pontos de atenção na defesa. Com gols de Kerolin, Jheniffer (duas vezes), Tainá Maranhão e Adriana, o Brasil abriu uma vantagem considerável, viu as adversárias reagirem no segundo tempo, mas conseguiu selar o placar com tranquilidade. Este amistoso é parte da preparação para os desafios futuros, incluindo o próximo ciclo da Copa do Mundo e a valorização contínua do futebol feminino.
Preparação e escalação ofensiva
O técnico Arthur Elias optou por uma formação tática ousada para o primeiro desafio da seleção feminina em 2026. Priorizando a força no ataque, o esquema inicial contava com apenas uma meio-campista de ofício, a volante Duda Sampaio, e um quinteto ofensivo formado por Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer. Essa estratégia visava pressionar a defesa costarriquenha desde o início e explorar as fragilidades do adversário.
A escalação também marcou o retorno da experiente lateral esquerda Tamires, ausente desde a conquista da prata olímpica em 2024, que reassumiu a titularidade. Na lateral direita, Fe Palermo iniciou a partida, enquanto Mariza e Thaís Ferreira formaram a dupla de zaga. Um dos destaques da formação foi a estreia da jovem goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos. Nascida em Portugal, mas com raízes brasileiras e angolanas, Thaís escolheu defender as cores do Brasil e teve sua primeira oportunidade em campo com a seleção principal. A base da equipe que iniciou o jogo era composta por atletas que atuam no Campeonato Brasileiro Feminino, com o Corinthians, atual hexacampeão, sendo o clube mais representado (Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira), seguido pelo Palmeiras (Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Fe Palermo).
Início promissor e gols em sequência
A superioridade técnica da seleção brasileira feminina ficou evidente desde os primeiros instantes da partida. O domínio territorial e a imposição ofensiva resultaram rapidamente em gols. Aos dez minutos do primeiro tempo, Duda Sampaio fez um passe preciso que encontrou Kerolin nas costas da marcação costarriquenha. A atacante do Manchester City, com muita categoria, encobriu a goleira Daniela Solera para abrir o placar, marcando um belo gol.
Apenas três minutos depois, a vantagem brasileira foi ampliada. Taina Maranhão recebeu pela esquerda, avançou para a área e serviu Jheniffer, que finalizou de primeira, sem chances para a goleira adversária. Aos 27 minutos, foi a vez de Taina Maranhão deixar sua marca. Lançada novamente pela esquerda, a jogadora do Palmeiras driblou a defesa e chutou rasteiro no canto direito de Solera, anotando seu primeiro gol pela seleção principal. A atacante ainda chegou a balançar as redes aos 34 minutos, após um rebote de Bia Zaneratto, mas o lance foi anulado por impedimento. O primeiro tempo terminou com a seleção brasileira em vantagem de 3 a 0, refletindo a intensidade e a eficácia de sua proposta ofensiva.
Susto no segundo tempo e reação decisiva
A facilidade com que a seleção brasileira controlou a primeira etapa resultou em uma certa displicência no segundo tempo. A equipe perdeu a intensidade nas finalizações e cometeu erros defensivos que permitiram à Costa Rica reagir na partida. As donas da casa aproveitaram a desatenção brasileira para diminuir a desvantagem. Aos seis minutos da segunda etapa, Priscila Chinchilla, atacante do Atlético de Madrid, foi lançada em profundidade e, com um toque por cima da goleira Thaís Lima, antes de empurrar para o gol vazio, marcou o primeiro gol costarriquenho.
O gol animou as anfitriãs, que voltaram a campo com mais ímpeto e contaram com outro erro defensivo brasileiro para diminuir ainda mais o placar. Aos 21 minutos, Chinchilla pressionou a saída de bola da defesa brasileira na pequena área. Após a goleira Thaís Lima receber um passe de Mariza, a atacante costarriquenha a desarmou e marcou seu segundo gol no jogo, para o desespero do técnico Arthur Elias e a celebração da brasileira Lindsay Camila, que comanda a seleção da Costa Rica desde outubro do ano passado. O placar de 3 a 2 colocou a seleção brasileira em uma situação de alerta, demonstrando que a equipe precisava reencontrar o foco para não permitir uma virada.
Definição do placar e o retorno da confiança
Para alívio da comissão técnica e das próprias jogadoras, a seleção brasileira feminina conseguiu reassumir o controle da partida e garantir a vitória. Aos 33 minutos da etapa final, Taina Maranhão, que teve uma atuação destacada no jogo, avançou pela esquerda, enfrentou a marcação e sofreu pênalti da zagueira Emily Flores. A responsabilidade da cobrança ficou com a atacante Adriana, que havia entrado no lugar de Bia Zaneratto. Adriana demonstrou frieza e força, chutando no ângulo direito da goleira Solera para fazer o quarto gol do Brasil e restabelecer uma vantagem mais confortável.
Nos acréscimos, ainda houve tempo para mais um gol brasileiro. Jheniffer recebeu um passe de Adriana dentro da área e finalizou para marcar seu segundo gol na partida e o quinto da seleção, selando o placar em 5 a 2 em Alajuela. A vitória, embora com um susto no segundo tempo, representa um começo positivo para o ano de 2026 e reforça a capacidade ofensiva da equipe, ao mesmo tempo em que oferece lições importantes sobre a necessidade de manter a concentração e a solidez defensiva durante todo o jogo.
Próximos desafios e projeções
Após a vitória sobre a Costa Rica, a seleção feminina brasileira terá uma sequência de compromissos importantes para aprimorar seu desempenho e entrosamento. O próximo desafio está marcado para a quarta-feira, 4 de março, às 18h (horário de Brasília), quando enfrentará a Venezuela no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, na cidade de Toluca.
Três dias depois, no sábado, 7 de março, a equipe canarinho terá um confronto mais exigente contra o México, às 20h, no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital mexicana. Esses amistosos são cruciais para o técnico Arthur Elias testar novas formações, consolidar a estratégia e dar rodagem às atletas, incluindo jovens talentos e jogadoras experientes. A temporada de 2026 promete ser intensa para a seleção feminina, com o foco na preparação para os grandes torneios futuros e na manutenção do alto nível de competitividade no cenário internacional. A valorização do futebol feminino, com a atenção da FIFA e do governo brasileiro, como demonstrado por eventos recentes e declarações de autoridades, indica um cenário promissor para o esporte no país.
Perguntas frequentes
Qual foi o placar final do jogo entre a seleção feminina do Brasil e a Costa Rica?
A seleção feminina do Brasil venceu a Costa Rica por 5 a 2 em seu primeiro amistoso de 2026.
Quem marcou os gols pela seleção feminina brasileira na partida contra a Costa Rica?
Os gols brasileiros foram marcados por Kerolin, Jheniffer (duas vezes), Tainá Maranhão e Adriana.
Quais são os próximos jogos da seleção feminina brasileira em 2026?
O Brasil enfrentará a Venezuela em 4 de março e o México em 7 de março, ambos em território mexicano, como parte de seus compromissos iniciais da temporada.
Não perca os próximos passos da seleção feminina brasileira. Acompanhe a jornada da equipe em busca de novas conquistas e continue apoiando o futebol feminino!
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