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Rio Corumbataí sobe 3 metros, estrada Rio Claro-Brotas é interditada no interior

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As fortes chuvas que atingiram o interior de São Paulo nos últimos dias provocaram um aumento significativo no nível do Rio Corumbataí, resultando na interdição de uma importante via. A Estrada Velha, que conecta Rio Claro a Brotas, precisou ser totalmente bloqueada na quinta-feira (12) devido a extensos alagamentos. O volume de água no Rio Corumbataí subiu impressionantes três metros, submergindo trechos da estrada e transformando-os em áreas de alto risco para os motoristas. A medida drástica foi implementada para garantir a segurança da população, uma vez que a profundidade em alguns pontos pode chegar a dois metros, com uma correnteza consideravelmente forte. Este cenário de alerta reflete o impacto direto das condições climáticas adversas na infraestrutura viária local, afetando a rotina de milhares de pessoas que dependem da estrada para se deslocar entre as cidades da região, enfrentando agora desvios e maiores tempos de percurso.

A ascensão das águas e o impacto na mobilidade

A interdição da Estrada Velha

A elevação súbita e drástica do nível do Rio Corumbataí, que atingiu três metros acima do seu patamar normal, submergiu a Estrada Velha, uma rota crucial que interliga Rio Claro a Brotas. Esta via, reconhecida por encurtar o trajeto em até 20 minutos para cidades como Brotas e Itirapina, foi completamente interditada na última quinta-feira. Em diversos pontos, a lâmina d’água sobre a pista alcança profundidades perigosas de até dois metros, criando uma correnteza forte que inviabiliza a passagem segura de qualquer veículo. A interdição, conforme comunicado pelas autoridades locais, é uma medida preventiva essencial para evitar acidentes graves em uma estrada que, sob essas condições, oferece riscos consideráveis à vida dos motoristas.

Desafios e riscos enfrentados por motoristas

Apesar dos bloqueios e da clara advertência sobre os perigos, alguns moradores e motoristas ainda insistem em tentar furar o bloqueio, buscando atalhos ou subestimando a força das águas. Essa imprudência tem gerado situações de alto risco. Na quarta-feira anterior à interdição, a Defesa Civil foi acionada para retirar um carro que ficou preso nas águas. Na manhã seguinte à interdição principal, um caminhão também acabou retido no alagamento, necessitando de resgate. A obstinação em atravessar trechos alagados, mesmo com sinalização, expõe os condutores e equipes de resgate a perigos desnecessários. Um mecânico local, Emerson Paulo Dias, expressou sua frustração com a sinalização, afirmando: “Não teve aviso nenhum. Só colocaram cancela aqui embaixo. Perde tempo e combustível, que não está barato.” Contudo, a Defesa Civil informou ter reforçado a sinalização, incluindo placas no início da estrada, para orientar os motoristas sobre a situação.

Causas e outras preocupações ambientais e estruturais

Volume de chuvas e monitoramento da Defesa Civil

A principal causa do transbordamento do Rio Corumbataí é o elevado volume de chuvas registrado na região. Segundo dados da Defesa Civil, a área acumulou 180 milímetros de precipitação desde o início de fevereiro. Esse índice pluviométrico, considerado alto para o período, saturou o solo e fez com que os rios e córregos atingissem níveis críticos, levando ao alagamento da estrada. A Defesa Civil tem atuado ativamente no monitoramento da situação, avaliando os riscos e coordenando as ações de interdição e resgate. O trabalho da equipe é fundamental para prevenir tragédias e orientar a população sobre as áreas de risco. Além de reforçar a sinalização, eles têm feito um esforço para comunicar a população sobre a importância de respeitar os bloqueios e buscar rotas alternativas.

Problemas estruturais e descarte irregular

Para além do problema imediato dos alagamentos, a Estrada Velha apresenta uma série de problemas estruturais e ambientais de longa data que contribuem para agravar a situação. Trechos da via sofrem com a presença de buracos no asfalto, o que, mesmo em condições normais, já dificulta o tráfego. Adicionalmente, as margens da estrada acumulam grande quantidade de lixo e entulho, como colchões, sofás, restos de poda e material de construção. Esse descarte irregular não apenas degrada o meio ambiente, mas também pode obstruir o fluxo natural das á águas em períodos de chuva intensa, potencializando os alagamentos. Até o momento, a prefeitura não se manifestou publicamente sobre esses problemas estruturais e ambientais persistentes, gerando preocupação entre os moradores e usuários da via.

Perspectivas e apelos por soluções duradouras

A interdição da Estrada Velha entre Rio Claro e Brotas, impulsionada pela elevação do Rio Corumbataí após fortes chuvas, evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura regional diante de eventos climáticos extremos. A situação atual não apenas impede a circulação em uma rota vital, mas também expõe a persistência de problemas estruturais e de descarte inadequado de lixo, que contribuem para agravar o cenário de risco. A Defesa Civil tem atuado de forma contundente na gestão da crise e na orientação da população, mas a recorrência de incidentes dessa natureza reforça a necessidade de um planejamento mais abrangente e de investimentos em infraestrutura. É crucial que as autoridades competentes se posicionem sobre as questões de manutenção da estrada e de saneamento ambiental das margens, buscando soluções que vão além da resposta emergencial. A segurança dos motoristas e a fluidez do tráfego dependem de ações coordenadas e de longo prazo para mitigar os impactos das chuvas e garantir a integridade das vias.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual estrada foi interditada e por quê?
A Estrada Velha, que conecta Rio Claro a Brotas, foi interditada devido ao aumento de 3 metros no nível do Rio Corumbataí, causado por fortes chuvas, resultando em alagamentos que atingem até 2 metros de profundidade em alguns trechos.

2. Qual o volume de chuva na região que causou o alagamento?
Desde o início de fevereiro, a região de Rio Claro e Brotas acumulou 180 milímetros de chuva, conforme dados da Defesa Civil, volume que levou ao transbordamento do Rio Corumbataí.

3. Há previsão para a reabertura da estrada?
Não há uma previsão específica para a reabertura. A estrada será liberada somente após o nível da água baixar e as condições de segurança forem restabelecidas e avaliadas pelas autoridades competentes.

4. Quais os perigos de tentar furar o bloqueio?
Os perigos incluem a alta profundidade da água, a forte correnteza que pode arrastar veículos e a presença de buracos ou objetos submersos na pista, além do risco de precisar de resgate pela Defesa Civil, colocando em risco a vida dos ocupantes do veículo e das equipes de salvamento.

Mantenha-se informado sobre as condições do tempo e do trânsito na região. A segurança é primordial.

Fonte: https://g1.globo.com

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