O Festival Rec-Beat, um dos eventos musicais mais aguardados do Carnaval, dará início à sua edição de 2024 neste sábado (14) no icônico Cais da Alfândega, em Recife. Marcando quase três décadas de existência – com 30 anos a serem oficialmente celebrados em 2026 – o festival mantém viva sua essência de vitalidade e inquietação, características que o definiram desde sua fundação em 1995 por Antonio Gutierrez, o Gutie. Consolidado como um polo de descoberta e experimentação musical, o Rec-Beat continua a ser um manifesto cultural necessário, promovendo o encontro de diferentes públicos, estéticas e gerações através de uma programação que desafia a mesmice. De 14 a 17 de fevereiro, o evento gratuito promete uma plataforma de circulação e diálogo entre cenas musicais do Brasil, América Latina e África, com nomes emergentes e consagrados.
Uma trajetória de diversidade e experimentação
Desde sua concepção, o Rec-Beat construiu uma história pautada pela diversidade, estabelecendo-se como um ponto de encontro onde diferentes estéticas, gerações e públicos se unem. Em um cenário musical por vezes homogêneo, o festival se destaca por sua curadoria arrojada, que promove o diálogo constante entre tradições e vanguardas. Esta abordagem permite que o evento continue sendo um espaço vital para a descoberta e a experimentação musical, contribuindo significativamente para a efervescência cultural do Recife e do Brasil.
Ao longo de quatro dias de programação intensa e gratuita, de 14 a 17 de fevereiro, o Rec-Beat inaugura uma nova plataforma para a circulação de ideias musicais e o intercâmbio entre cenas emergentes do Brasil, da América Latina e do continente africano. A cada edição, o festival atrai um público de mais de 60 mil pessoas, oferecendo uma experiência memorável em um ambiente democrático e inclusivo. A vitalidade do Rec-Beat reside em sua capacidade de se renovar, mantendo o interesse em propiciar vivências culturais autênticas e desafiadoras.
Destaques da programação artística
A curadoria da edição de 2024 do Rec-Beat exemplifica a proposta do festival, com uma mescla rica de gêneros, estilos e origens. Entre os nomes que prometem agitar o Cais da Alfândega, destacam-se talentos emergentes como NandaTsunami, AJULLIACOSTA e Jadsa, que representam a nova safra da música brasileira. A eles somam-se artistas já consagrados e de grande impacto, como o rapper Djonga, conhecido por suas letras contundentes e performances enérgicas.
Um dos retornos mais aguardados é o do pernambucano Johnny Hooker, que escolheu o Rec-Beat para a estreia nacional de sua nova turnê, “Viver e Morrer de Amor na América Latina”. A turnê é baseada em seu quarto álbum de estúdio, prometendo uma imersão poética e visceral. A programação ainda conta com a presença de Chico Chico, Josyara e o versátil Carlos do Complexo, que trazem suas sonoridades únicas ao palco do festival.
Felipe Cordeiro, um dos pioneiros na fusão de ritmos amazônicos com a música pop e eletrônica, celebra 20 anos de carreira no Rec-Beat. Ele dividirá o palco com Layse, uma voz emergente da cena paraense, em um encontro que promete inovações sonoras. O festival também reafirma seu caráter internacional com a presença de artistas globais, como o Momi Maiga Quartet, do Senegal, e o vibrante Ghetto Kumbé, da Colômbia, enriquecendo o intercâmbio cultural e a diversidade estética que são marcas registradas do evento.
Expansão sonora: o lançamento do Moritz e a força eletrônica
Uma das inovações mais significativas desta edição do Rec-Beat é o lançamento do Moritz, um projeto totalmente dedicado à música eletrônica. Pensado como uma plataforma autônoma, o Moritz faz sua estreia ocupando o palco no primeiro dia do festival, prometendo uma experiência sonora focada na pista de dança, em curadoria autoral e na experimentação. O projeto nasce como uma evolução natural do DNA do Rec-Beat e tem planos ambiciosos de ganhar edições próprias no futuro, expandindo ainda mais o alcance e a profundidade da música eletrônica no cenário cultural.
A programação do Moritz já conta com nomes de peso da cena eletrônica. A DJ e produtora pernambucana Paulete Lindacelva, conhecida por seus sets envolventes, é uma das presenças confirmadas. Ela se junta a Carlos do Complexo, que também marca presença no Moritz, e à colombiana Piolinda Marcela, SPHYNX, LOFIHOUSEBOY e DAVS, garantindo uma diversidade de estilos e batidas que vão desde o techno e house até sonoridades mais experimentais.
Artistas internacionais e a fusão de gêneros
A dimensão internacional do Rec-Beat é reforçada pela inclusão de talentos que exploram a fusão de gêneros com maestria. O senegalês Momi Maiga Quartet é um dos grandes destaques, trazendo a virtuose do tradicional instrumento kora em uma fusão única de jazz étnico, flamenco e música africana. Seu segundo álbum, “Kairo” (2024), aborda temas políticos e humanistas, promovendo um diálogo cultural entre África, Europa e o Mediterrâneo através da música.
Outro nome de peso é Faizal Mostrixx, produtor e performer ugandense que cunhou o conceito de “tribal electronics”. Mostrixx mescla gravações de campo, ritmos regionais do Leste Africano e batidas eletrônicas de pista, criando uma sonoridade envolvente e original. Completando a lista de talentos globais, a DJ e produtora nigeriana-britânica Kikelomo, residente na Alemanha, apresenta uma fusão energética de drum’n’bass e jungle, elevando a temperatura da pista.
A cena eletrônica pernambana em evidência
Por mais um ano, o Rec-Beat dedica um espaço especial para a vibrante cena eletrônica local, com um lineup inteiramente pernambucano. Essa iniciativa sublinha o compromisso do festival em valorizar e impulsionar os talentos regionais. A co-curadoria dessa vertente ficou a cargo de KAI, DJ e pesquisador musical, que selecionou nomes que representam a riqueza e a diversidade da produção eletrônica de Pernambuco.
Zoe Beats, oriundo de Camaragibe, promete um set inovador baseado em gêneros como grime, garage e jungle, habilmente alinhados com as referências culturais pernambucanas, incluindo o icônico manguebeat. Afrobitch, por sua vez, propõe um intercâmbio fascinante entre as múltiplas vertentes do house e gêneros como dembow, dancehall e funk, sempre com uma perspectiva negra e afrodiaspórica, adicionando uma camada de significado e representatividade à sua performance. Fechando o quadro da cena local, Bobi mescla ritmos de disco e house com batidas afrolatinas, incorporando samples que variam do piseiro ao funk, criando uma sonoridade plural e cativante que reflete a efervescência musical da região.
O futuro vibrante do Rec-Beat
O Rec-Beat Festival, ao celebrar sua quase trigésima edição e projetar o futuro com iniciativas como o Moritz, reafirma seu papel crucial no cenário cultural brasileiro e internacional. Mantendo-se fiel à sua proposta original de ser um espaço de descoberta e experimentação, o evento continua a ser um contraponto vibrante à homogeneidade, oferecendo ao público uma programação rica e diversificada. Com a capacidade de atrair mais de 60 mil pessoas a cada edição, o festival não apenas fomenta a circulação de novas ideias musicais, mas também consolida o Cais da Alfândega como um epicentro de cultura durante o Carnaval recifense. A mistura de tradição e vanguarda, o diálogo entre diferentes culturas e a aposta em talentos emergentes e consagrados garantem ao Rec-Beat um lugar de destaque como um verdadeiro manifesto cultural, essencial para a vitalidade da música contemporânea.
Perguntas frequentes sobre o Rec-Beat
1. Qual a data e o local do Festival Rec-Beat 2024?
O Festival Rec-Beat acontece de 14 a 17 de fevereiro de 2024 no Cais da Alfândega, em Recife.
2. O festival é gratuito?
Sim, todas as atividades e shows do Festival Rec-Beat são gratuitos para o público.
3. Quais são alguns dos principais destaques da programação musical?
A programação inclui nomes como Djonga, Johnny Hooker , Chico Chico, Josyara, Felipe Cordeiro, Momi Maiga Quartet (Senegal) e Ghetto Kumbé (Colômbia), além de uma forte curadoria de música eletrônica.
4. O que é o projeto Moritz?
Moritz é um novo projeto lançado dentro do Rec-Beat, dedicado exclusivamente à música eletrônica. Ele estreará no festival e tem planos de se tornar uma plataforma autônoma com edições próprias no futuro, focando na pista, curadoria autoral e experimentação.
Para conferir a programação completa e planejar sua experiência musical, visite a página oficial do Festival Rec-Beat e prepare-se para vibrar com o melhor da música contemporânea.
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