O Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina, consolidou sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao atingir um novo marco histórico em 2025. Com uma movimentação impressionante de 186,4 milhões de toneladas, o porto superou significativamente seu desempenho anterior, estabelecido em 2024. Este crescimento robusto reflete não apenas a resiliência operacional da infraestrutura portuária, mas também a crescente demanda por produtos brasileiros no mercado global e a vitalidade das importações que abastecem o país. A marca histórica sublinha a importância do complexo para a economia nacional e para a projeção do Brasil no cenário internacional.
Crescimento sem precedentes e seu impacto econômico
O ano de 2025 marcou um período de performance excepcional para o Porto de Santos, que registrou a maior movimentação de cargas em toda a sua trajetória. O total de 186,4 milhões de toneladas representou um aumento de 3,6% sobre o recorde anterior, estabelecido no ano de 2024, quando 179,8 milhões de toneladas foram movimentadas. Este incremento expressivo não é apenas um feito operacional, mas um indicativo da robustez do comércio exterior brasileiro e da capacidade do porto em atender a essa demanda crescente.
Detalhamento dos números de exportação e importação
As operações de embarque destinadas à exportação foram o principal motor desse crescimento, totalizando 137,4 milhões de toneladas ao longo do ano. Esse volume representa um crescimento notável de 4,6% em comparação com o período anterior, evidenciando a força dos produtos brasileiros no mercado global. Commodities agrícolas, produtos manufaturados e semimanufaturados do Brasil encontraram nos terminais santistas um canal eficiente para alcançar seus destinos internacionais.
Por outro lado, os desembarques, referentes às importações, mantiveram-se estáveis, com um aumento de 1%, somando 49 milhões de toneladas. A estabilidade nas importações, ainda que com leve aumento, sugere um fluxo contínuo de matérias-primas, bens de capital e produtos de consumo essenciais para a economia brasileira. A capacidade do Porto de Santos em gerenciar tanto o fluxo de saída quanto o de entrada de mercadorias de forma eficiente é crucial para a balança comercial do país.
A relevância do porto na balança comercial brasileira
A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira também experimentou um crescimento significativo. Em 2025, o complexo portuário foi responsável por 29,6% de todas as transações comerciais do Brasil com o exterior, considerando o valor em dólares americanos (US$ FOB). Esse percentual representa um ligeiro, mas importante, aumento em relação aos 29% registrados em 2024. Essa fatia substancial na balança comercial do país reforça o papel vital do porto como um hub logístico e econômico. A eficiência e a capacidade de Santos impactam diretamente a competitividade dos produtos brasileiros e a disponibilidade de bens importados, influenciando cadeias produtivas e o custo de vida no Brasil. A elevação da participação reflete não apenas um volume maior, mas também um aumento no valor agregado das mercadorias movimentadas.
Motores da performance: produtos, parceiros e investimentos
O desempenho histórico do Porto de Santos em 2025 é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a demanda por produtos estratégicos, a força de parcerias comerciais e a efetividade dos investimentos em infraestrutura.
Os principais fluxos de carga e parceiros comerciais
A China emergiu como o principal parceiro comercial do Porto de Santos em 2025, concentrando 29,6% de todo o fluxo comercial de cargas. Essa parceria estratégica sublinha a interdependência entre as duas maiores economias emergentes do mundo e a importância da Ásia para as exportações brasileiras.
Entre os produtos mais exportados em toneladas pelo porto, destacaram-se as commodities agrícolas e florestais. A soja liderou, com 44,9 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar (24,1 milhões de toneladas), milho (15,2 milhões de toneladas) e celulose (9,8 milhões de toneladas). Esses números ressaltam a vocação do Brasil como grande produtor e exportador de alimentos e matérias-primas essenciais para a indústria global.
No que tange às importações, os principais itens foram adubo (8,3 milhões de toneladas), crucial para a agricultura brasileira; óleo diesel e gasóleo (2,4 milhões de toneladas), fundamentais para o transporte e a geração de energia; enxofre (2,04 milhões de toneladas), insumo importante para diversas indústrias; e trigo (1,3 milhões de toneladas), base para a alimentação. A movimentação desses produtos revela a dependência do país em relação a insumos básicos e energéticos, e a capacidade do porto de garantir seu abastecimento.
Visão estratégica e aportes em infraestrutura
O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou que 2025 registrou recordes mensais na movimentação de contêineres e de carga geral na maioria dos meses. Segundo Pomini, esse resultado demonstra a resiliência do Porto de Santos e a assertividade dos investimentos realizados em infraestrutura, ao mesmo tempo que atesta o crescimento do Brasil no comércio global. A eficiência operacional foi reforçada pelo aumento no número de navios atracados, que chegou a 5.708 em 2025, um aumento de 2,7% em relação a 2024, indicando uma maior capacidade de atendimento e agilidade nas operações.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, celebrou os resultados, afirmando que os números do Porto de Santos evidenciam um retorno do Brasil a uma estratégia de investimento baseada em planejamento, segurança jurídica e visão de longo prazo. O ministro ressaltou que o porto não só quebra recordes e amplia sua capacidade, mas também se prepara para receber investimentos estratégicos. Entre eles, destaca-se o projeto Tecon Santos 10, que, segundo ele, tem o potencial de transformar a logística de contêineres no país, otimizando o fluxo de mercadorias e aumentando a competitividade. Essas iniciativas estão alinhadas com planos mais amplos do Ministério de Portos e Aeroportos, que incluem a projeção de 40 leilões para 2026, visando a expansão e modernização da infraestrutura portuária e aeroportuária nacional, e a expectativa de que acordos como o Mercosul-UE possam elevar ainda mais as exportações brasileiras.
Perspectivas futuras e o papel do Brasil no comércio global
O desempenho recorde do Porto de Santos em 2025 reafirma sua posição como um pilar fundamental da economia brasileira e um dos principais elos do país com o mercado global. Os números expressivos de movimentação de cargas, a crescente participação na balança comercial e o fluxo constante de investimentos em infraestrutura e tecnologia apontam para um futuro de expansão contínua. A capacidade de adaptação e a visão estratégica demonstradas pelas autoridades portuárias e governamentais são cruciais para manter essa trajetória ascendente, garantindo que o complexo continue a ser um motor de desenvolvimento para o Brasil. Com aprimoramentos contínuos e a busca por maior eficiência e sustentabilidade, o Porto de Santos está bem posicionado para fortalecer ainda mais o comércio exterior brasileiro e consolidar a presença do país no cenário logístico internacional.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual foi o principal recorde alcançado pelo Porto de Santos em 2025?
O Porto de Santos registrou em 2025 a maior movimentação de cargas de sua história, totalizando 186,4 milhões de toneladas.
Quais produtos foram os mais exportados pelo Porto de Santos em 2025?
Os produtos mais exportados em toneladas foram soja (44,9 milhões), açúcar (24,1 milhões), milho (15,2 milhões) e celulose (9,8 milhões).
Qual país é o principal parceiro comercial do Porto de Santos?
A China foi o país com o qual o Porto de Santos realizou o maior volume de transações de cargas em 2025, respondendo por 29,6% de todo o fluxo comercial.
Como os investimentos em infraestrutura impactam o desempenho do porto?
Os investimentos em infraestrutura, como o projeto Tecon Santos 10 e outras melhorias, são cruciais para ampliar a capacidade do porto, otimizar a movimentação de contêineres e cargas, e aumentar a eficiência operacional, o que se reflete nos recordes de movimentação e na agilidade para atender à demanda crescente.
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