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Polícia encontra carro de suspeito de feminicídio em Morro Agudo, SP

ANUNCIO COTIA/LATERAL

A Polícia Civil localizou na manhã desta quinta-feira (26) o veículo utilizado por Luiz Antonio de Oliveira Cruz, de 53 anos, principal suspeito de assassinar a tiros sua ex-esposa, Jaqueline Limeira de Oliveira, de 30 anos, em Morro Agudo, interior de São Paulo. O carro de suspeito foi encontrado no bairro Jardim São José, um Volkswagen Gol, e apresentava danos, levantando a hipótese de vandalismo. O crime, ocorrido na noite de terça-feira (24) em uma lanchonete da cidade, chocou a população local. Jaqueline, uma estudante de enfermagem prestes a se formar, foi alvejada por pelo menos seis tiros em um ato de violência que evidenciou um grave histórico de ameaças e perseguição. A busca pelo suspeito, que fugiu logo após o feminicídio, intensificou-se com a descoberta do veículo.

A Descoberta do Veículo e a Perseguição ao Suspeito

A localização do carro de Luiz Antonio de Oliveira Cruz representa um avanço significativo nas investigações do brutal feminicídio de Jaqueline Limeira de Oliveira. O veículo, um Volkswagen Gol, foi descoberto no bairro Jardim São José e, conforme informações confirmadas pelo delegado responsável pelo caso, estava danificado. O estado do automóvel sugere que ele pode ter sido alvo de ações de vândalos, possivelmente motivados por um sentimento de revolta diante do crime. A Polícia Civil, no entanto, mantém Luiz Antonio como procurado, indicando que a busca pelo autor dos disparos permanece a prioridade máxima das autoridades.

Detalhes da localização e o estado do carro

O carro foi encontrado abandonado, com indícios claros de depredação. Essa condição, para as autoridades, levanta questões sobre o paradeiro do suspeito e a possibilidade de que ele tenha buscado refúgio ou outro meio de fuga após a suposta vandalização do veículo. A análise forense do automóvel é crucial para coletar novas evidências que possam auxiliar na elucidação dos últimos passos de Luiz Antonio e, consequentemente, em sua captura. A comunidade de Morro Agudo aguarda ansiosamente por respostas, enquanto a polícia intensifica os esforços de busca, mobilizando recursos para localizar o homem que tirou a vida de Jaqueline de forma tão violenta.

O Crime Brutal e as Ameaças Preexistentes

O assassinato de Jaqueline Limeira de Oliveira foi um ato de extrema violência que expôs um cenário de ameaças e perseguição vivenciado pela vítima. O crime ocorreu na noite de terça-feira (24), por volta das 21h40, quando Jaqueline estava na calçada de uma lanchonete na Rua Demerval de Castro, no Conjunto Habitacional Humberto Teodoro de Castro. As câmeras de segurança do local flagraram o momento em que o suspeito desceu de um carro, armado, e efetuou ao menos seis disparos contra a estudante de enfermagem. Após cair no chão, a vítima ainda foi agredida com um soco antes de o agressor fugir.

Dinâmica do feminicídio e histórico de violência

Jaqueline chegou a ser socorrida e levada a um hospital na cidade, mas não resistiu aos graves ferimentos. A investigação apontou que o relacionamento entre Jaqueline e Luiz Antonio, que estavam separados há dois meses, era marcado por um ciclo de violência e controle. O suspeito não aceitava o fim da união e, reiteradamente, perseguia e ameaçava a ex-esposa. Áudios enviados pelo ex-marido a um colega revelam a gravidade das intenções de Luiz Antonio, onde ele expressava o desejo de ver Jaqueline “na cova”, com frases como “Eu quero que a Jaqueline vá é para a cova. Eu quero ver ela dentro do buraco, para cuspir na cara dela”. Essas mensagens são provas contundentes da premeditação e do ódio que culminaram no feminicídio.

O impacto na vítima e sua família

A mãe de Jaqueline, Ana Cláudia Limeira Pinto, relatou em entrevista o calvário vivido pela filha. Segundo Ana Cláudia, Jaqueline era constantemente ameaçada e agredida por Luiz Antonio. “Há dois meses eles estavam separados e ele ficava no pé dela. Todos os dias, todos os dias. Era de carro, era de bicicleta, era a pé. Ela estava dentro da van, ele entrava dentro da van, batia nela”, detalhou a mãe, descrevendo a incessante perseguição. Apesar das súplicas da mãe para que denunciasse, Jaqueline tinha medo do ex-marido e não procurava a polícia. A família clama por justiça, enquanto lamenta a perda de Jaqueline, uma jovem de 30 anos que cursava enfermagem, fazia estágio em um hospital da cidade e estava a poucos meses de se formar, em julho deste ano. O enterro da vítima ocorreu na quinta-feira (26), sob forte comoção. O caso foi registrado como feminicídio, e o celular de Jaqueline foi encaminhado para perícia, na esperança de fornecer mais elementos para a investigação.

A urgência de combater o feminicídio e proteger vítimas

O trágico feminicídio de Jaqueline Limeira de Oliveira em Morro Agudo serve como um doloroso lembrete da persistência da violência de gênero em nossa sociedade. A história de perseguição, ameaças e o desfecho fatal sublinham a necessidade premente de quebrar o ciclo de violência doméstica, que muitas vezes começa de forma sutil e escala para atos irreversíveis. A coragem de denunciar, embora muitas vezes dificultada pelo medo, é um passo crucial para a proteção das vítimas. É fundamental que a sociedade e as instituições de apoio ofereçam um ambiente seguro e eficaz para que mulheres em situação de risco possam buscar ajuda sem temer represálias. A condenação de Luiz Antonio de Oliveira Cruz é aguardada como um ato de justiça para Jaqueline e sua família, e também como uma mensagem clara de que a violência contra a mulher não será tolerada.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Onde o carro do suspeito de feminicídio foi encontrado?
O carro, um Volkswagen Gol, foi encontrado no bairro Jardim São José, em Morro Agudo (SP).

2. Qual era a relação entre a vítima e o suspeito?
Jaqueline Limeira de Oliveira e Luiz Antonio de Oliveira Cruz eram ex-casados e estavam separados há dois meses.

3. Havia histórico de ameaças ou violência anteriores?
Sim. Segundo a mãe da vítima, Jaqueline era constantemente ameaçada e agredida pelo ex-marido, que não aceitava o fim do relacionamento e a perseguia diariamente. Áudios com ameaças graves também foram revelados.

4. O suspeito foi preso?
Não. Luiz Antonio de Oliveira Cruz ainda é procurado pela polícia após fugir do local do crime.

Se você ou alguém que conhece está em situação de violência doméstica, denuncie. Procure ajuda em delegacias especializadas, ligue para o 180 ou para a Polícia Militar no 190. A sua vida importa.

Fonte: https://g1.globo.com

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