Ações da Polícia Civil resultaram na prisão de Renato Olímpio Paula, conhecido como “Oval”, de 41 anos, apontado como um dos responsáveis por efetuar disparos para o alto durante um pancadão de carnaval em Santos, no litoral de São Paulo. A operação, que culminou na sua detenção, também revelou que “Oval” destruiu seu próprio telefone celular ao ser abordado pelas autoridades. Paralelamente, uma mulher de 24 anos, supostamente ligada a uma organização criminosa e companheira de outro foragido envolvido no incidente, também foi detida. O caso levanta discussões sobre a segurança em eventos noturnos e a atuação do crime organizado na região, com as investigações prosseguindo para identificar e prender todos os participantes dos atos ilícitos registrados durante o tumultuado evento carnavalesco.
A prisão de “Oval” e a resistência à abordagem
Identificação e perseguição policial
Renato Olímpio Paula, apelidado de “Oval”, de 41 anos, estava foragido da Justiça desde a quinta-feira, 19 de fevereiro, após ter um mandado de prisão temporária expedido em seu nome. A identificação de “Oval” foi crucial para o avanço das investigações, sendo possível graças a análises detalhadas de imagens que circularam amplamente nas redes sociais, registrando o incidente do “pancadão de carnaval”. Essas filmagens o colocaram diretamente como um dos atiradores durante o evento, mostrando-o em meio à multidão em atitude suspeita, com a arma em punho antes e depois dos disparos.
A prisão de “Oval” ocorreu na madrugada da quarta-feira, 25 de fevereiro, na divisa entre as cidades de Santos e São Vicente. Policiais civis, após intensas diligências, conseguiram localizar o suspeito na casa de sua namorada, situada no Morro São Bento, em Santos. Ao perceber a presença das autoridades e a iminência da prisão, “Oval” tentou empreender fuga desesperadamente, dando início a uma perseguição policial que se estendeu até o limite territorial entre os dois municípios. Durante a abordagem final, em um ato de desespero e clara tentativa de ocultar evidências que pudessem incriminá-lo, ele destruiu o próprio aparelho celular. O aparelho foi quebrado intencionalmente, impedindo a recuperação imediata de possíveis dados, contatos ou registros que poderiam ser cruciais para a investigação.
O delegado Leonardo Rivau, da 2ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), e o delegado divisionário Luiz Eduardo Fiore Maia, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, confirmaram em coletiva de imprensa que “Oval” resistiu veementemente à prisão, reagindo com agressividade aos policiais. Foi necessário o apoio tático da Polícia Militar (PM) para contê-lo e garantir a efetivação da detenção sem maiores incidentes para a equipe policial. As autoridades também destacaram que, além do envolvimento direto nos disparos durante o evento, Renato Olímpio Paula é apontado como responsável por controlar pontos de vendas de drogas no Centro de Santos, indicando uma ligação mais profunda com atividades criminosas organizadas na Baixada Santista e evidenciando a sua periculosidade. A apreensão do carro do suspeito faz parte do material probatório coletado pelas forças de segurança, que buscam solidificar as acusações e traçar um panorama completo das suas atividades ilícitas.
O “Baile da Colômbia” e a participação de outros suspeitos
Incitação ao crime e a detenção da companheira
O cenário dos disparos foi um evento que ficou conhecido como “Baile da Colômbia”, uma festividade noturna não autorizada de grande porte que ocorreu na madrugada do domingo, 15 de fevereiro, no Morro do São Bento, em Santos. Vídeos que viralizaram rapidamente nas redes sociais mostraram uma aglomeração significativa de pessoas, predominantemente jovens, muitos deles portando copos de bebidas alcoólicas e, de forma alarmante, exibindo armas de fogo. Em um determinado momento das filmagens, diversos criminosos são flagrados efetuando disparos para o alto, em um claro desafio às autoridades e à ordem pública, criando um ambiente de insegurança e descontrole.
Os delegados Rivau e Maia revelaram detalhes preocupantes sobre a dinâmica do “Baile da Colômbia”, que, segundo as investigações, é um tipo de evento promovido em diversas localidades do país, inclusive no Rio de Janeiro, e que tem como característica a ostentação de armas e a incitação à violência. Em um trecho do vídeo que se tornou peça-chave da investigação, pouco antes dos disparos serem efetuados, é possível ouvir o MC Urubuzinho, animador do evento, proferir a frase: “Se não tiver rajada de glock não é o baile da colômbia”. Tal declaração é vista pelas autoridades como uma incitação direta ao cometimento de crimes e à glorificação da violência por parte dos participantes, criando um ambiente propício para a transgressão. Rivau enfatizou que o próprio MC poderá responder criminalmente por sua participação ativa na estimulação da violência e do comportamento ilícito durante o baile, caracterizando-o como um dos incentivadores.
Além da prisão de “Oval”, as investigações levaram à detenção de uma mulher de 24 anos, suspeita de integrar a mesma organização criminosa e de participar dos eventos. Ela é companheira de um homem identificado apenas como “Piloto”, que está atualmente foragido e é a pessoa para quem “Oval” teria entregue a arma após efetuar os disparos, conforme exaustivamente registrado nas imagens analisadas. A jovem foi presa após o cumprimento de um mandado de prisão em um endereço vinculado a “Piloto” na semana anterior. As equipes da Polícia Civil foram recebidas por ela no local, e as imagens do “pancadão” também confirmaram sua presença no evento, corroborando sua ligação com o grupo. As forças de segurança reiteraram que as investigações continuam ativas e estão focadas em localizar e identificar todos os outros suspeitos envolvidos nos disparos e na organização do “Baile da Colômbia”, visando desmantelar completamente a rede criminosa por trás desses eventos e restaurar a ordem na comunidade.
Desdobramentos e compromisso com a segurança pública
As prisões de Renato Olímpio Paula, vulgo “Oval”, e da mulher de 24 anos representam um avanço significativo nas investigações sobre os incidentes de violência ocorridos no “pancadão de carnaval” no Morro do São Bento. As autoridades demonstraram que a atuação rápida da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, é crucial para desarticular eventos que promovem a violência e a incitação ao crime em ambientes públicos. A destruição do celular por parte do principal suspeito e a resistência à prisão evidenciam não apenas a tentativa dos criminosos de evitar a justiça, mas também a complexidade e os desafios enfrentados pelas forças de segurança durante as operações. A busca por “Piloto” e a identificação de outros envolvidos no “Baile da Colômbia”, incluindo o MC Urubuzinho, reforçam o compromisso das forças de segurança em combater não apenas os atos de violência em si, mas também as estruturas organizacionais que os sustentam e os indivíduos que os incentivam. A sociedade espera que a continuidade das investigações traga mais elucidações e que todos os responsáveis sejam devidamente responsabilizados perante a lei, garantindo assim a segurança e a ordem pública na Baixada Santista e coibindo a repetição de eventos semelhantes.
Perguntas frequentes sobre o caso
Quem é “Oval” e por que ele foi preso?
“Oval”, cujo nome real é Renato Olímpio Paula, de 41 anos, foi preso sob suspeita de ser um dos indivíduos que efetuaram disparos para o alto durante um “pancadão de carnaval” no Morro do São Bento, em Santos. Ele também é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas na região central da cidade e por ter resistido à prisão, chegando a destruir seu aparelho celular.
Qual a conexão da mulher presa com o caso?
A mulher, de 24 anos, foi presa suspeita de integrar uma organização criminosa. Ela é a companheira de um homem conhecido como “Piloto”, que está foragido e é a pessoa para quem “Oval” teria entregue a arma após os disparos, conforme registrado nas imagens do evento. Ela também estava presente no local do “pancadão” no momento dos incidentes.
O que é o “Baile da Colômbia” e qual sua relação com os disparos?
O “Baile da Colômbia” é como ficou conhecido o “pancadão de carnaval” não autorizado que ocorreu no Morro do São Bento. Durante este evento, vídeos viralizados mostraram pessoas armadas efetuando disparos para o alto. A relação é direta, já que as cenas dos tiros ocorreram neste baile, e o próprio MC do evento incitou a violência ao mencionar a necessidade de “rajada de glock”.
A investigação sobre o caso está encerrada?
Não, as investigações continuam ativas. As autoridades da Polícia Civil buscam localizar e prender outros suspeitos envolvidos nos disparos e na organização do “Baile da Colômbia”, incluindo “Piloto” e o MC Urubuzinho, para desmantelar completamente a rede criminosa e trazer todos os responsáveis à justiça.
Mantenha-se informado sobre este e outros desdobramentos na segurança pública da região. Para mais detalhes e as últimas atualizações, acompanhe as notícias sobre a atuação das autoridades e o combate ao crime organizado.
Fonte: https://g1.globo.com
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