O cenário da música instrumental brasileira celebra o retorno do aclamado programa “Roda de Choro” com uma nova temporada que promete encantar aficionados e novos ouvintes. Abrindo o ciclo de transmissões neste início de abril, a atração dedica seus primeiros episódios a uma emocionante homenagem ao lendário trombonista Zé da Velha, uma figura monumental na história do choro. Mantendo sua fórmula de sucesso, o programa continua a oferecer uma rica combinação de seleções musicais cuidadosas e entrevistas aprofundadas com instrumentistas renomados e pesquisadores dedicados ao gênero. Essa abordagem não apenas destaca grandes nomes do choro, mas também explora lançamentos fonográficos recentes, investiga a efervescência de clubes e festivais dedicados a essa rica expressão cultural, e convida o público a mergulhar na essência do choro brasileiro.
Um tributo ao legado de Zé da Velha
A escolha de dedicar a estreia da temporada a José Alberto Rodrigues Matos, artisticamente conhecido como Zé da Velha, ressalta a importância de preservar e celebrar a memória de mestres que moldaram o choro. O trombonista, falecido em 26 de dezembro do ano passado, deixou uma contribuição inestimável para a música brasileira.
A jornada de um mestre do trombone
Nascido em Aracaju, Sergipe, Zé da Velha mudou-se ainda na infância para o Rio de Janeiro, cidade que se tornaria o berço de sua formação musical e aclamada carreira. Imerso na vibrante cena musical carioca, ele teve a rara oportunidade de conviver e aprender com a “velha guarda” de músicos que definiram o choro, como os icônicos Pixinguinha (1897-1973) e João da Baiana (1887-1974). Essa convivência foi crucial para a sua consolidação como um virtuoso do trombone, um instrumento que, em suas mãos, transcendia a simples melodia para expressar a alma do choro com profundidade e maestria singulares. Sua técnica apurada e seu estilo inconfundível o estabeleceram como uma referência, influenciando gerações de instrumentistas e elevando o trombone a um patamar de destaque dentro do gênero.
O legado musical e as parcerias inesquecíveis
Ao longo de sua prolífica carreira, Zé da Velha atuou como solista ao lado de alguns dos artistas e grupos mais emblemáticos da música popular brasileira. Sua participação em formações lendárias, como o Cordão da Bola Preta, um dos blocos de carnaval mais tradicionais do Rio de Janeiro, evidencia sua versatilidade e a amplitude de sua presença na cultura musical do país. Ele também deixou sua marca em álbuns que se tornaram marcos fundamentais do choro, incluindo obras como “Chorando pelos dedos” (1976), que apresentou sua técnica apurada, “Chorando baixinho: um encontro histórico” (1979), um testemunho de colaborações significativas, e “Choro na Praça” (1977), que capturou a essência do gênero em seu auge. Esses discos não apenas solidificaram sua reputação, mas também se tornaram referências para o estudo e a apreciação do choro autêntico. A homenagem no “Roda de Choro” é uma justa celebração de sua vida e de sua obra, convidando o público a revisitar e redescobrir a riqueza de seu legado.
Participações especiais na homenagem
A edição especial do “Roda de Choro” dedicada a Zé da Velha contará com a participação de nomes que tiveram uma ligação profunda com o trombonista, adicionando um toque pessoal e autêntico à celebração. Entre eles, destaca-se Silvério Pontes, parceiro de longa data de Zé da Velha e integrante da “menor big band do mundo”, uma colaboração que gerou seis álbuns aclamados e inesquecíveis. A dinâmica musical e a camaradagem entre eles renderam frutos artísticos que são até hoje referência no choro. Também integram os episódios temáticos os talentosos irmãos Aquiles Moraes e Everson Moraes, que desde muito cedo tiveram a oportunidade de tocar e aprender com o mestre do trombone. Suas contribuições prometem oferecer perspectivas íntimas e emocionantes sobre a pessoa e o músico Zé da Velha, enriquecendo a homenagem com memórias e interpretações que ecoam a profundidade de sua influência.
A abrangência do programa Roda de Choro
O “Roda de Choro” transcende a mera transmissão de música, posicionando-se como um veículo fundamental para a disseminação e a valorização do gênero, que é um dos pilares da cultura musical brasileira.
Formato e conteúdo enriquecedor
O programa adota um formato que privilegia a imersão cultural, combinando uma criteriosa seleção musical com entrevistas reveladoras. Essas conversas não se limitam a instrumentistas, mas se estendem a pesquisadores e críticos, que compartilham análises e insights sobre o universo do choro. A cada edição, o “Roda de Choro” se propõe a ir além das fronteiras do estúdio, destacando o trabalho de grandes nomes, apresentando lançamentos fonográficos que renovam o repertório do gênero, e explorando a efervescência cultural de clubes e festivais dedicados ao choro em todo o país. Essa abordagem abrangente garante que o programa seja tanto um arquivo da memória do choro quanto um catalisador para suas futuras manifestações, conectando o passado, o presente e o futuro dessa vibrante expressão musical. A capacidade de integrar diferentes perspectivas faz do “Roda de Choro” uma fonte essencial para quem busca entender a complexidade e a beleza intrínseca do gênero.
Onde e quando sintonizar
A homenagem a Zé da Velha será dividida em duas partes, garantindo uma cobertura aprofundada de sua vida e obra. A primeira parte do programa será transmitida pela Rádio Nacional na sexta-feira (3), às 22 horas, e pela Rádio MEC no domingo (5), também às 20 horas. Para complementar o tributo, a segunda parte irá ao ar na Rádio Nacional na sexta-feira seguinte, (10), às 22 horas, e na Rádio MEC no domingo (12), às 20 horas. Essa programação escalonada permite aos ouvintes desfrutar da homenagem em momentos diferentes e absorver a riqueza do conteúdo proposto. Ambas as rádios, com sua vasta experiência em radiodifusão pública, garantem a qualidade e a acessibilidade da transmissão para um público amplo em diversas regiões.
Acessibilidade multiplataforma das rádios
Para garantir que o maior número possível de ouvintes possa acompanhar o “Roda de Choro” e a homenagem a Zé da Velha, as rádios disponibilizam o conteúdo em uma ampla gama de plataformas. Além da sintonia tradicional via rádio — com frequências específicas em cidades como Rio de Janeiro (FM 99,3 MHz e AM 800 kHz para Rádio MEC; FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz para Rádio Nacional), Brasília, São Paulo, Recife, São Luís, e em áreas mais remotas como a Amazônia e Alto Solimões —, os programas também podem ser acessados via internet. Os sites das rádios, bem como aplicativos para dispositivos Android e iOS, oferecem a flexibilidade de ouvir em qualquer lugar e a qualquer momento. A presença ativa nas redes sociais como Instagram, Spotify, YouTube, Facebook, X e Threads, e canais de WhatsApp dedicados, permite uma interação ainda maior, transformando a experiência de escuta em um engajamento cultural dinâmico. Essa estratégia multiplataforma reflete o compromisso das emissoras em democratizar o acesso à cultura e à música de qualidade.
Celebrando a tradição e o futuro do choro
A nova temporada do “Roda de Choro”, com sua homenagem inicial a Zé da Velha, reafirma o papel essencial do programa na salvaguarda e na promoção de um dos mais autênticos e complexos gêneros musicais do Brasil. Ao revisitar a obra de mestres e ao mesmo tempo abrir espaço para novas vozes e pesquisas, o programa consolida-se como um elo vital entre as gerações de chorões e ouvintes. A iniciativa das rádios em dedicar um espaço tão significativo à música instrumental e, em particular, ao choro, é um testemunho do valor cultural e educacional que a radiodifusão pública pode oferecer. É uma oportunidade única de mergulhar na história, apreciar a arte e compreender a evolução contínua de um gênero que continua a inspirar e emocionar.
FAQ
1. Quando e onde a nova temporada do Roda de Choro será transmitida?
A primeira parte da homenagem a Zé da Velha vai ao ar na Rádio Nacional na sexta-feira (3), às 22h, e na Rádio MEC no domingo (5), às 20h. A segunda parte será transmitida na Rádio Nacional na sexta-feira (10), às 22h, e na Rádio MEC no domingo (12), às 20h.
2. Quem foi Zé da Velha e qual sua importância para o choro?
José Alberto Rodrigues Matos, conhecido como Zé da Velha, foi um lendário trombonista brasileiro. Ele foi um mestre do instrumento, convivendo com nomes como Pixinguinha e João da Baiana, e atuou com grupos como o Cordão da Bola Preta, deixando um legado musical expressivo em diversos álbuns importantes.
3. Quais participações especiais estão confirmadas na homenagem a Zé da Velha?
A homenagem contará com a participação de Silvério Pontes, parceiro de Zé da Velha na “menor big band do mundo”, e dos irmãos Aquiles Moraes e Everson Moraes, que tocaram com o trombonista desde cedo.
4. Como posso sintonizar as rádios para ouvir o programa?
Você pode sintonizar as rádios por meio de suas frequências tradicionais (disponíveis nos sites), pelo site das rádios, via aplicativos EBC para Android e iOS, e acompanhar pelas redes sociais como Instagram, Spotify, YouTube e Facebook.
Não perca a oportunidade de mergulhar na riqueza do choro brasileiro e acompanhar as homenagens e discussões que o Roda de Choro tem a oferecer. Sintonize e celebre a música!
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