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Menina de 5 anos finaliza quimioterapia contra leucemia Após dois anos

ALESP

Uma história de resiliência e esperança vinda de Jundiaí, interior de São Paulo, emociona ao narrar a jornada vitoriosa de Ísis Modenezi, uma menina de apenas cinco anos que, após dois anos de um desafiador tratamento contra a leucemia, finalmente celebrou sua última sessão de quimioterapia. O diagnóstico, recebido ainda muito jovem, transformou a vida da família, liderada pela médica Bruna Müller Modenezi. Este marco não é apenas o fim de um ciclo de procedimentos médicos, mas o triunfo da coragem infantil e da fé de uma família que enfrentou a doença com determinação. A celebração foi compartilhada nas redes sociais, inspirando milhares com a força da pequena Ísis e o amor inabalável de seus pais.

A jornada do diagnóstico ao tratamento

Os primeiros sinais e a incerteza
A odisseia de Ísis Modenezi e sua família começou quando a menina tinha apenas três anos. Em dezembro, há cerca de dois anos, Ísis apresentou um quadro de escarlatina, uma infecção bacteriana comum em crianças, caracterizada por febre alta, dor de garganta, língua avermelhada e pequenas manchas vermelhas ásperas na pele. A mãe, Bruna Müller Modenezi, que é médica, inicialmente realizou exames que indicaram anemia leve e plaquetas abaixo do normal. Ísis iniciou um tratamento com antibióticos, mas, mesmo após 13 dias, os sintomas persistiam e se agravavam.

Bruna relatou que Ísis voltou a ter febre muito alta, acompanhada de intensa dor de cabeça e um acentuado decaimento de seu estado geral. Diante do agravamento do quadro, a família decidiu levá-la imediatamente à emergência. Este momento de incerteza e a persistência dos sintomas incomuns acenderam um alerta crucial para Bruna, que sabia que algo mais sério poderia estar acontecendo por trás dos sinais iniciais. A urgência da situação levou-os a um caminho que mudaria suas vidas drasticamente.

O impacto do diagnóstico e o plano de batalha
Na véspera de Ano Novo, após dias de apreensão e exames aprofundados, a família recebeu a notícia que abalaria seus alicerces: Ísis fora diagnosticada com leucemia. Bruna descreveu o momento como o desmoronamento de seu mundo. “Ficamos sem chão e com a maior sensação de impotência que já havíamos sentido em toda a vida”, relembrou a mãe, expressando a dor e o choque de um diagnóstico tão grave para uma criança tão pequena.

Imediatamente, Ísis iniciou um rigoroso tratamento de quimioterapia em um hospital especializado na capital paulista. O protocolo terapêutico foi dividido em quatro fases distintas, com a intensidade dos ciclos ajustada de acordo com o risco e a resposta individual da paciente. Este plano de tratamento, meticulosamente elaborado pela equipe médica, exigiria dois anos de dedicação, força e muita fé, marcando o início de uma longa e árdua batalha contra a doença. A família se preparava para enfrentar cada etapa com a esperança de ver a pequena Ísis recuperar a saúde e a alegria de viver.

Desafios e superação no caminho da recuperação

A rotina de procedimentos e o isolamento
Os dois anos de tratamento foram marcados por uma série ininterrupta de desafios. Felizmente, Ísis respondeu bem aos ciclos de quimioterapia e não precisou ser submetida a cirurgias. No entanto, sua jornada incluiu diversos procedimentos invasivos, essenciais para o monitoramento e controle da doença. A menina passou por biópsias, punções de medula óssea e punções lombares repetidas vezes, cada um deles um teste à sua resiliência infantil.

Além dos procedimentos, a fragilidade do sistema imunológico de Ísis a levou a várias internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido a complicações graves. O cuidado mais crítico e, ao mesmo tempo, o mais doloroso, foi o isolamento. “Essa parte foi extremamente difícil, porém necessária”, afirmou Bruna. Para proteger Ísis de infecções oportunistas, ela não podia ter contato com muitas pessoas, especialmente outras crianças. Por seis meses, a menina viveu sem a companhia de primos e amigos, e o convívio com outros familiares foi drasticamente reduzido. A restrição se estendeu à alimentação, com vários alimentos sendo proibidos, incluindo o morango, sua fruta preferida, o que representava uma pequena, mas significativa, privação em seu universo infantil.

A força de Ísis e o apoio familiar
Mesmo diante de tantas adversidades, Ísis demonstrou uma bravura notável. Sua capacidade de enfrentar os procedimentos dolorosos, o isolamento e as restrições com uma coragem incomum para sua idade inspirou toda a família. A determinação da pequena Ísis foi um motor para os pais, que encontraram nela a força para seguir adiante. Bruna e seu esposo dedicaram-se integralmente ao cuidado da filha, transformando o hospital e o lar em um santuário de esperança e luta.

O apoio familiar foi crucial em cada etapa. Bruna, como médica, pôde entender os detalhes do tratamento e das complicações, mas acima de tudo, atuou como mãe, cuidadora e pilar emocional para Ísis. A família uniu-se em uma rede de suporte, com cada membro contribuindo para criar um ambiente de amor e segurança, minimizando, sempre que possível, o impacto da doença e do tratamento. A fé, conforme Bruna mencionou, foi um elemento fundamental que os sustentou, permitindo-lhes atravessar momentos de extrema dificuldade com a esperança de um futuro mais saudável para Ísis.

O dia da vitória: um misto de emoções

A celebração nas redes sociais
Finalmente, o dia mais esperado pela família Modenezi chegou. Em uma data simbólica, dois anos após o diagnóstico, Ísis Modenezi recebeu sua última sessão de quimioterapia. O momento foi de intensa emoção e alívio, marcando o fechamento de um ciclo de tratamentos intensos e uma rotina de cuidados rigorosos. Para celebrar essa conquista monumental, a família compartilhou um vídeo nas redes sociais que rapidamente viralizou, alcançando quase 100 mil visualizações.

O vídeo não era apenas uma forma de registrar o momento, mas de compartilhar a alegria, a gratidão e a esperança com um público maior. As imagens mostravam a pequena Ísis, visivelmente feliz e aliviada, ao lado de seus pais, celebrando o fim de uma jornada que testou os limites de todos. A repercussão do vídeo demonstrou o poder de histórias de superação e a capacidade de Ísis de inspirar milhares de pessoas com sua bravura e resiliência.

As palavras da mãe sobre a jornada
As palavras de Bruna Müller Modenezi, refletindo sobre a jornada, transmitiram a profundidade dos sentimentos vividos. “Vivemos pela chegada desse dia”, expressou a mãe, evidenciando a expectativa e o anseio por aquele momento libertador. Ao olhar para trás, Bruna destacou a gratidão como o principal sentimento. “Gratidão, de olhar para trás e ver o quanto fomos sustentados por Deus, um alívio profundo, emoção, choro contido e a sensação de ter atravessado uma guerra inteira”, descreveu, capturando a magnitude da luta.

Ela enfatizou que aquele dia representava o “fechamento de um ciclo duro, vencido com fé, coragem e muita resiliência”. Bruna fez questão de salientar a força inabalável de sua filha: “A Ísis nos mostrou o verdadeiro significado de bravura: mesmo pequena, foi gigante em coragem.” A médica e mãe concluiu com uma mensagem de esperança e aprendizado: “A nossa história agora carrega cicatrizes, mas também testemunhos. E seguimos, com fé, certos de que o amor venceu.” Suas palavras ecoam o triunfo do espírito humano e a inegável força do amor familiar na face da adversidade.

Conclusão
O encerramento do tratamento de Ísis Modenezi é mais do que um marco pessoal para sua família; é um poderoso testemunho da capacidade humana de superar adversidades extremas. A história da menina de Jundiaí ressoa como um hino à vida, à coragem inata das crianças e à dedicação incansável de familiares e equipes médicas. Cada etapa, desde os primeiros sintomas até a última sessão de quimioterapia, foi um desafio superado com fé e resiliência. A jornada de Ísis inspira a todos, reforçando a importância do diagnóstico precoce, do avanço da medicina e, acima de tudo, do amor e apoio familiar como pilares fundamentais na luta contra doenças tão severas quanto a leucemia. A memória desta batalha vitoriosa servirá como um lembrete perene de que, mesmo diante das maiores tempestades, a esperança pode florescer e o amor pode, de fato, vencer.

FAQ

O que é leucemia infantil e quais são seus sintomas mais comuns?
A leucemia infantil é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas na medula óssea, responsável pela produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Os sintomas podem variar, mas frequentemente incluem febre persistente, fadiga, palidez (devido à anemia), dores ósseas e nas articulações, sangramentos ou hematomas fáceis, inchaço dos gânglios linfáticos, perda de peso e infecções frequentes. No caso de Ísis, a febre alta, dor de cabeça intensa e decaimento do estado geral foram sinais de alerta.

Quais os principais desafios do tratamento de quimioterapia em crianças?
O tratamento de quimioterapia em crianças apresenta desafios significativos. Além dos efeitos colaterais comuns como náuseas, vômitos e perda de cabelo, a imunossupressão intensa exige um isolamento rigoroso para prevenir infecções, impactando a socialização da criança. Procedimentos invasivos como biópsias e punções são frequentes, e as restrições alimentares podem ser difíceis. O manejo da dor e a adaptação à rotina hospitalar também são grandes desafios para os pequenos pacientes e suas famílias.

Como o apoio familiar contribui para a recuperação de crianças com câncer?
O apoio familiar é um pilar essencial na recuperação de crianças com câncer. Pais e cuidadores desempenham um papel vital no bem-estar físico e emocional da criança, oferecendo conforto, encorajamento e suporte prático durante os longos e difíceis períodos de tratamento. A presença constante, a fé e a resiliência da família criam um ambiente de segurança e esperança, ajudando a criança a enfrentar os medos, a dor e o isolamento, como demonstrado na inspiradora jornada de Ísis e seus pais.

Compartilhe esta inspiradora história de superação e ajude a difundir a conscientização sobre a leucemia infantil. Sua contribuição pode fazer a diferença.

Fonte: https://g1.globo.com

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