A exposição Mata Viva convida o público carioca e visitantes a uma profunda imersão na riqueza natural e artística do Brasil. Em cartaz no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, a mostra apresenta um vibrante diálogo entre a arte popular e a defesa do meio ambiente, transformando 260 peças artesanais em um poderoso clamor pela preservação dos nossos biomas. Desde a Amazônia até o Pampa, passando pela Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado e Caatinga, a exposição Mata Viva celebra a criatividade brasileira. A curadoria cuidadosa destaca a íntima conexão entre a terra, os materiais brutos e as expressões culturais que brotam de cada região. É uma das maiores já montadas no espaço cultural, prometendo uma experiência única e reveladora para todos os que a visitarem até 31 de março.
A essência do Brasil nos biomas e na arte
A Mata Viva é mais do que uma exposição de arte; é um espelho da identidade brasileira, que clama pela valorização e proteção do meio ambiente através da expressividade do artesanato nacional. A mostra reúne 260 obras artesanais, meticulosamente elaboradas com materiais extraídos dos mais diversos biomas do país. Cada peça é um testemunho da profunda conexão entre o artesão e sua terra, utilizando elementos como pedra, madeira, argila, palha e sementes. Essa abordagem curatorial visa transportar o visitante para dentro de cada ecossistema, revelando como a natureza molda não apenas a paisagem, mas também a cultura e a arte popular que dela emerge.
O clamor ambiental e a origem da criação
O projeto da Mata Viva nasce de uma indagação fundamental sobre a origem das coisas. Conforme explica Jair de Souza, um dos curadores da exposição, a arte popular brasileira tem suas raízes fincadas na terra, nos biomas que a nutrem. “As coisas nascem nos lugares que elas são produzidas, que elas são criadas. Quer dizer, elas nascem nos seus biomas, nos biomas brasileiros”, afirma Souza. Ele ressalta que a arte popular é intrínseca ao material que vem da própria terra — a pedra, a madeira, a argila, a palha, a semente. O objetivo primordial da exposição é, portanto, expor essa potência criativa da nossa arte e, simultaneamente, trazer para junto das obras a vivência dos próprios biomas, estabelecendo uma ponte inseparável entre a criação humana e o berço natural de onde ela provém. A mostra se propõe a ser um reflexo vivo dessa interdependência, convidando à reflexão sobre a riqueza e a fragilidade do patrimônio natural brasileiro.
Destaques artísticos e imersão sensorial
A curadoria da Mata Viva cuidadosamente selecionou artistas cujas obras não apenas exibem maestria técnica, mas também transmitem mensagens potentes sobre a cultura e o ambiente brasileiro. Entre os nomes em destaque, encontra-se Conceição dos Bugres, do Mato Grosso do Sul, cujas pequenas esculturas revelam traços indígenas de intensa força expressiva, capturando a essência da alma pantaneira. Outro artista fundamental é o mineiro Antônio Julião, conhecido por peças que traduzem uma crítica social e ambiental aguçada, convidando o observador a refletir sobre os desafios contemporâneos. A diversidade de estilos e materiais apresentados reforça a pluralidade da arte popular nacional, que se manifesta em múltiplas formas e contextos geográficos.
Artistas em evidência e a cenografia imersiva
Para construir os ambientes que abrigam essas obras, a exposição optou por uma abordagem radicalmente manual, que prescinde de qualquer tecnologia de impressão ou projeção. “Para construir esses ambientes nós não usamos nenhuma imagem, fotografia, impressa, plotter. Não, em adesivos, tudo feito à mão”, detalha o curador Jair de Souza. Este esforço monumental de pintura e cenografia manual, que se estende até os pisos por onde os visitantes caminham, é complementado por uma floresta artificial impressionante, composta por mais de 150 árvores criadas especificamente para a mostra. Todo esse trabalho foi realizado por uma equipe especializada, liderada pelo renomado Leandro Assis, artista de destaque nas escolas de samba cariocas. Pintores, escultores e aderecistas com vasta experiência no carnaval do Rio de Janeiro empregaram suas habilidades para criar uma experiência verdadeiramente imersiva e tátil, onde a ambientação é uma obra de arte em si, intensificando a conexão do público com as peças e os biomas representados.
Repercussão e potência brasileira
A exposição Mata Viva tem provocado reações profundas nos visitantes, que se emocionam diante da magnitude e da beleza das obras e da cenografia. O curador Jair de Souza descreve a intensidade dessa experiência: “Tem pessoas que chegam até a chorar lá dentro da exposição. Todas saem encantadas com a exposição, uma exposição imersiva, intensa, sem nenhum pingo de tecnologia”. A ausência de recursos tecnológicos em favor do artesanato e da criação manual amplifica a autenticidade e a humanidade da mostra, permitindo que a arte fale por si mesma.
A emoção dos visitantes e o reconhecimento cultural
A reação do público é unanimemente de encantamento e emoção, uma vibração com a “potência do Brasil”. Segundo Souza, a exposição é um convite ao reconhecimento da própria força criativa do país, um Brasil que se olha e se redescobre. “É um Brasil que sai do próprio Brasil, um Brasil que olha para si mesmo”, aponta o curador. Essa experiência imersiva sem tecnologia convida à introspecção e à valorização da cultura e dos saberes ancestrais, demonstrando que a riqueza da nação reside em sua gente, em seus recursos naturais e na capacidade inesgotável de criar e expressar sua identidade de forma autêntica e visceral.
Legado cultural e convite à visita
A exposição Mata Viva não é apenas uma mostra de arte; é um manifesto vibrante pela cultura e pelo meio ambiente brasileiro. Em um período de férias, ela se destaca como um programa imperdível, unindo a qualidade intrínseca das obras à magnitude de sua mensagem e à beleza de seu cenário. O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, situado na histórica Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, adiciona um encanto especial à visita, imersa em um contexto de prédios históricos que ressoam com a tradição. Com entrada franca e funcionando de terça a sábado, a Mata Viva oferece uma oportunidade única de vivenciar a arte popular em sua máxima expressão e de reconectar-se com a alma do Brasil, fazendo um clamor pela preservação de seus mais valiosos tesouros naturais. A mostra estará aberta ao público até o dia 31 de março, representando uma celebração da identidade nacional e um chamado urgente à conscientização ambiental.
Perguntas frequentes
Qual o tema central da exposição Mata Viva?
A exposição Mata Viva explora a conexão entre a arte popular brasileira e a natureza, com foco na defesa do meio ambiente e na valorização dos biomas do Brasil, apresentando obras feitas com materiais da terra.
Onde e até quando a exposição pode ser visitada?
A exposição está em cartaz no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, localizado na Praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro, e pode ser visitada até o dia 31 de março.
Há custo para visitar a Mata Viva e quais os horários de funcionamento?
Não, a entrada para a exposição Mata Viva é franca. O espaço funciona de terça a sábado, oferecendo acesso gratuito a todos os interessados em arte e cultura brasileira.
Quais biomas brasileiros são representados na mostra?
A exposição destaca a diversidade dos biomas brasileiros, com peças criadas a partir de materiais da Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Caatinga e Pampa.
Não perca a chance de vivenciar essa profunda conexão entre arte, natureza e cultura brasileira. Visite a exposição Mata Viva antes de 31 de março e deixe-se emocionar pela potência do artesanato nacional.
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