G1

Dois turistas morrem afogados em incidentes distintos nas águas do litoral de

ANUNCIO COTIA/LATERAL

A Baixada Santista foi palco de uma série de eventos trágicos neste último domingo, primeiro de outubro, que resultaram na morte por afogamento de dois homens. Os incidentes, registrados em Bertioga e Praia Grande, acendem um alerta sobre os perigos inerentes às águas costeiras e a crucial importância da prevenção. As vítimas, turistas provenientes da capital e de outras cidades do interior de São Paulo, perderam a vida em circunstâncias distintas, mas que ressaltam a necessidade de vigilância e respeito às orientações de segurança. Enquanto um caso ocorreu em um rio que deságua no mar, o outro se deu diretamente nas agitadas águas da praia, desafiando até mesmo banhistas experientes e demonstrando a força imprevisível do oceano.

Tragédia no rio Guaratuba, Bertioga

O primeiro caso de afogamento fatal foi reportado nas primeiras horas do domingo, no Rio Guaratuba, localizado na cidade de Bertioga. A vítima foi identificada como um jovem, morador da capital paulista, cuja idade exata não foi divulgada pelas autoridades. Este local, conhecido por sua beleza natural onde o rio encontra o oceano, atrai muitos visitantes, mas também esconde riscos que exigem atenção redobrada.

Resgate e confirmação da morte de turista na unidade de saúde

De acordo Os profissionais, treinados para atuar em situações de emergência aquática, iniciaram um intenso esforço de busca. Após alguns minutos, o turista foi localizado e resgatado das profundezas, sendo imediatamente conduzido à faixa de areia. Ao ser retirado da água, o estado da vítima foi classificado como afogamento grave.

No local, os guarda-vidas iniciaram imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), um procedimento vital para tentar restabelecer os sinais vitais da vítima. Simultaneamente, uma equipe de resgate médico foi acionada para dar suporte. Após os primeiros socorros na praia, o jovem foi rapidamente encaminhado ao Hospital Municipal de Bertioga, na esperança de que os cuidados intensivos pudessem reverter o quadro. Contudo, apesar de todos os esforços das equipes de resgate e dos profissionais de saúde na unidade hospitalar, a morte do turista foi lamentavelmente confirmada. As circunstâncias precisas que levaram ao afogamento ainda estão sob investigação pelas autoridades policiais, que buscam entender os detalhes do ocorrido.

Afogamento fatal na Praia Grande e o perigo das correntezas

Horas depois, uma segunda ocorrência de afogamento com desfecho trágico abalou o litoral paulista, desta vez na Praia Grande. O incidente teve lugar no mar da praia do bairro Tupi, uma região que, segundo o GBMar, é devidamente sinalizada com placas que indicam áreas de perigo e alertam os banhistas sobre os riscos existentes.

Corrente de retorno surpreende banhistas em área sinalizada

A segunda vítima fatal foi um homem de 32 anos, residente de Itaquaquecetuba, cidade da região metropolitana de São Paulo. Ele estava aproveitando o dia de sol na companhia de dois familiares quando, de forma abrupta, todos foram surpreendidos por uma potente corrente de retorno. Esse fenômeno, caracterizado por um fluxo de água que se afasta da costa em direção ao mar aberto, é uma das maiores causas de afogamentos e pode arrastar pessoas em questão de segundos, mesmo em áreas aparentemente calmas.

Em meio ao caos, a rápida ação de uma testemunha que presenciou a situação foi crucial. O homem corajosamente entrou na água e conseguiu resgatar os dois familiares da vítima, além de outras três pessoas que também estavam em processo de afogamento, lutando para sobreviver à força da correnteza. Contudo, ao retornar para auxiliar o terceiro turista, o homem de 32 anos já havia desaparecido sob as ondas. Uma intensa operação de busca foi imediatamente deflagrada pelos guarda-vidas. O corpo da vítima foi localizado posteriormente e, para o desespero de seus entes, foi reconhecido por familiares que acompanhavam os trabalhos de resgate. As autoridades do GBMar informaram que, até a última atualização do caso, ainda buscavam detalhes mais precisos sobre o local exato e as circunstâncias em que o corpo foi encontrado.

Alerta do GBMar: Compreendendo e evitando os riscos no mar

Diante dos recentes incidentes, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) reitera seus alertas sobre os perigos das águas costeiras, com foco especial nas correntezas. Segundo a corporação, as correntezas são, de longe, as maiores ameaças à vida dos banhistas e são responsáveis pela vasta maioria dos afogamentos registrados nas praias brasileiras. É fundamental que a população compreenda a natureza desses fenômenos e adote medidas preventivas rigorosas.

Orientações de segurança para banhistas nas praias

A corrente de retorno, em particular, é um fenômeno traiçoeiro e muitas vezes invisível a olho nu. O GBMar explica que ela funciona como se fosse um “rio dentro do mar”, puxando a água e tudo o que está nela, incluindo pessoas, em direção ao fundo ou para longe da costa em alta velocidade. Sua dificuldade de identificação torna-a ainda mais perigosa, e por isso, o GBMar utiliza sinalizações claras, como placas vermelhas, para indicar áreas de maior risco. Para garantir a segurança dos banhistas, os bombeiros destacam uma série de orientações cruciais:

Evite áreas sinalizadas: Jamais entre no mar em praias ou trechos que possuam sinalização de perigo, como as bandeiras vermelhas ou placas de advertência. Essas indicações são colocadas por profissionais experientes para proteger a vida dos banhistas.
Atenção ao consumo de álcool e habilidade de natação: Se você não souber nadar ou tiver ingerido bebidas alcoólicas, sob nenhuma hipótese deve entrar nas águas. O álcool diminui a percepção de risco e a capacidade de reação, enquanto a falta de habilidade de natação é um fator de risco evidente.
Mantenha-se em águas rasas: Sempre fique com a água abaixo da linha da cintura. Entrar em águas mais profundas aumenta exponencialmente o risco de ser arrastado por uma correnteza ou perder o equilíbrio em ondas inesperadas.
Observe os guarda-vidas: Procure sempre as áreas protegidas por guarda-vidas e siga suas orientações. Eles são treinados para identificar riscos e agir rapidamente em emergências.

Consequências e a importância da prevenção

Os dois incidentes fatais na Baixada Santista servem como um lembrete sombrio da força implacável da natureza e da imperatividade de se manter vigilante e respeitar as condições do mar e dos rios. As vidas perdidas são uma dolorosa demonstração das consequências que a imprudência ou a falta de conhecimento sobre os perigos aquáticos podem acarretar. É um chamado urgente para que tanto as autoridades reforcem as campanhas de conscientização e a presença de guarda-vidas, quanto para que cada indivíduo assuma a responsabilidade por sua própria segurança e a de seus acompanhantes. A prevenção é, sem dúvida, a ferramenta mais eficaz para evitar que novas tragédias manchem a beleza de nosso litoral.

Perguntas frequentes sobre segurança no litoral

Qual a principal causa de afogamentos no litoral?
As correntezas, especialmente as correntes de retorno, são apontadas pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) como a principal causa de afogamentos em praias, pois conseguem arrastar banhistas rapidamente para longe da costa.

O que fazer ao ser pego por uma corrente de retorno?
A principal recomendação é não lutar contra a correnteza nadando em direção à praia. Em vez disso, nade paralelamente à costa para tentar sair da faixa de atuação da corrente e, ao sentir que está livre, nade em diagonal em direção à areia.

Como identificar uma área de risco na praia?
Áreas de risco são frequentemente sinalizadas com placas ou bandeiras vermelhas pelos guarda-vidas. Além disso, a ausência de guarda-vidas, a presença de buracos ou valas na areia submersa e a observação de um fluxo de água que se afasta da costa podem indicar perigo.

Quem devo contatar em caso de emergência no mar?
Em qualquer situação de emergência nas águas costeiras, a primeira medida é acionar imediatamente o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) ou ligar para o número de emergência 193. Eles são as equipes treinadas e equipadas para realizar salvamentos aquáticos.

Para mais informações sobre a segurança nas praias e notícias da região, continue acompanhando as atualizações e siga as orientações dos especialistas.

Fonte: https://g1.globo.com

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.Os campos obrigatórios são marcados *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.