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Defesa Civil de São Paulo retoma gabinete de crise por chuvas intensas

ANUNCIO COTIA/LATERAL

O estado de São Paulo mobilizou sua estrutura de contingência, com a Defesa Civil de São Paulo informando a retomada do gabinete de crise, no último domingo (8), para monitorar e agir em resposta às fortes chuvas e potenciais deslizamentos que atingem diversas regiões. A medida foi necessária após as previsões meteorológicas indicarem volumes pluviométricos superiores a 100 mm por dia, cenário classificado como de perigo extremo. Este centro de operações reúne diversas entidades governamentais e concessionárias de serviços essenciais, visando uma resposta rápida e coordenada diante de emergências, minimizando os impactos para a população.

Mobilização estratégica contra o risco iminente

A decisão de reativar o gabinete de crise não é meramente protocolar, mas uma resposta direta à severidade da previsão meteorológica. Com a expectativa de volumes de chuva que superam o limiar de perigo extremo (100 mm em 24 horas), a Defesa Civil do estado de São Paulo reuniu um grupo multidisciplinar. Este inclui representantes de agências reguladoras, Corpo de Bombeiros, e, crucialmente, concessionárias de serviços fundamentais como energia elétrica, abastecimento de água, distribuição de gás e telefonia. A sinergia entre esses órgãos é vital para agilizar o atendimento a emergências, como interrupção de serviços, e para coordenar ações de resgate e apoio nas áreas mais vulneráveis. O objetivo primordial é proteger vidas e mitigar os danos materiais.

Entendendo a origem das fortes precipitações

A intensificação das chuvas que motivou a mobilização estadual é atribuída principalmente à atuação de um sistema de baixa pressão localizado no oceano, que interage diretamente com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Este fenômeno meteorológico é conhecido por sua capacidade de provocar chuvas persistentes e volumosas em amplas áreas. Nas últimas 24 horas que antecederam a retomada do gabinete, os maiores acumulados pluviométricos foram observados na Faixa Leste, no Litoral e na região Noroeste do estado, indicando uma distribuição abrangente dos riscos. A compreensão desses sistemas meteorológicos é fundamental para a elaboração de previsões precisas e para a tomada de decisões preventivas pelas autoridades competentes.

Regiões críticas e volume recorde de chuvas

A análise dos dados pluviométricos recentes revelou que várias cidades paulistas registraram volumes de chuva alarmantes em um curto espaço de tempo. São Carlos se destacou com o maior volume, atingindo 137 mm em apenas 24 horas. Em seguida, Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm), Elias Fausto (100 mm) e São Luís do Paraitinga (83 mm) também enfrentaram precipitações extremamente elevadas. Esses números são particularmente preocupantes quando comparados às médias históricas para o mês de fevereiro, evidenciando a excepcionalidade do evento climático.

Impacto das chuvas além da média histórica

A dimensão desses volumes de chuva torna-se mais clara ao se realizar uma comparação com as médias climatológicas. Em São Carlos, por exemplo, o acumulado de 137 mm em 24 horas representa cerca de 80% da média histórica de chuva esperada para todo o mês de fevereiro, que é de 169,9 mm. Isso significa que, em apenas um dia, a cidade recebeu o equivalente a aproximadamente 24 dias de chuva. Cenários semelhantes foram observados em Ubatuba, onde o volume registrado correspondeu a 72,5% do total mensal previsto, e em São José do Rio Preto, que em um único dia atingiu a marca esperada para cerca de 15 dias de fevereiro. Tais comparações sublinham a gravidade da situação e o potencial devastador de eventos climáticos tão concentrados.

Consequências imediatas e orientações à população

Os efeitos dessas chuvas intensas já se fazem sentir em diversas partes do estado de São Paulo. Foram registrados alagamentos generalizados, deslizamentos de terra e quedas de barreiras, impactando a infraestrutura e a mobilidade. A situação resultou em 13 pessoas desalojadas, que precisaram deixar suas residências temporariamente por questões de segurança, e outras quatro desabrigadas, que perderam suas casas ou não têm para onde retornar. Felizmente, até o momento, não há registro de mortes ou feridos, um fato que ressalta a importância da rápida mobilização da Defesa Civil e da conscientização da população.

Para garantir a segurança de todos, a Defesa Civil reitera a necessidade de a população adotar medidas preventivas cruciais. É fundamental evitar áreas conhecidas por serem suscetíveis a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. Sob nenhuma circunstância se deve tentar atravessar ruas alagadas ou áreas com forte correnteza, pois o risco de ser arrastado é altíssimo. A atenção a sinais de alerta de deslizamento, como rachaduras no solo, inclinação anormal de árvores ou postes e estalos em encostas, pode salvar vidas. Além disso, é imprescindível acompanhar os alertas e as orientações oficiais da Defesa Civil, que são divulgados por meio de telefones de emergência, sirenes ou outros canais de comunicação. A colaboração e a prudência de cada cidadão são peças-chave para enfrentar e superar este período de adversidade climática.

Perguntas frequentes

O que motivou a retomada do gabinete de crise da Defesa Civil de SP?
A retomada foi motivada pela previsão de chuvas intensas, superando a marca de 100 mm por dia, volume considerado de perigo extremo para o estado de São Paulo.

Quem participa do gabinete de crise e qual seu objetivo?
Participam órgãos governamentais como a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e agências reguladoras, além de concessionárias de serviços essenciais. O objetivo é diminuir o tempo de atendimento a emergências e coordenar ações nas cidades mais afetadas.

Quais foram as cidades que registraram os maiores volumes de chuva?
São Carlos registrou 137 mm, seguida por Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm), Elias Fausto (100 mm) e São Luís do Paraitinga (83 mm) nas últimas 24 horas.

Quais são as principais recomendações da Defesa Civil para a população durante as chuvas?
A Defesa Civil orienta evitar áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos, não atravessar ruas alagadas, estar atento a sinais de deslizamento (rachaduras, inclinação de postes) e acompanhar os alertas oficiais.

Mantenha-se informado e siga as orientações da Defesa Civil para garantir sua segurança e a de sua família durante este período de chuvas intensas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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