© José Cruz/Agência Brasil

Brasileiros resgatam R$ 429 milhões em dezembro de valores esquecidos

ANUNCIO COTIA/LATERAL

O Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central (BC) tem sido um canal crucial para que milhões de brasileiros recuperem quantias esquecidas no sistema financeiro. Somente em dezembro do ano passado, a população brasileira sacou expressivos R$ 429,18 milhões em valores esquecidos, um indicativo da relevância e do alcance do programa. Desde sua implementação, o SVR já devolveu um montante de R$ 13,35 bilhões a clientes bancários em todo o país. No entanto, o trabalho ainda está em andamento, com R$ 10,27 bilhões permanecendo disponíveis para saque, aguardando seus legítimos proprietários. Este cenário ressalta a importância de verificar regularmente se há dinheiro a ser resgatado, garantindo que nenhum recurso seja deixado para trás.

Avanços na recuperação de valores esquecidos

O Sistema de Valores a Receber (SVR) representa uma iniciativa fundamental do Banco Central para devolver à população e às empresas quantias que, por diversas razões, ficaram paradas em instituições financeiras. A constante atualização e divulgação dos dados pelo BC, com uma defasagem de dois meses para incorporar novas fontes de valores, permitem uma visão clara do progresso e dos desafios. O volume resgatado em dezembro, que ultrapassou os R$ 429 milhões, demonstra o engajamento dos cidadãos em reaver seus recursos.

O que é e como funciona o SVR

O SVR é um serviço público e gratuito do Banco Central que permite a qualquer cidadão consultar se ele próprio, sua empresa ou até mesmo uma pessoa falecida tem dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras, corretoras ou outras instituições do sistema financeiro nacional. A consulta inicial é simplificada: basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento para pessoas físicas, ou o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já encerradas. Este primeiro passo não exige login, tornando o acesso à informação inicial rápido e descomplicado para milhões de pessoas.

Como consultar e resgatar seu dinheiro

A descoberta de que há valores a receber pode ser uma surpresa agradável para muitos. O processo para consultar e, efetivamente, resgatar esses montantes foi projetado para ser acessível, embora exija algumas etapas de segurança essenciais.

Passo a passo para a consulta e acesso

Após a consulta inicial com CPF ou CNPJ, caso o resultado seja positivo, o sistema indicará a existência de valores. Para prosseguir e verificar detalhes como o montante exato, a origem do valor, a instituição responsável pela devolução e seus dados de contato, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br. Essa conta deve ter nível de segurança prata ou ouro e estar com a verificação em duas etapas habilitada. A exigência de um nível mais alto de segurança visa proteger os dados financeiros dos usuários e prevenir acessos indevidos, garantindo que apenas o titular dos valores possa acessá-los e solicitar o resgate.

Opções de resgate disponíveis

Uma vez que o usuário acessa o sistema com a conta Gov.br e verifica os detalhes dos valores a receber, há três formas principais de efetuar o resgate:

1. Contato direto com a instituição: O cidadão pode entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável pelo valor e solicitar o recebimento. O SVR fornece os dados de contato da instituição para facilitar este processo.
2. Solicitação pelo próprio SVR: É possível fazer a solicitação de resgate diretamente pela plataforma do Sistema de Valores a Receber, que encaminhará o pedido à instituição pagadora.
3. Solicitação automática de resgate: Esta funcionalidade é uma das mais inovadoras e convenientes. Com ela, o cidadão não precisa consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação para cada valor em seu nome. Se a instituição financeira disponibilizar algum recurso, o crédito é feito diretamente na conta do cidadão.

A conveniência da solicitação automática

A solicitação automática de resgate é uma ferramenta poderosa para simplificar a vida dos beneficiários. Ela é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF. Ao aderir a este serviço, que é facultativo, o sistema do SVR age proativamente, identificando novos valores e providenciando o crédito automático na conta do beneficiário. Isso elimina a necessidade de monitoramento constante e de múltiplos processos de solicitação, tornando o resgate de valores esquecidos um processo muito mais passivo e eficiente para o cidadão.

Origens e perfil dos valores a receber

Os valores que aguardam resgate no sistema financeiro têm diversas origens, refletindo uma variedade de situações bancárias e financeiras. Entender essas fontes e o perfil dos beneficiários ajuda a dimensionar a abrangência do SVR.

De onde vêm os valores esquecidos

Os recursos disponíveis para devolução nas instituições financeiras podem surgir de várias situações, como:
Contas-correntes ou poupanças que foram encerradas com saldo positivo.
Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito.
Recursos não procurados de grupos de consórcio que foram encerrados.
Tarifas ou parcelas de operações de crédito que foram cobradas indevidamente.
Contas de pagamento pré ou pós-paga que foram encerradas.
Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras que também foram encerradas.
Outros recursos que as instituições têm para devolver e que não foram reclamados.

Milhões de beneficiários ainda aguardam

As estatísticas do Banco Central revelam a vasta quantidade de pessoas e empresas que ainda não resgataram seus valores. Até o final de dezembro, embora 37.064.451 correntistas já tivessem recuperado quantias (sendo 33.246.064 pessoas físicas e 3.818.387 pessoas jurídicas), um número ainda maior aguarda. Há 54.620.452 beneficiários que ainda não sacaram seus recursos, dos quais 49.593.605 são pessoas físicas e 5.026.847 são pessoas jurídicas. Isso significa que mais da metade dos beneficiários ainda tem dinheiro a receber.

Distribuição dos montantes a receber

A análise da distribuição dos valores revela que a maior parte dos beneficiários tem direito a pequenas quantias. Aproximadamente 64,94% dos beneficiários possuem valores a receber de até R$ 10. Em seguida, os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,3% dos correntistas. Quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,9% dos clientes. Apenas uma pequena parcela, 1,87%, tem direito a receber mais de R$ 1 mil. Essa concentração em valores menores é um dos motivos pelos quais muitos podem não ter percebido ou se mobilizado para o resgate, mas o total acumulado dessas pequenas somas é significativo.

Alerta do Banco Central contra golpes

Com a crescente popularidade do SVR, o Banco Central intensificou seus alertas sobre a ação de golpistas que tentam se aproveitar da expectativa de resgate de valores esquecidos. É crucial que os cidadãos estejam vigilantes para não caírem em fraudes.

Proteja-se de estelionatários

O Banco Central é enfático em ressaltar que todos os serviços relacionados ao Sistema de Valores a Receber são inteiramente gratuitos. O BC não envia links, nem entra em contato com os cidadãos para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais. Qualquer comunicação desse tipo deve ser imediatamente desconsiderada como uma tentativa de golpe. A autarquia também frisa que não se deve fornecer senhas ou dados pessoais a terceiros, e que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de solicitação em nome do Banco Central ou do SVR. A única forma segura de consultar e solicitar o resgate é acessando diretamente o site oficial do Banco Central.

Recupere seu dinheiro esquecido com segurança

O esforço do Banco Central em criar e manter o Sistema de Valores a Receber (SVR) reflete um compromisso com a transparência e a justiça financeira, permitindo que bilhões de reais retornem aos seus legítimos donos. A recuperação de mais de R$ 429 milhões em dezembro e a perspectiva de outros R$ 10,27 bilhões disponíveis destacam a importância contínua de atenção a este serviço. É fundamental que os cidadãos aproveitem essa oportunidade, seguindo os procedimentos corretos e mantendo-se vigilantes contra tentativas de fraude, garantindo que o processo de resgate seja seguro e bem-sucedido para todos.

Perguntas frequentes sobre o Sistema de Valores a Receber (SVR)

O que é o Sistema de Valores a Receber (SVR)?
O SVR é um serviço do Banco Central do Brasil que permite a consulta e o resgate de valores esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras por pessoas físicas, pessoas jurídicas e herdeiros de pessoas falecidas.

Como faço para consultar se tenho dinheiro esquecido?
Você pode consultar gratuitamente pelo site oficial do Banco Central. Para a consulta inicial, basta informar seu CPF e data de nascimento (para pessoa física) ou CNPJ e data de abertura da empresa (para pessoa jurídica).

Quais são os requisitos para acessar o sistema e solicitar o resgate?
Após a consulta inicial positiva, para acessar os detalhes e solicitar o resgate, é necessário fazer login com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, e que tenha a verificação em duas etapas habilitada.

O SVR cobra alguma taxa para a consulta ou resgate de valores?
Não. Todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos. O Banco Central não envia links nem entra em contato com os cidadãos para tratar sobre valores a receber ou confirmar dados pessoais.

Não deixe seu dinheiro para trás. Consulte agora mesmo o Sistema de Valores a Receber no site oficial do Banco Central e garanta o que é seu por direito.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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