O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob custódia, foi internado novamente nesta quarta-feira (7) no Hospital DF Star, em Brasília, após sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal. O incidente resultou em um traumatismo craniano leve, conforme confirmado pelo médico Brasil Caiado, um dos profissionais que acompanha o ex-presidente. A autorização para o atendimento hospitalar foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Bolsonaro havia retornado à unidade prisional há poucos dias, após uma cirurgia de hérnia inguinal e procedimentos para conter uma crise de soluços, e o novo episódio levanta questões sobre seu estado de saúde em um ambiente de custódia.
O incidente e o diagnóstico médico
Na madrugada da terça-feira, o ex-presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto na Superintendência da Polícia Federal. Inicialmente, a equipe médica cogitou a possibilidade de uma queda da cama. Contudo, após conversas e a recuperação da memória dos fatos pelo próprio Bolsonaro, concluiu-se que ele levantou, tentou caminhar e acabou caindo. Diante da necessidade de avaliação especializada e do potencial risco à saúde, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou sua remoção temporária da cela para a realização de exames em uma unidade hospitalar. A medida visou assegurar que todos os procedimentos médicos necessários fossem realizados em um ambiente adequado.
Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, um centro médico particular de referência em Brasília, onde passou por uma bateria de exames diagnósticos, incluindo exames de imagem detalhados. O boletim médico divulgado pela instituição confirmou o traumatismo craniano leve, enfatizando que não havia necessidade de intervenções cirúrgicas ou procedimentos mais complexos. O documento oficial detalhou que os exames de imagem evidenciaram uma “leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma”. A equipe médica responsável definiu que os cuidados seriam clínicos, com acompanhamento e observação do paciente. A rapidez na liberação e no retorno à custódia da PF, a poucos quilômetros do hospital, ressaltou a natureza não grave do trauma, mas evidenciou a fragilidade de seu quadro de saúde e a necessidade de monitoramento contínuo.
Autorização judicial e acompanhamento
A liberação do ex-presidente para atendimento hospitalar não ocorreu sem a devida autorização judicial. Foi o ministro Alexandre de Moraes, responsável por seu processo e custódia na Polícia Federal, quem concedeu o aval para que Bolsonaro deixasse a Superintendência, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, para realizar os exames necessários. Essa autorização demonstra a observância dos direitos à saúde do detento, conforme previsto na legislação, mesmo diante de um contexto de cumprimento de pena. O acompanhamento médico de Jair Bolsonaro é contínuo, com a equipe do Dr. Brasil Caiado monitorando de perto a evolução do quadro, especialmente considerando o histórico recente de internações e cirurgias do ex-presidente. A transparência na comunicação dos fatos foi mantida pelo médico à imprensa, garantindo informações claras sobre o estado de saúde do ex-chefe de Estado.
Histórico de saúde e a hipótese de interação medicamentosa
A queda do ex-presidente não é um evento isolado em seu recente histórico de saúde, que tem sido marcado por uma série de internações e procedimentos. Há menos de uma semana, Bolsonaro havia recebido alta do mesmo Hospital DF Star, onde permaneceu internado por oito dias. Durante essa internação anterior, ele foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, um procedimento delicado que exige repouso e cuidados pós-operatórios. Além disso, enfrentava um persistente e debilitante quadro de soluços, que demandou procedimentos adicionais para seu controle, sem, no entanto, uma solução definitiva até então. Essa sequência de problemas de saúde, juntamente com a necessidade de uso contínuo de diversos medicamentos para gerenciar suas condições, levanta sérias preocupações sobre seu bem-estar geral e a resiliência de seu organismo.
De acordo com o médico Brasil Caiado, uma das principais hipóteses para a queda é a interação entre os diferentes medicamentos que Bolsonaro está utilizando. O ex-presidente faz uso de múltiplos fármacos para tratar a crise de soluços, as consequências da cirurgia e outras condições médicas preexistentes. Essa combinação de substâncias pode ter provocado quadros de desorientação, afetando seu equilíbrio e coordenação motora, levando à queda. O Dr. Caiado alertou que, caso esses episódios de desorientação se tornem recorrentes, colocam o ex-presidente em uma “zona de maior risco”. Essa declaração indica a necessidade urgente de uma revisão cuidadosa de seu regime medicamentoso e um monitoramento ainda mais rigoroso por parte da equipe médica para prevenir futuros incidentes. A complexidade do caso exige uma abordagem multidisciplinar para garantir a segurança e a saúde de Bolsonaro.
Retorno à custódia e cuidados contínuos
Após a realização de todos os exames necessários e a confirmação do diagnóstico de traumatismo craniano leve, Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e foi prontamente reconduzido à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Seu retorno à custódia indica que sua condição de saúde foi considerada estável e que o trauma não representava risco iminente que justificasse uma internação prolongada. Contudo, a equipe médica assistente manterá uma vigilância constante sobre seu quadro, com especial atenção a possíveis sequelas da queda e à eficácia e segurança de sua medicação. A fragilidade de sua saúde, agravada pelos recentes eventos e pela necessidade de ajuste medicamentoso, exige um planejamento de cuidados que concilie sua condição médica com o ambiente de custódia. A gestão de sua saúde torna-se um desafio contínuo para as autoridades e para os profissionais de saúde envolvidos.
Perspectivas futuras
O episódio da queda de Jair Bolsonaro e o subsequente diagnóstico de traumatismo craniano leve sublinham a complexidade de sua condição de saúde em um período de cumprimento de pena. A rápida resposta judicial e médica garantiu o atendimento necessário, confirmando um trauma de baixa gravidade, mas também evidenciando a vulnerabilidade do ex-presidente a novos incidentes, especialmente considerando seu histórico recente de internações e cirurgias. A interação medicamentosa apontada como possível causa da desorientação serve como um alerta importante para a equipe médica, que deverá ajustar seu tratamento para minimizar riscos futuros. A vigilância contínua sobre a saúde de Bolsonaro permanece crucial, conciliando seus direitos como detento com as rigorosas necessidades de seu quadro clínico e o ambiente de custódia em que se encontra.
Perguntas frequentes
1. O que causou a queda de Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal?
Segundo o médico Brasil Caiado, a queda pode ter sido causada por quadros de desorientação resultantes da interação entre diferentes medicamentos que o ex-presidente estava utilizando para tratar uma crise de soluços e outras condições de saúde. A hipótese é que a combinação dos fármacos tenha afetado seu equilíbrio e coordenação.
2. Qual foi o diagnóstico médico após a queda?
Jair Bolsonaro foi diagnosticado com um traumatismo craniano leve. O boletim médico do Hospital DF Star indicou “leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita”, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica complexa. O caso foi tratado com cuidados clínicos e observação.
3. O ex-presidente permaneceu internado após os exames?
Não. Após a realização de todos os exames e a confirmação de que o traumatismo craniano era leve e não apresentava riscos imediatos, Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e foi prontamente reconduzido à Superintendência da Polícia Federal para continuar cumprindo sua pena.
4. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a ida de Bolsonaro ao hospital?
Sim, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu a autorização para que o ex-presidente deixasse a Superintendência da Polícia Federal temporariamente para receber atendimento médico e realizar os exames necessários no Hospital DF Star.
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