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Ataques a ônibus se intensificam na Zona Sul de São Paulo

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A Zona Sul de São Paulo tem sido palco de uma série preocupante de ataques a ônibus, marcando uma semana de violência e interrupção no transporte público. Na noite da última quarta-feira, 18 de outubro, mais dois coletivos foram incendiados por criminosos no bairro de Cidade Ademar, elevando para três o número de veículos atacados em menos de 24 horas na capital paulista. Tais ações, que visam o terror e o caos, forçaram passageiros e funcionários a descerem sob mira de armas antes que os veículos fossem consumidos pelas chamas. A escalada desses incidentes tem gerado grande preocupação entre as autoridades e a população, que clama por maior segurança e respostas diante da ousadia dos criminosos que desafiam a ordem pública.

Série de ataques atinge Zona Sul de São Paulo

Quarta-feira: Cidade Ademar e novos ônibus incendiados

Na noite da última quarta-feira, 18 de outubro, por volta das 20h, a Avenida Yervant Kissajikian, na altura do número 3123, em Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo, tornou-se palco de mais um ato de vandalismo extremo contra o transporte público. Criminosos armados interceptaram dois ônibus em plena via pública, impondo um cenário de terror aos ocupantes. Sob a mira de armas, passageiros e funcionários foram forçados a evacuar os coletivos antes que os veículos fossem rapidamente tomados pelas chamas. A ação, calculada e violenta, resultou na destruição completa dos ônibus, que foram reduzidos a carcaças fumegantes. Felizmente, apesar da gravidade da situação e do pânico gerado, nenhuma pessoa ficou ferida nos incidentes. Além dos dois coletivos incendiados, um terceiro veículo também foi alvo de ataques na mesma noite, na Rua Delfino Facchina, localizada na mesma região da Zona Sul, onde foi apedrejado por um grupo. Estes atos coordenados sublinham a crescente ousadia de grupos criminosos na capital paulista, levantando sérias questões sobre a segurança urbana e a proteção dos serviços essenciais que atendem milhares de pessoas diariamente.

Ataque anterior na Guarapiranga e as repercussões

Terça-feira: Ônibus desgovernado e interrupção de serviços

A onda de violência começou na noite da terça-feira, 17 de outubro, quando um ataque semelhante chocou o Jardim São Luís, também na Zona Sul da capital. Por volta das 20h, um grupo estimado em 20 homens, todos encapuzados e armados, abordou um ônibus que operava na linha 7016/10 (Jardim Ângela – Terminal Santo Amaro) na Avenida Guarapiranga. Sob ameaças, o motorista, o cobrador e os passageiros foram forçados a desembarcar, antes que os criminosos ateassem fogo ao coletivo. As chamas rapidamente consumiram o veículo, que, desgovernado, desceu a avenida por cerca de cem metros. Em sua trajetória incontrolável, o ônibus em chamas colidiu violentamente com um poste de energia elétrica, os portões de uma residência e de um salão de beleza, causando danos materiais significativos e mergulhando parte da região na escuridão.

Testemunhas relataram que, além de incendiar o veículo, os agressores também furaram os pneus e apedrejaram o coletivo, intensificando a destruição. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas, evitando que o incidente tomasse proporções ainda maiores. No entanto, os estragos foram extensos. A Avenida Guarapiranga permaneceu interditada na manhã da quarta-feira para a remoção da carcaça do ônibus, que estava coberta por cinzas e ferragens. Por volta das 10h, a via foi parcialmente liberada, permitindo a retomada gradual das linhas de transporte público. A Enel Distribuição São Paulo precisou desligar a energia na área afetada devido ao contato das chamas com o poste, deixando inúmeras casas e estabelecimentos comerciais sem eletricidade por um período prolongado. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans emitiram notas repudiando e lamentando veementemente os ataques, que impactaram diretamente a rotina de milhares de paulistanos.

Investigações e possíveis motivações

A conexão com confrontos policiais e a postura da segurança pública

A motivação por trás desses atos de barbárie tem sido o foco central das investigações policiais. Uma das principais suspeitas levantadas é a de que os incêndios sejam uma retaliação à morte de um indivíduo ocorrida durante um confronto armado com a Polícia Militar na segunda-feira, 16 de outubro. O incidente que resultou na morte da pessoa ocorreu na Viela Irumu, também na Zona Sul da capital paulista, e teria sido o estopim para a série de ataques. Contudo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, embora reconheça a possibilidade, informou que, até o momento, não há uma ligação formalmente confirmada entre os eventos. A secretaria ressaltou que “todas as hipóteses são investigadas” com rigor e que a força-tarefa empenhada busca desvendar a real motivação e identificar os responsáveis pelos crimes.

A Polícia Militar foi imediatamente acionada para atender às ocorrências e está colaborando ativamente na coleta de informações e evidências. Os casos foram formalmente registrados como incêndio e dano material no 11º Distrito Policial, localizado em Santo Amaro. A investigação se aprofunda para mapear os grupos criminosos envolvidos, entender a logística dos ataques e trazer os culpados à justiça, a fim de restabelecer a ordem e a sensação de segurança na região afetada. A expectativa é que as análises de imagens de segurança, depoimentos de testemunhas e outras provas periciais auxiliem na rápida identificação dos responsáveis.

Reações e o impacto na população

A escalada dos ataques a ônibus na Zona Sul de São Paulo impôs um clima de apreensão e insegurança à população e às empresas de transporte. Os incidentes não apenas resultaram na destruição de bens públicos e privados e na interrupção de serviços essenciais, como a energia elétrica e o transporte coletivo, mas também evidenciaram a vulnerabilidade dos cidadãos diante da ação criminosa. A mobilização das forças de segurança para investigar e prender os responsáveis é crucial para restaurar a confiança pública e garantir a integridade do sistema de transporte. A sociedade espera que as autoridades ajam com celeridade e eficácia, não apenas na elucidação dos crimes, mas também na implementação de medidas preventivas que impeçam a repetição de tais atos de violência e vandalismo, assegurando o direito de ir e vir dos paulistanos com segurança e tranquilidade.

Perguntas frequentes

Onde ocorreram os ataques mais recentes a ônibus em São Paulo?
Os ataques mais recentes ocorreram na Zona Sul de São Paulo, especificamente nos bairros de Cidade Ademar (Avenida Yervant Kissajikian e Rua Delfino Facchina) e Jardim São Luís (Avenida Guarapiranga).

Qual a principal suspeita para a motivação dos incêndios?
A principal suspeita é que os incêndios sejam uma retaliação à morte de um indivíduo em um confronto com a Polícia Militar na Zona Sul, na segunda-feira, 16 de outubro. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública ainda investiga todas as hipóteses.

Houve feridos nos ataques aos ônibus?
Não, apesar da violência e da destruição dos veículos, nenhuma pessoa ficou ferida nos ataques a ônibus em Cidade Ademar e Jardim São Luís.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta e outras notícias de segurança pública na capital paulista. Acompanhe nossas atualizações para ter acesso às informações mais recentes sobre a atuação das autoridades e o impacto na vida dos cidadãos.

Fonte: https://g1.globo.com

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