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Após onda de violência, México normaliza situação e reforça combate ao crime

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A situação no México, marcada por uma recente e intensa onda de violência desencadeada pela morte de um dos mais notórios narcotraficantes do país, Nemésio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, começa a mostrar sinais de normalização. Após dias de confronto e paralisação em diversas regiões, as autoridades mexicanas trabalham arduamente para restabelecer a ordem e a segurança pública. Embora o estado de alerta persista em áreas historicamente influenciadas pelo Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), a vida cotidiana gradualmente retoma seu curso, trazendo um alívio para a população. Escolas, que haviam fechado as portas em pelo menos oito estados na última segunda-feira, reabrem, e as operações em infraestruturas críticas, como aeroportos e rodovias, voltam à normalidade, indicando uma diminuição significativa das tensões e a eficácia das forças de segurança.

A queda de “El Mencho” e suas consequências imediatas

A morte de Nemésio Oseguera Cervantes, o temido “El Mencho”, representou um golpe significativo contra uma das organizações criminosas mais poderosas e violentas do México, o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). Sua eliminação, entretanto, não ocorreu sem graves repercussões, desencadeando uma série de retaliações que mergulharam diversas regiões do país em um caos temporário. A operação para capturá-lo era uma prioridade máxima para as forças de segurança mexicanas e americanas, dada a escalada de violência e o alcance transnacional de suas atividades ilícitas.

O alvo mais procurado

“El Mencho” não era apenas o líder do CJNG; ele era considerado o criminoso mais procurado do México e um dos mais perigosos do mundo. O cartel sob seu comando expandiu-se rapidamente, dominando rotas de tráfico de drogas, extorsão, sequestros e outras atividades ilícitas em vastas porções do território mexicano, e até mesmo com conexões internacionais. Conhecido por sua brutalidade e por desafiar abertamente o Estado, “El Mencho” inspirava terror e temor. Os Estados Unidos, cientes da ameaça que ele representava, chegaram a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura, um valor que sublinhava a urgência e a importância de sua neutralização para a segurança regional e global. Sua morte é, portanto, um marco na luta contra o narcotráfico.

A operação de alto risco

A localização de “El Mencho” foi um feito de inteligência, que se concretizou após a vigilância da visita de uma namorada a um de seus esconderijos. Essa informação crucial permitiu que as forças militares mexicanas, em uma operação de alto risco e cuidadosamente planejada, agissem. O confronto que se seguiu foi intenso: um tiroteio entre militares e os seguranças particulares do narcotraficante resultou na morte de “El Mencho”, que foi baleado durante a troca de tiros. Relatos indicam que, mesmo ferido, ele foi rapidamente transportado de helicóptero para a Cidade do México na tentativa de salvar sua vida, mas os ferimentos foram fatais e ele não resistiu. A notícia de sua morte foi recebida com celebração pelos governos do México e dos Estados Unidos, que viam nele uma figura central da instabilidade e da criminalidade. A presidente Cláudia Sheinbaum, no entanto, fez questão de ressaltar que a operação foi conduzida exclusivamente por forças nacionais, negando qualquer participação direta de Washington.

A reação do cartel e o impacto na população

A morte de um líder tão proeminente como “El Mencho” desencadeou uma reação violenta e coordenada do Cartel Jalisco Nova Geração. Membros da organização criminosa, em um esforço para demonstrar sua força e retaliar a ação governamental, lançaram uma onda de ataques em diversos estados, visando semear o caos e o pânico entre a população e as autoridades. Essa demonstração de poder teve um impacto direto e devastador na vida cotidiana de milhares de mexicanos, paralisando serviços essenciais e gerando um ambiente de profunda insegurança.

Uma onda de ataques coordenados

Os ataques do CJNG foram generalizados e estrategicamente planejados para causar o máximo de perturbação. Integrantes do cartel realizaram uma série de bloqueios em rodovias federais, totalizando 85 pontos de interrupção em 11 estados, com um foco particular em Jalisco, o berço e principal fortaleza da organização. Veículos foram incendiados, incluindo caminhões e carros de passeio, e postos de combustíveis foram atacados e queimados, transformando paisagens urbanas e rurais em cenários de destruição. Os confrontos diretos foram violentos: 25 militares da Guarda Nacional perderam a vida, assim como 30 traficantes. Infelizmente, uma mulher civil também foi fatalmente baleada durante um desses incidentes, evidenciando o perigo generalizado para a população. A situação atingiu um pico de tensão quando tiros foram disparados dentro do aeroporto de Jalisco, gerando pânico entre os passageiros, embora, felizmente, ninguém tenha se ferido no local. Voos nacionais e internacionais foram cancelados, deixando milhares de pessoas em desespero e sem conseguir viajar.

Esforços de normalização e a resposta governamental

Diante da escalada de violência, o governo mexicano agiu para conter a crise e restaurar a normalidade. A decisão de manter escolas fechadas em pelo menos oito estados na segunda-feira seguinte aos ataques foi uma medida preventiva para garantir a segurança de estudantes e educadores. Ações coordenadas das forças de segurança foram implementadas para desobstruir as rodovias e combater os focos de violência. O restabelecimento da ordem foi uma prioridade, com o envio de reforços para as áreas mais afetadas e a intensificação das operações de patrulhamento. À medida que os dias se seguiram, a situação começou a se estabilizar. Escolas foram reabertas, voos retomaram seus horários e a circulação nas rodovias voltou ao normal, indicando uma recuperação gradual da rotina. As declarações oficiais do secretário de Defesa, Ricardo Trevilla, e da presidente Cláudia Sheinbaum, enfatizaram a determinação do governo em enfrentar o crime organizado e a capacidade das forças nacionais em lidar com a situação, buscando transmitir confiança à população e à comunidade internacional.

Conclusão

A recente onda de violência no México, catalisada pela morte de “El Mencho”, sublinha a complexidade e a persistência do desafio imposto pelos cartéis de drogas. Embora a situação esteja gradualmente se normalizando e as autoridades tenham demonstrado capacidade de resposta rápida para restaurar a ordem, o incidente serve como um lembrete contundente da fragilidade da segurança em certas regiões e da capacidade de retaliação do crime organizado. A eliminação de um líder tão influente representa uma vitória significativa, mas também abre um período de incerteza sobre a sucessão e possíveis reconfigurações no mapa do narcotráfico. O governo mexicano reafirma seu compromisso com a segurança nacional, mas a vigilância e o combate contínuo ao crime organizado permanecem essenciais para garantir uma paz duradoura e proteger a população de futuras ondas de violência.

FAQ

1. Quem era “El Mencho” e qual cartel ele liderava?
Nemésio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, era o líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), uma das organizações de narcotráfico mais poderosas e violentas do México. Ele era considerado o criminoso mais procurado do país.

2. O que motivou a onda de violência no México?
A onda de violência foi uma retaliação do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) após a morte de seu líder, “El Mencho”, em um confronto com militares mexicanos. Os ataques visavam demonstrar a força do cartel e gerar caos.

3. Qual a situação atual de segurança no México após os ataques?
Segundo o governo mexicano, a situação de segurança no México está em processo de normalização. Escolas, que foram fechadas em vários estados, já reabriram, e as operações em aeroportos e rodovias foram restabelecidas. No entanto, o estado de alerta persiste em algumas regiões, e a vigilância continua.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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